Finalmente chegou o primeiro dia de aula. Eu aguardava ansiosa para esse dia, pois o restante da semana passada não tive notícias da minha mãe. E mesmo Eve garantindo que estava tudo bem, eu sabia que ela estava apenas querendo proteger a mim do que realmente estava acontecendo.
Eu até cogitei a ideia de ir até a fazenda, mas não iria cair na citada do meu pai. Era uma estratégia para mostrar o poder dele. E eu iria gastar um pouco das economias.
Cheguei mais cedo na sala, escolhi um bom lugar e para a minha sorte uma moça simpática sentou-se próxima a mim.
Helen: bom dia. Eu sou Helen. Está tão ansiosa quanto eu?
Aby: bom dia. Eu sou Abygail. mas pode me chamar de Aby. Estou muito ansiosa também.
Helen: nome bonito o seu, Aby. Podemos almoçar juntas?
Aby; obrigada. O seu nome também é bonito. Podemos almoçar juntas sim. Pelo menos hoje.
Helen: você trabalha fora?
Aby: por enquanto não. E por isso devo economizar muito.
Helen; o almoço é por minha conta. Você mora por perto?
Aby: estou aguardando o meu apartamento do condomínio da universidade ficar pronto e no momento fico nuna pensão, no bairro Jaraguá.
Helen; que coincidência. Também moro nesse bairro. com os meus pais.
O sinal deu início à palestra que seria o marco inicial, onde conheci todos os professores e também fiz mais amizades. Foi uma manhã agradável e o almoço melhor ainda.
Helen me convidou para ir à casa dela e conversamos tanto que quase perdi a hora do jantar da pensão. Apesar da insistência de Helen, resolvi recusar o convite para jantar pois pedi que reservassem e teria que pagar mesmo não comendo. Não era só pelo dinheiro. mas aprendi que não se deve desperdiçar comida. pois muitas pessoas não têm recursos.
Fui às pressas para a pensão e não percebi que tinha entrado numa rua deserta e que havia um grupo de adolescentes mal encarados. Tarde demais para desviar, fui andando rezando para não ser vista.
Infelizmente eles me viram e pela expressão deles sabia que não tinham boas intenções.
Adolescente 1: olha só rapazes. Que bela surpresa! Não disse a vocês que hoje era o nosso dia de sorte?
Adolescentes 2: tem razão. É uma patricinha mimada. Vai nos render uma bela noite.
Adolescente 3: só a bolsa dela dá para uma boa viagem, se é que me entendem.
Adolescente 4: vamos nos divertir rapazes.
Eles avançaram para mim e eu tentei correr. Mas foi em vão. Eles eram fortes e com certeza bem espertos.
Aby: por favor, não sou rica. Apenas estudante. Não me machuquem !
Adolescente 1: você vai gostar. belezinha. Satisfação garantida é o lena do nosso grupo, não é rapazes?
Eles deram sonoras gargalhadas e começaram a tirar a minha roupa. Gritei, mas colocaram uma bola de meia na minha boca e me prensaram no muro.
O pânico me dominou, mas comecei a espernear e para a minha sorte, uma viatura de polícia passou com a sirene ativada. Foi o suficiente para eles me largarem e fugirem com a minha bolsa, onde tinha todos os meus documentos e cartões.
Eu caí no chão chorando de alívio. O meu desespero foi ver que a polícia não estava atrás deles. Foi uma coincidência. Apesar de agradecer a Deus por não ter sido estuprada, entrei em choque pois levaram tudo o que eu tinha.
Fui andando chorando e finalmente cheguei à pensão. Quando Tom me viu, veio solícito e me amparou. Depois de me acalmar, ele me levou até a delegacia para prestar queixa e tentei bloquear os cartões, mas os ladrões foram muito espertos e rasparam a minha conta bancária.
O delegado disse que esse golpe estava se tornando comum. Eles tinham um receptor hacker que conseguia retirar o dinheiro facilmente.
Eu saí desolada e chorei até. Como iria fazer? Não poderia pedir dinheiro para a minha mãe. Se o meu pai estava dificultando os nossos telefonemas, obviamente não tinha nenhuma chance de obter ajuda.
Tom bateu à porta, trouxe o jantar para mim. Eu tentei recusar, mas estava faminta.
Aby: obrigada Tom. Eu não tenho como pagar essa refeição.
Tom; não se preocupe Abygail. Eu seria um monstro se exigisse pagamento.
Aby: são as regras Tom. E pode me chamar de Aby.
Tom: eu sei das regras. Eu pagarei até que tenha condições. Pense como um empréstimo.
Aby: obrigada. Eu vou começar a procurar emprego amanhã mesmo. Já estava determinada a isso. Agora mais que nunca.
Tom: você não pode contar com a sua família, Aby?
Aby: Não. Só comigo mesmo.
Tom: bem. descanse por hoje. Sei que não foi fácil, mas poderia ter sido pior.
Aby: obrigada mais uma vez, Tom. Se souber de alguma oportunidade de emprego, me avise.
Ele assentiu com a cabeça e saiu levando a bandeja. Fiquei sozinha com o meu choro que durou a noite inteira.
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Atualizado até capítulo 45
Comments
Andreia Gregorio
Oxe a mãe deu dinheiro a ela e a irmã tbm...e ela disse que era uma boa quantia e foi em mãos e não no banco! Não entendi nada ela ficar sem dinheiro...
2025-02-19
2
Andreia Gregorio
Continuo sem entender...pq no capítulo anterior ela encontrou na mala bastante dinheiro que a irmã deu de presente. 😠 😡 😠
2025-02-19
1
Lourdes Morais
pra que andar com o dinheiro e cartão na bolsa.
Por isso eu não ando com cartão,só se eu for fazer uma compra
2025-02-11
1