Os dias foram passando e eu evitava Luke propositadamente. Fiquei aturdida com a proposta dele e confesso que cgeguei a cogitar aceitar.
Mas a razão voltou e pude ver que era totalmente descabida a proposta. Por mais que Theo fosse muito querido, eu não iria aceitar um casamento sem amor.
Tom percebeu que estava diferente, procurando um compromisso que me manteria afastada.
Ele tirou as suas conclusões e manteve a discrição. Luke não forçou a barra pois ainda tinha esperanças que eu aceitasse.
Em novembro entrei de férias na faculdade pois devido às notas altas eu já tinha sido aprovada para o próximo semestre.
Estava trabalhando quando Eve ligou para mim, aos prantos.
Eve: oi mana. Está tudo bem?
Aby: está sim. Eve por que está chorando?
Eve: papai está doente Aby. E não é nada simples. A mamãe está desnorteada e eu preciso de você.
Aby; calma anjo. Sabe o que ele tem?
Eve: ele teve um infarto. Está muito fraco.
Aby; e a mamãe? Como está passando por isso?
Eve: ela tenta disfarçar, mas está frágil e chora sem parar.
Aby: eu vou ver com o meu patrão se me libera por uns dias. Fique calma. Cuide da nossa mãe até que eu chegue aí.
Eve: está bem. Venha logo.
Assim que desliguei o telefone, fui procurar Tom e para o meu azar era Luke.
Aby: senhor Sinclair, onde está Tom?
Luke: voltei a ser senhor Sinclair? Ele não está. Algum problema?
Aby; estamos no trabalho, por isso pensei que teria de ser formal. Não é problema na pensão. É o meu pai. Ele teve um infarto e eu preciso ir lá ver como estão. Eve está desesperada.
Luke: tem a minha permissão. Vá e fique até quando for preciso. Tomara que não seja nada grave.
Aby: obrigada Luke. Espero que não seja. Não demoro. O aniversário de Theo é daqui a quinze dias. Eu não faltarei.
Luke: ele está contando com isso. Está zangada comigo ainda?
Aby: não estou zangada.
Luke: anda me evitando. Eu sei que é por causa da proposta. Mas saiba que eu estou esperando a sua resposta ainda.
Aby: eu vou arrumar as malas. Vou comprar a passagem pela Internet. Obrigada Luke.
Fui até a recepção, comprei a passagem e a seguir pedi o uber para me levar até em casa. Estava apressada e de carro seria mais ágil.
Cheguei à fazenda já de noite. A minha mãe e Eve me esperavam com uma ceia quente.
Depois de muitos abraços, elas me fizeram companhia até que eu terminasse.
Aby: mamãe, é grave o estado do pai?
Ema: ainda está recente. O dr. Sales queria interná-lo, mas conhece a teimosia.
Aby: mas o médico não pode ceder à teimosia dele, mãe. E nem a senhora pode aceitar.
Ema: eu sei. Amanhã o dr. Sales virá cedo. E se for preciso ele será Internado.
Aby: amanhã eu o vejo. Está tarde e confesso estar cansada.
Ema. é melhor. Está gostando da sua vida na cidade Aby?
Aby: muito mamãe. Apesar da saudade que sinto da senhora e de Eve, eu não me arrependo nem um pouco de ter ido.
Ema: que bom. Vamos descansar. Boa noite. Obrigada por ter vindo.
Aby: eu sei que ele vai superar. É forte.
Eve veio dormir comigo como imaginei. Ficamos conversando sobre a minha vida até que ouvi o ressonar suave dela.
No dia seguinte, acordei com o aroma delicioso do café da minha mãe. Tomei banho rapidamente e desci para saborear as "quitandas" da minha mãe. Estava com saudades.
Eve desceu coçando os olhos. Assim que terminamos, o dr. Sales chegou. Ele entrou para examinar o meu pai. Depois deixou que entrássemos.
Dr. Sales: muito bem. Ele está melhor. O repouso fez bem. Não precisa de internação. Mas terá que continuar com o repouso e não pode de esquecer de tomar os remédios.
A minha mãe respirou aliviada e eu olhei bem para o meu pai que me encarava com desdém.
Joaquim: o que está fazendo aqui?
Aby: bom dia para o senhor também pai. Eu vim assim que soube.
Joaquim: veio com tudo pensando que iria me enterrar?
Sby: não senhor. Vim ajudar a minha mãe e Eve a cuidar do senhor.
Joaquim: eu não pedi a sua ajuda. E não preciso. A sua mãe dá conta de cuidar de mim.
Aby: eu sei que ela dá conta e mesmo que não dê, vai se desdobrar para tal. Vim porque Eve pediu a minha ajuda. Mas se a minha presença incomoda tanto o senhor, eu vou embora. Agora estou vendo que está melhor
Saí do quarto com lágrimas nos olhos. Lágrimas de raiva, frustração e até de autopiedade, o que me irritava. Fui para o meu quarto e Eve veio atrás de mim.
Eve: Aby, não fique assim. Ele não quis dizer o que disse.
Aby: como você pode saber se ele quis ou não? Isso não importa. Ele disse e deixou claro até para o dr Sales entender que eu não sou bem vinda.
Eve: por favor releve o que ele disse. A mamãe ficou muito feliz por você ter vindo.
Aby: pode ser que tenha ficado. Mas novamente ela não se posicionou. Desculpe Eve. Eu não fico onde não sou desejada. Ele está bem. Não se preocupe.
Comprei a minha passagem de volta e depois de lágrimas e abraços de Eve e da minha mãe fui para a rodoviária.
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Atualizado até capítulo 45
Comments
Rosa Hosana Santos
ela já devia ter falado com ela sobre ele não ser o pai dela esse comportamento dele é ridículo 😒😒😒😒😒
2024-12-16
0
Sandra Maria de Oliveira Costa
que mãe submissa nem p interferir a favor da filha
2025-02-03
1
Anja
Autora não deixa ela perdoar ele no final , pq é sempre assim , no final do livro eles pedem perdão e são perdoados
2025-01-20
2