XV

Uma viatura de polícia parou próximo a Léo. Um polícia saiu do veículo. Estava usando uniforme azul escuro com o símbolo da corporação em dourado e com coturnos pretos. Sua arma era visível em sua cintura e o policial estava com a mão próximo a ela.

Ele tinha 1,68 de altura, pele branca, cabelos negros e olhos castanhos claros. Uma pequena cicatriz no queixo e aparentava ter em torno de 30 a 40 anos de idade.

- Coloquem o menino na viatura! – Ordenou o policial e os lobos se aproximaram. Léo levantou devagar e o oficial abriu a porta de trás, Léo entrou sem revidar e o oficial fechou a porta a travando. Os lobos ficaram de olho em Léo atentos o vigiando caso tentasse fugir.

- Vem vamos! – Disse Oliver e Rebeka não se recusou a ir.

Eles caminharam até o outro lado da rua até um carro. Era um dos carros do hospital do táxi dog. Era um Fiorino branco de dois lugares com um grande porta malas onde ficavam os animais. Oliver destravou o carro e Rebeka entrou no veículo e colocou o cinto de segurança. O lobo fez o mesmo e ligou o carro e logo começaram a andar.

A viagem durou meia hora e nesse tempo Rebeka e Oliver não trocaram uma palavra, o lobo percebeu que Rebeca estava nervosa e preferiu ficar quieto. Rebeca no fundo o agradeceu pelo gesto e durante o percurso pensava em como iria livrar Léo dessa.

Eles pararam em um grande armazém próximo à divisa da cidade. O armazém era cinza e algumas marcas de ferrugem podiam ser vistas. Um dos lobos o cor de areia voltou a forma humana e abriu a enorme porta do armazém e logo voltou a sua forma lupina e disparou para dentro do local junto com os demais lobos. A viatura e o carro de Oliver entraram no momento em que as luzes foram acesas e logo pararam.

- Espere um momento ok? – Disse Oliver e ele saiu do carro caminhou até a porta e a fechou. Rapidamente voltou até Rebeka e abriu a porta do carona. Rebeca retirou o cinto e saiu o armazém que estava praticamente abandonado, o local de grande e espaço estava cheio de poeira e Rebeka percebeu que alguns vidros estavam quebrados, algumas lâmpadas estavam queimadas e teias de aranhas eram visível em algumas partes.

O policial saiu novamente do carro e Rebeka percebeu algo curioso, ele estava usando luvas negras talvez para que possivelmente não encontrassem suas digitais pensou ela. Ele levou a mão até a cintura segurando sua arma, abriu a porta e ordenou a Léo que saísse. Ele saiu sem revidar e o policial levou as mãos as costas e retirou uma algema, em seguida levou as mãos de Léo as costas e o algemou.

- AAAAAHHHHHH!! – Gritou Léo fez Rebeka correr em sua direção, mas Oliver a impediu.

- ME SOLTA!! – Gritou Rebeka.

- Pare Rebeka ele está usando prata para pará-lo.

- Prata? – Rebeka olhou para Léo que gritou novamente. Dos pulsos de Léo um pouco de fumaça era visível e Rebeka percebeu que a algema era feita de prata.

- Então o policial...

- Sim ele é um lobisomem! – Completou Oliver por ela.

- Vamos começar Oliver se aproxime com a humana. – Disse o policial com a voz grave.

- Tudo bem Carlos, vamos Rebeka. – A jovem caminhou junto com Oliver até a viatura. O policial de nome Carlos obrigou Léo a se ajoelhar e ficou em suas costas ainda com a mão sobre a arma.

Um outro rapaz apareceu, ele era musculoso tinha quase dois metros de altura, pele branca e careca. Seus olhos eram verdes tinha em torno de 20 a 30 anos e estava usando uma calça jeans com botas e uma camiseta branca que estava suja. O rapaz se aproximou e ficou a direita de Léo e cruzou os braços e o olhava com severidade.

- Que bom que pode vir Wellington. – Disse o policial e o rapaz apenas assentiu e não desgrudava os olhos de Léo.

