Parte 1
A equipe retornou à cidade, exausta e marcada pelos horrores que haviam testemunhado. No entanto, a sensação de inquietação não os abandonava. Parecia que, apesar de seus esforços, a fortaleza ainda mantinha um controle sombrio sobre eles. Dr. Reeve, em particular, sentia uma estranha conexão com o lugar, como se algo estivesse chamando-o de volta.
Uma noite, enquanto Reeve revisava suas anotações, começou a ouvir um sussurro fraco, como uma voz distante, chamando seu nome. Ele olhou ao redor, mas estava sozinho em seu escritório. A voz, no entanto, persistia, tornando-se mais clara a cada instante. Era um sussurro rouco, quase imperceptível, mas carregado de uma malevolência que gelou sua espinha.
“Reeve... Reeve... você não terminou...” a voz sibilou, fazendo com que o professor largasse suas anotações.
Ele murmurou para si mesmo, tentando afastar o medo crescente: “Não pode ser real. É apenas o estresse.”
Parte 2
Na manhã seguinte, Reeve decidiu não contar à equipe sobre os sussurros. Ele sabia que todos estavam no limite, e qualquer menção de algo estranho poderia quebrar o frágil equilíbrio que mantinham. No entanto, Laura percebeu o comportamento agitado do professor e insistiu em saber o que estava acontecendo.
“Dr. Reeve, você não parece bem. Está acontecendo alguma coisa? Pode confiar em mim,” disse ela, com uma preocupação genuína em sua voz.
Reeve, relutante, finalmente confessou: “Eu... eu tenho ouvido coisas. Sussurros. Parece que a fortaleza ainda está tentando me chamar. Mas não quero preocupar mais ninguém.”
Laura ficou em silêncio por um momento, absorvendo as palavras dele, antes de responder: “Se a fortaleza ainda tem algum poder sobre você, não podemos ignorar isso. Talvez devêssemos investigar mais. Precisamos estar prontos para qualquer coisa.”
Parte 3
Enquanto Reeve e Laura discutiam os próximos passos, novos relatos começaram a surgir na cidade. Vários moradores começaram a relatar desaparecimentos inexplicáveis e avistamentos de sombras estranhas em suas casas. As pessoas estavam começando a temer que algo tivesse sido liberado da fortaleza, apesar dos esforços da equipe para selar o mal.
Uma reunião de emergência foi convocada na prefeitura. Os cidadãos estavam agitados, exigindo respostas e proteção. O prefeito, visivelmente abalado, dirigiu-se à multidão com uma voz trêmula: “Entendemos que há preocupações legítimas, mas estamos fazendo tudo o que podemos para investigar e proteger a cidade.”
Entre a multidão, uma voz furiosa gritou: “E o que aconteceu com os desaparecidos? Como vão trazê-los de volta?”
O pânico estava crescendo, e a cidade começava a se fragmentar sob a pressão do medo e da incerteza.
Parte 4
Diante da crescente tensão, Reeve e sua equipe decidiram investigar os relatos de desaparecimentos. Eles começaram a entrevistar as famílias afetadas, tentando identificar qualquer padrão ou ligação com a fortaleza. Durante as entrevistas, a equipe descobriu que todos os desaparecidos tinham algo em comum: todos tinham visitado a fortaleza nos últimos meses, seja por curiosidade ou como parte de expedições turísticas.
Laura, folheando as notas, comentou: “Parece que a fortaleza ainda tem um impacto sobre aqueles que se aproximam dela. Talvez a energia negativa esteja se espalhando.”
Reeve, com um olhar sombrio, respondeu: “Se for isso, precisamos agir rápido. Antes que mais pessoas desapareçam, ou pior.”
Parte 5
Enquanto a equipe continuava a investigar, as visões e os sussurros que Reeve havia experimentado começaram a se intensificar. À noite, ele não conseguia dormir, atormentado por pesadelos onde a fortaleza se desmoronava sobre ele, soterrando-o em uma escuridão sem fim. As sombras que antes eram apenas uma sensação agora tinham formas distintas, rostos desfigurados que o observavam com intenções malévolas.
