Acordei cedo. Não haveria aula devido à uma paralisação dos professores. Iria aproveitar para enviar currículos. Estava mais difícil do que imaginei. E eu estava disposta a aceitar qualquer oferta.
Estava distraída quando o meu telefone tocou e fiquei surpresa ao ver que era a minha mãe.
Ema: oi Aby. Está tudo bem com você? Tive um sonho muito impressionante e fiquei preocupada.
Aby: oi mamãe. Que bom que ligou. Estou com saudades. Está tudo bem com você e Eve?
Ema: sim. Desculpe não ter atendido antes filha. Mas Eve sempre me dava notícias suas.
Aby: por que você não atendia mamãe? Quero a verdade.
Ema: filha, o seu pai ficou inconformado e tivemos uma discussão. Ele teve uma dor forte no peito e o médico disse que é stress. Eu apenas queria dar um tempo para ele aceitar.
Aby: isso está me cheirando a chantagem emocional. Mas deixa para lá. Ele está melhor?
Ema: sim. Vejo no olhar dele que sente a sua falta, mas turrão como é, já sabe que nunca irá admitir.
Aby: eu sei. Eve não me disse nada. Mas estou feliz por ouvir a sua voz.
Ema: você não me respondeu. Está tudo bem com você?
Aby: está mamãe. Hoje não tem aula e estou estudando.
Ema: eu sinto que há algum problema. Fale a verdade.
Aby: estou falando mamãe. Agora preciso ir tomar café. Aqui tem horário determinado.
Ema; ainda não está no seu apartamento?
Aby: não. Ele está em reforma. Acredito que na semana que vem ficará pronto.
Ema: e o dinheiro está sendo suficiente?
Aby: sim mamãe. Não faço extravagâncias.
Ema: sabe que pode me dizer tudo. Eu te amo.
Aby: eu também amo você. Dê um beijo na Eve.
Desliguei o telefone e as lágrimas rolavam. Ouvir a voz doce da minha mãe e ter que mentir para ela me doeu. Mas eu não queria deixá-la preocupada.
A sala de jantar estava quase vazia. Escolhi um pão caseiro, uma fatia de bolo. café e suco.
Quando terminei, recolhi as vasilhas para colocar na pia. Lavei e ia saindo quando Tom me chamou.
Tom: bom dia Aby. Eu preciso conversar com você.
Aby: claro. Eu já imaginava.
Tom: não esquente essa cabeça. Venha até o meu escritório.
Entramos no escritório e quando fechei a porta. havia um homem elegante, com traços firmes. sentado na cadeira e olhando fixo para mim. Fiquei um pouco intimidada com o olhar dele. Estava claramente me analisando e vi um brilho rápido de admiração nos olhos dele.
Tom: Aby, esse é Luke Sinclair. O meu patrão. Luke, essa é Abygail Fontes.
Luke: bom dia. senhorita. Por favor sente-se.
Engoli em seco. Tom deveria ter me preparado para poder enfrentar o dono de onde eu estava praticamente morando de favor.
Aby: bom dia, senhor Sinclair.
Luke: Tom deixou-me par de sua situação e lamento pelo seu infortúnio.
Aby: obrigada. Quero dizer que sei a minha situação aqui, mas estou procurando emprego. No entanto entenderei se não aceitar.
Luke: acha que a chamei aqui para expulsá-la?
Aby: não sei. Mas é direito do senhor.
Luke: Tom me disse que você está procurando emprego e você acabou de confirmar. Está interessada em trabalhar aqui?
Aby: não sabia que estava precisando de funcionários. Tom não me disse
Luke: ele disse para mim. Há algum tempo que penso em promover Tom. É a hora certa. A vaga seria de recepcionista. É do seu Interesse?
Aby: se não estiver fazendo isso apenas por minha causa, claro que tenho interesse.
Luke: senhorita, eu sou empresário e não filantropo. Como lhe disse eu já estava pensando em promover Tom. Ele a indicou para o cargo. Mas se acha que é inferior aos seus objetivos, esteja livre para dispensar. Quanto à sua hospedagem. tenho certeza que é idônea e irá resolver.
Aby: desculpe- me senhor Sinclair. Não quis parecer arrogante. Apenas não quero causar desconforto.
Luke: entendo a sua postura e acredito que é movida por um desejo intenso de crescer por motivos pessoais. Mas. certamente não irá causar desconforto. Irá beneficiar Tom, que já está velhinho para ser recepcionista.
Eu percebi a fala divertida e olhei para Tom que sorria.
Tom: velhinho eu? Você que é manipulador e ficou só me enrolando.
Luke: senhorita Fontes, preciso que providencie os seus documentos para o setor de recursos humanos. Tom vai explicar-lhe as suas funções. Seja bem-vinda à equipe
Aby: obrigada pela confiança depositada em mim. Darei o melhor.
Luke; muito bem. se puder nos dar licença agora. Tom e eu temos assuntos pendentes. E eu tenho outras reuniões.
Aby: claro. Tenham um bom trabalho.
Fui quase saltitando de alegria para o meu quarto. Liguei para a minha amiga Helen para contar a novidade.
NO ESCRITÓRIO
Luke: está apaixonado Tom?
Tom: claramente que não. Ela é um amor. Será que você vê maldade em tudo?
Luke: não estou criticando. E até entenderia se estiver. Ela é muito linda.
Tom: acho que você foi fisgado.
Luke: ela tem namorado?
Tom: não que eu saiba. Pode ter tido um que a decepcionou no passado. Desde que veio é muito discreta. Só sai para a faculdade. É prestativa e ainda mais agora que está sem dinheiro, ofereceu-me para lavar as vasilhas como pagamento das refeições. Claro que recusei.
Luke: esse sobrenome dela não me é estranho. Ela não parece ser pobre.
Tom: e não é. É filha de fazendeiro. Mas ele é muito rígido e totalmente contra ela vir estudar. Queria que ficasse ajudando na fazenda.
Luke: então é isso. Lembrei agora O pai dela é um dos fornecedores da empresa. Ele é muito competente e influente no ramo da agricultura.
Tom: sim eu sei. Ela não sabe que conheço um pouco da história. Mas fiquei curioso quando ela foi assaltada e o desespero que ficou por não ter condições de pagar. E resolvi pesquisar. Ainda perguntei a ela se não tinha ninguém para ajudá-la
Luke: e ela disse que não?
Tom: sim. Disse que não podia contar com ninguém.
Luke: bem, realmente tenho reuniões. Mas vou saber direitinho tudo sobre ela.
Tom: foi fisgado mesmo.
Luke: não sei o que é. Mas ela me intriga.
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Atualizado até capítulo 45
Comments
Fatima Maria
EITA O COROA VAI SER FISGADO 🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣
2025-02-08
2
Lourdes Morais
Coroa é o tom , o outro é Luke
2025-02-11
1
Edna Dias
ja estou amando esta história 😍
2025-01-06
2