Outro rapaz se aproximou tinha o corpo forte e musculoso parecido com o Wellington. Mas era menor bem menor até que Carlos e Oliver deveria ter em torno de um 1,60 ou 1,65 de altura. Tinha a pele morena, olhos castanhos claros, cabelos negros, mas estava raspado quase careca. Estava usando roupas brancas camiseta, calça, um sapato preto, mas em sua camiseta Rebeca pode ver o emblema de uma das padarias próximas a faculdade. A jovem deduziu que ele era um padeiro.

- Que bom que pode vir também Victor.

- Obrigado Carlos.

- Boa noite a todos e boa noite Rebeka. – Disse uma voz feminina e o coração de Rebeka quase parou. Ela conhecia a sua voz.

- Professora Sabrina? – Perguntou Rebeka chocada e a mulher assentiu concordando. Ela era a professora de Rebeka da faculdade e lecionava biologia.

Sabrina tinha a pele morena, 1,75 de altura, cabelos longos e negros, olhos castanhos escuros. Seu corpo era magro, mas definido, seus seios eram volumosos e seu quadril era largo e suas coxas eram grossas. Ela estava usando uma calça jeans apertada que definia o seu corpo completamente. Botas pretas e camiseta branca com uma jaqueta de couro preta. Sabrina ficou em frente a Léo e cruzou os braços e encarava. Wellington ficou a esquerda e também cruzou os braços o encarando.

- Boa noite Sabrina e que bom que também pode vir.

- Boa noite Carlos e eu não perderia isso por nada, quero saber quem é o maldito lobo que está nos dando problemas.

Um carro se aproximou e parou na frente do armazém e apagou as luzes. Um uivo pode ser ouvido e Oliver abriu a porta do armazém e o veículo adentrou. Era um Civic branco e no topo uma placa escrita em verde o nome "Táxi" era visível.

O Táxi parou ao lado do carro de Oliver e o motorista saiu. Ele estava usando calça jeans preta com sapatos da mesma cor, uma camisa social branca, tinha pele branca e aparentava ter de 40 a 50 anos, cabelos negros penteados para trás, olhos castanhos escuros e possuía barba.

Ele se aproximou e parou ao lado de Sabrina.

- Boa noite a todos e perdão a demora. – Disse o taxista com a voz grossa.

- Boa noite César. – Disseram todos em uníssono.

- Bom agora só falta a Ludmila. – Disse Carlos e Léo arregalou os olhos e o olhou surpreso.

- O que foi garoto? – Perguntou Carlos.

- Ludmila? – Perguntou Léo novamente.

- Sim porque?

- Vocês não são em sete?

- Claro que somos! Se sabe por que faz essa pergunta idiota?

O olhar de Léo passou por cada um deles e cada um dos lobos o olhava com curiosidade.

- O que está planejando menino? – Perguntou Sabrina.

- Em primeiro lugar professora o nome dele é Leonardo! – Disse Rebeka atraindo a atenção de todos. – Em segundo lugar ele está certo vocês são sete então como fica aquele lobo roqueiro e tarado?

- Lobo roqueiro e tarado? – Novamente todos disseram em uníssono.

- Sim lobo roqueiro e tarado aquele que tentou dar em cima de mim no sábado.

Cada um dos lobos se entre olharam confuso. Rebeka percebeu que eles não estavam encenando, eles realmente não faziam ideia do que ela estava falando.

- Não existe nenhum lobo roqueiro Rebeka. – Disse Sabrina.

- Há sim ele tentou dar em cima de mim, até perguntou a Léo se não teria problema se tentasse me conhecer já que eu não pertenço a Léo.

Novamente os lobos se entre olharam confusos tentando entender o que Rebeka dizia. Quando iriam dizer algo Oliver o interrompeu dizendo uma só palavra.

- Ela diz a verdade! – Os lobos o olharam e ele continuou a falar. – Podem sentir ela diz a verdade, ela não está mentindo.

- Garoto explique sobre isso do lobo, mas antes explique tudo sobre você! – Exigiu Carlos e Léo começou a falar.