Em uma dessas noites, ele acordou suando frio, o coração batendo descontroladamente. Decidiu verificar o diário antigo que haviam encontrado na fortaleza. Ao folheá-lo, encontrou uma passagem que havia passado despercebida. A descrição falava sobre um ritual que selava o mal, mas advertia sobre a necessidade de manter a vigilância constante, pois o mal poderia se adaptar e encontrar novas formas de se manifestar.
“Isso não acabou,” sussurrou Reeve para si mesmo, enquanto relia as palavras. “Estamos apenas no começo.”
Parte 6
Determinados a impedir que mais pessoas desaparecessem, Reeve e Laura decidiram voltar à fortaleza, mesmo sabendo dos riscos. Eles acreditavam que a chave para parar os eventos estava em algum lugar dentro da estrutura antiga. Reeve, com o diário em mãos, esperava encontrar um ritual ou uma forma de eliminar o mal de uma vez por todas.
Ao chegarem à fortaleza, a sensação de perigo era palpável. A atmosfera estava ainda mais densa do que antes, como se a própria fortaleza soubesse que eles estavam lá para enfrentá-la novamente. A dupla avançou com cautela, usando as informações do diário para navegar pelos corredores traiçoeiros.
Enquanto exploravam, começaram a ouvir novamente os sussurros, mas desta vez, vinham de todas as direções. As palavras eram incompreensíveis, mas carregavam uma ameaça velada.
Laura, tentando manter a calma, disse: “Dr. Reeve, precisamos encontrar o coração desse mal. Onde ele está mais forte? O diário menciona alguma coisa?”
Reeve, nervoso, folheou as páginas rapidamente: “Há uma menção a uma câmara central, um lugar onde o mal é mais concentrado. Precisamos encontrá-la.”
Parte 7
Seguindo as direções do diário, Reeve e Laura finalmente encontraram uma câmara escondida, protegida por uma porta maciça com inscrições antigas. A porta parecia pulsar com uma energia própria, e a dupla sabia que era ali que o mal estava mais forte.
“Isso é diferente de tudo que vimos antes,” disse Reeve, enquanto estudava as inscrições. “Se abrirmos essa porta, podemos libertar algo ainda pior. Mas se não o fizermos, as coisas só vão piorar lá fora.”
Laura hesitou, mas sabia que não havia outra opção. “Temos que fazer isso. Mas precisamos estar prontos para o que quer que esteja lá dentro.”
Com um esforço conjunto, eles abriram a porta, revelando a câmara interior. O ar dentro era frio e pesado, como se todas as luzes fossem sugadas pela escuridão profunda que preenchia o espaço. No centro da câmara, uma figura indistinta, envolta em sombras, se erguia sobre um altar antigo.
Parte 8
Reeve e Laura sentiram uma onda de terror ao ver a figura. Era como se todas as suas piores lembranças e medos se materializassem diante deles. A figura, embora sem forma definida, parecia pulsar com uma energia malévola e antiga.
“Este é o coração do mal que enfrentamos,” disse Reeve, sua voz tremendo. “Precisamos selá-lo aqui e agora.”
Laura, segurando uma página do diário que continha as instruções para o ritual, começou a recitar as palavras. As paredes da câmara começaram a vibrar, e a figura no altar reagiu violentamente, tentando se libertar das correntes invisíveis que começaram a se formar ao seu redor.
O chão tremeu, e a câmara começou a desmoronar lentamente enquanto o ritual progredia. A figura lutava desesperadamente contra o selamento, e as sombras se espalhavam, tentando alcançar Reeve e Laura.
Parte 9
Com uma última palavra, o ritual foi concluído, e a figura foi sugada de volta para o altar, selada em uma prisão de luz brilhante. A câmara desmoronou completamente, enterrando o altar e a figura em uma escuridão eterna. Reeve e Laura, exaustos e feridos, conseguiram escapar por pouco, enquanto a fortaleza finalmente se acalmava, como se uma tempestade tivesse passado.
De volta à cidade, as notícias sobre os desaparecimentos começaram a diminuir. As sombras que atormentavam a cidade desapareceram, e uma sensação de paz começou a retornar. No entanto, Reeve sabia que isso não era o fim. O mal que haviam selado ainda estava lá, aguardando, e a luta para manter a cidade segura continuaria.
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Atualizado até capítulo 20
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