3 meses depois

3 meses depois...

Com o passar do tempo, Ayla tentava superar a morte do pai, que foi um choque enorme

para ela, teve sempre o apoio do Hayato, que a visitava todos os dias, tentando fazer com

que a moça não se desmanchasse em lágrimas de hora em hora.

Hayato a visitava bem cedo todos os dias, era possivelmente a primeira coisa que ele fazia assim que acordava.

Já na casa da Ayla como todos os dias, chegava e ela não o recebia, ele bateu e percebeu que a porta estava aberta, ele resolveu entrar, um pouco assustado e desconfiado…

Assim que entrou, se deparou com Ayla deitada no sofá, com uma aparência pálida e com o rosto molhado de suor, parecia que tinha lavado o rosto naquele mesmo instante e não havia secado. Preocupado, ele se aproximou e ela acordou com o toque dele em seu rosto.

Hayato: Você está com febre, não tem se cuidado?

Pergunta, preocupado. A moça muito fraca, se levanta e ele percebe que ela não se alimentou, então se questiona porque.

Ayla: Não se preocupe, meu amor. Volte para sua casa.

Dizia, com a voz baixinha e tocando suavemente no rosto do Hayato.

Hayato: Você nem encostou na comida, certo? Porque? Você tem que se alimentar. Você parece tão mal!

Hayato respirou fundo e olhou para Ayla.

Hayato: Eu compreendo a sua dor, você perdeu o seu pai a pouco tempo, não precisa estar feliz ,guarde o luto. Mas, por favor… Não pare de se alimentar, pararia com sua vida dessa forma.

Disse, preocupado e tocando na testa, para sentir sua temperatura.

Ayla: Eu queimei em febre a noite inteira, fiquei com muito frio e não tinha ninguém aqui comigo.

Disse, tossindo em seguida. O que deixava Hayato muito preocupado, quando percebia que ela piorava ao passar dos dias.

Hayato: Eu tentei vir morar com você, mas você não me permitiu e eu não queria lhe forçar a nada...

Ayla: Eu realmente queria ficar longe de tudo, eu não queria ver nem você. Mas agora, estou feliz por ver o seu rosto.

Os olhos de Hayato encheram de lágrimas...

Hayato: Eu vou te levar comigo. Não tenho medo do meu pai, você vai comigo, eu vou cuidar de você. Uma cama quentinha, minha companhia, isso com certeza te fará curar mais rápido.

Enquanto Hayato falava, Ayla demonstrava muito medo e sacudia a sua cabeça de forma negativa.

Ayla: Eu vou ficar aqui, Hayato. Não seja teimoso, seu pai nos mataria!

Dizia, quase desmaiando de tanta fraqueza.

Quando Hayato viu essa cena, seus olhos lacrimejaram e ele não pensou… Pegou a Ayla em seus braços e a colocou em cima do cavalo, o caminho inteiro pensava na sua amada e nem pensou sobre o que o seu pai ia achar daquilo tudo, não pensava na opinião do pai, pois se sentia seguro de que aquela casa era sua e que se casaria com Ayla brevemente. Estava decidido de que lá, Ayla ficaria saudável rapidamente e que faria todo o possível, para que assim fosse.

Assim que chegaram, pediu para um pião deixar o seu cavalo no estábulo e o mesmo ficou assustado quando viu a Ayla desmaiada. Quando entrou em casa com Ayla nos braços, percebeu que não tinha ninguém por ali e gritou rapidamente por uma empregada, que chegou no mesmo instante…

Hayato: Por favor, chame um médico para que ele cuide dela.

Dizia, rapidamente e muito preocupado.

A empregada somente olhava assustada e paralisada, o que deixava Hayato irritado.

Hayato: O que está fazendo, Paula? Chama logo o médico. E antes que pergunte qualquer coisa que seja, eu sou seu patrão e essa casa é minha.

Falou, subindo as escadas fazendo com que a Paula não se questionasse com nada e ligasse para o médico.

Cerca de 10 minutos o doutor chegou para examinar Ayla, no momento em que o Arthur se encontrava na sala…

Paula abria a porta e Arthur ficava sem entender nada, pois não sabia que o filho havia levado alguém para casa…

Arthur: Olá, doutor Joseph. A que devo a honra da sua visita?