Ele contou de sua família que era da cidade de Lincaon, que era irmão mais de novo Jonathan o noivo de Rebeka. Todos a olharam e voltaram a olhar a Léo que continuou o seu discurso falando sobre a ordem que recebeu de cuidar de Rebeka, dos caçadores, e de tudo que fez desde que chegou a cidade. Ele entrou no tema do lobo roqueiro contou sobre o seu interesse em Rebeka e contou também que em outra oportunidade ele prometeu tentar conhece-la melhor.

Rebeka reparou em algo curioso enquanto Léo falava, os lobos respiravam fundo como se tentassem farejar algo no ar, eles repetiram esse ato até Léo terminar de falar e ficaram um tempo em silêncio mostrando estar pensando sobre o assunto.

- Lobo roqueiro... – Disse o Policial Carlos.

- O menino não está mentindo. - Disse Wellington.   

- Realmente ele não está, mas se não é ele então quem será que está fazendo essas atrocidades? Não é um animal selvagem.

A porta do armazém começou a ser aberta e isso assustou os lobos. Oliver se colocou de maneira protetora a frente de Rebeka e quando a porta se abriu uma mulher adentrou.

Ela logo fechou a porta e todos respiram aliviados. Ela tinha a pele negra, olhos castanhos escuros. Estava usando um uniforme de uma equipe de segurança, o uniforme era preto e usava coturnos. Seus cabelos eram pretos e estavam presos para trás com um rabo de cavalo e em sua boca reparou Rebeka a mulher usava aparelho.

- O que foi? Sou eu gente calma. – Disse ela com a voz um pouco alarmada.

- Ludmila não tínhamos percebido que estava chegando. – Respondeu Carlos.

- Eu sempre esqueço de uivar desculpa.

- Tudo bem.

- Então esse é o menino?

Todos assentiram e a mulher olhou atentamente para Léo.

- Eu me lembro dele sábado ele foi ao shopping com.... – Ela olhou para Rebeka e apontou para ela. – Com essa loira ai, ele até ajudou uma senhora a colocar suas compras no ônibus. Então vocês desconfiaram do menino? Pensei que fossem atrás do mais velho primeiro.

- Que mais velho? – Perguntou Sabrina.

- O outro lobo é claro aquele sim tinha cara de ser um suspeito. – Os lobos se olharam e Oliver foi quem teve a iniciativa de falar.

- Um roqueiro?

- Isso mesmo! Esse ai, pensei que iriam atrás dele.

- Então existe mesmo um lobo roqueiro? – Perguntou Wellington.

- Sim claro que existe era ele quem eu iria citar na reunião hoje para investigarmos primeiro e não o menino. Acho muito difícil ele ser o responsável sobre os ataques, na lua cheia talvez pelo fato de ser jovem não e deve ter muito controle, mas esses ataques ocorreram depois da lua então não acho que ele seja o culpado agora o outro? A sim ele até deu em cima de mim sabiam?

Todos os lobos se olharam mostrando estarem conversando entre si. Após um tempo todos assentiram e o policial abriu as algemas soltando Léo. Rebeka correu até ele o abraçou forte.

Os pulsos de Léo estavam em carne viva, mas já estavam começando a se curar.

- Por hora você está livre garoto, mas ainda ficaremos de olho em você! – Disse Carlos e Léo apenas assentiu.

- E ficaremos de olho em você também Rebeka. – Disse Sabrina e a jovem a olhou confusa.

- Por que em mim?

- Como vocês disseram esse lobo roqueiro irá te ver novamente, então quando ele aparecer iremos interroga-lo.

- Mas...

- Re tudo bem. – Disse Léo e ela o olhou. – Eles não querem problemas por isso estão fazendo isso, se as coisas se agravarem eles terão que mudar e eu também. Então não discorde deles.

- Sabias palavras Léo. – Disse Sabrina.

- Oliver poderia leva-los para casa? – Perguntou Carlos e o lobo assentiu.

- Ótimo nossa prioridade agora é encontrar esse tal lobo roqueiro. – Todos assentiram e Oliver se aproximou se Léo e Rebeka.

- Vamos?

- Sim vamos. – Léo se levantou e caminhou junto com Rebeka até o carro de Oliver.

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