Perguntou, confuso e se levantando para cumprimentar o médico.

Joseph: Como vai, senhor Bittencourt?

Cumprimenta.

Paula ficava sem opção, pois percebia que o Hayato não iria descer…

Paula: É por aqui, doutor…

Disse, apontando para as escadas, o que deixava Arthur mais confuso ainda.

Arthur: Mas, o que é que houve, Paula? Eu não estou entendendo nada do que está acontecendo.

Perguntou, com um tom um pouco bravo, o que deixou Paula com medo.

Paula: É que eu não posso explicar agora, senhor.

Disse, com muito medo e quase sem fala para responder o seu patrão.

Arthur: Mas, você me deve uma explicação. Se está doente, eu não vou reclamar com você, isso acontece com qualquer pessoa.

Paula: Não, senhor não é isso, é que…

Totalmente confusa sobre o que iria falar, Hayato aparece desesperado e feliz pela chegada do médico, interrompeu tudo deixando seu pai sem entender nada.

Hayato: Que bom que chegou, doutor. Venha comigo, por favor.

Chamou o médico e ele o seguiu, logo em seguida Arthur foi atrás dos dois…

Chegando em seu quarto, Arthur ficou paralisado quando viu a Ayla deitada na cama de seu filho, tentando não fazer um escândalo por conta da presença do Joseph.

Arthur: Alguém me explica o que essa moça está fazendo aqui? E na cama do meu filho!

Perguntava, bravo.

Hayato: Isso não é hora, papai. Pelo amor de Deus!

Arthur continuava bravo, mas não podia dá o seu show com o médico ali.

Hayato: Como ela está, doutor?

Perguntava, preocupado e o doutor já a examinando, o acalmou…

Joseph: Aparentemente ela está saudável. Só está com a pressão baixa, mas causada por algum

estresse. Ela está se alimentando mal?

Hayato: Ela perdeu o pai a 3 meses e não consegue superar isso.

Esclareceu, triste e olhando para a Ayla que ainda se encontrava inconsciente.

Joseph: Ela precisa de repouso absoluto e uma boa alimentação para se recuperar rápido, diga

coisas positivas pra ela.

Diz, pegando sua maleta para ir embora…

Hayato: Ela não precisa de nenhum remédio? Nada?

Joseph: Tem um calmante aqui comigo, ela pode tomar. Dê apenas uma vez ao dia. Recomendo dá antes de dormir, mas assim que ela acordar e comer um pouco, ela pode tomar.

Diz, já se despedindo.

Hayato: Muito obrigado, doutor.

Se despede, com um aperto de mão. Enquanto Arthur fingia simpatia e o acompanhava até a porta.

Assim que acompanhou o doutor, voltou para o quarto na intenção de fazer um escândalo. Muito furioso, invade o quarto…

Arthur: Eu quero uma explicação agora! O que você está pensando, seu moleque? Não pode

trazer uma…

Hayato, bravo com o pai e para defender Ayla, interrompe-o sem medo.

Fica de frente para o pai e o encara.

Hayato: Uma o que, papai? Uma garota humilde? Que não tem a mesma posição social que

você? Que não é do seu nível? Que é filha de um empregado?

Hayato suspira e não perde a oportunidade de zombar do pai...

Hayato: Ou talvez, porque ela seja filha de um empregado que sabe muito mais do que o senhor Bittencourt imagina.

Dizia, debochando do pai.

Arthur: Eu mal conheço essa garota, como saberia de quem ela é filha?

Perguntou, realmente confuso.

Hayato: Talvez, o nome Enzo Souza te diga algo.

Falou, debochando e rindo sem mostrar os dentes. Arthur ficava confuso e lembrava do Enzo e temia que o Hayato já soubesse de algo, Hayato ficava fazendo expressão de pergunta com a cabeça e o Arthur não dizia nada. Quando pensou em abrir a boca para contar suas mentiras a Ayla acordou. Interrompendo a conversa…

Ayla: Onde eu estou?

Perguntou, se levantando e olhando para o Hayato. Quando ela o viu, soltou um sorriso!

Mas quando ela viu o Arthur, ela ficou com medo.

Mas, Arthur queria fugir das perguntas do filho, então quando Ayla acordou, deu a oportunidade do Arthur escapar e sair do quarto...

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