VIII

Uma semana se passou Léo e Rebeka logo se acostumaram com a nova rotina da capital.

A jovem conseguiu um trabalho no Hospital Veterinário da cidade, Rebeka está no terceiro ano de veterinária na faculdade "Santa Cruz" local onde conheceu o seu falecido noivo Jonathan, os dois se conheceram no primeiro dia de aula e foi amor à primeira vista. Rebeka iria trabalhar no período da manhã até as 14 horas e as 19:30 iria para a faculdade.

Rebeka matriculou Léo no colégio Vasco da Gama, Léo conseguiu transferência de sua antiga escola e conseguiu dar continuidade no segundo ano do ensino médio.

- Tenho mesmo que usar essa camiseta horrível? – Questionou o lobo.

- A Léo você está lindo com ela. – Disse Rebeka com um sorriso.

O Colégio "Vasco da Gama" local onde Léo iria estudar era umas das escolas mais conhecidas e mais popular da cidade, ela foi criada no início do século passado. É uma escola pública que ensina da pré – escola ao ensino médio e foi o local onde Rebeka estudou.  

Léo estava trajando uma calça jeans azul surrada com tênis preto. A camiseta da escola era branca e em seu peito a imagem da cruz de malta estava gravada. Rebeka comprou cinco camisetas para Léo e a camiseta ficava marcada em seu corpo o definindo por completo. As mangas estavam coladas em seus bíceps parecendo um baby look.

- Está bem se você diz que ficou bom então ficou. – Léo havia comprado um caderno de quatrocentas folhas preto com a estampa da Red Noose. Colocou três canetas junto com um lápis, borracha e apontador no bolso. – Já estou pronto para ir.

- Eu também só um momento. – Rebeka pegou uma bolsa que era branca e apareceu na frente de Léo. – E eu como estou?

Rebeka também usava uma calça jeans branca que marcava o seu corpo definindo suas curvas, colocou também uma sandália dourada e uma camisa de manga curta preta. Seus cabelos loiros estavam soltos e usava um óculos quadrado e pequeno metálico.

- Fiu Fiu está gatona doutora. – Comentou Léo sorrindo e recebeu um tapa no braço de Rebeka que estava um pouco corada.

- Bobo. – Dizendo essas palavras os dois voltaram a rir e saíram de casa.

Os dois pegaram o ônibus as 06:40 e seguiam o seu caminho. Rebeka explicava a Léo qual ônibus pegar para voltar para casa e durante o percurso a jovem percebeu os olhares principalmente os femininos para o jovem lobo.

- Exatamente como era como Jonathan! – Pensou ela. – Mas Léo está realmente um gato!

O percurso durou apenas vinte minutos e Léo foi o primeiro a descer.

Ao descer Léo ficou olhando para a escola. O ponto era do outro lado rua e bem à frente do portão que estava aberto e alguns alunos entravam.

Muitos estavam vestidos como ele calça jeans e a camiseta da escola, outros estavam usavam usando a calça da escola um moletom preto com uma pequena cruz de malta vermelha na perna direita Léo, recusou usar aquela calça disse que não se sentia bem e por isso Rebeka comprou apenas as camisetas para o jovem.

- Muito bem vamos ao primeiro dia.

Léo atravessou o farol e se dirigiu até a porta da escola. A escola era um grande prédio com cinco andares e com a as paredes brancas. O portão era grande e preto e dentro uma grande escadaria dava acesso ao primeiro corredor. Ao colocar os pés dentro do corredor Léo chamou a atenção de todos alunos, professores e até inspetores olhavam para o jovem lobo que tentava se manter calmo. O chão do corredor era vermelho e as paredes eram amarelas.

Uma grande sala era logo vista e olhando para dentro Léo avistou algumas mulheres com roupas sociais conversando com uma outra mulher que usava um terno preto e sapatilhas pretas camisa branca, seu tamanho era médio em torno de um metro a sessenta ou setenta, pele branca, cabelos negros soltos e usava um óculos grandes e redondos.

- Estamos com muitos alunos novos. – Disse uma das mulheres de social. – Muitos alunos novos para me enlouquecer. – Disse a mulher de terno preto.

– Que horror diretora Madalena. – Respondeu outra mulher de social.

- Então a diretora odeia os alunos? Ótimo saber disso. – Pensou Léo que caminhava chegando no final do corredor.

O lobo havia escutado toda a conversa graças a sua audição apurada. Chegando ao final do corredor Léo percebeu que tanto para a direita quanto para a esquerda haviam mais corredores com mais sala, a sua frente uma outra escadaria levava aos andares de cima. Na parede ao lado da escadaria alguns cartazes indicavam as direções das salas.

- Térreo esquerda, direita pré escola e primeiro ano, segundo e terceiro andar do segundo ano do primário ao nono. Quarto e quinto andar ensino médio. Certo então terei que ir para o quarto ou quinto andar. – Léo caminhou pelas escadas e junto com ele alguns alunos subiam para a sala conversando animadamente. Léo chegou no quarto andar e olhando a parede observou mais indicações. – Quarto andar a esquerda primeiro ano do ensino médio a direita segundo ano de A a F. Eu estou na sala deixa ver. – Léo abriu o seu caderno e olhou o local aonde havia anotado em qual sala o matricularam. – Segundo F então para a direita.

Caminhando pelo corredor Léo percebeu que cada sala tinha uma identificação e sua sala era a última do corredor. Pelo caminho os alunos olhavam curiosos para Léo. Quando chegou a sua sala um pequeno grupo de cinco meninas estavam conversando e interromperam sua conversa com a chegada de Léo e o olharam com curiosidade.

Entrando na sala o jovem lobo entrou, olhou em volta e percebeu que algumas pessoas já estavam em seus lugares não eram muitos alunos e fazendo uma rápida contagem Léo descobriu que na sala haviam cinquenta cadeiras cinquenta e uma contando com a do professor divididas em cinco fileiras de dez cadeiras.

Muitos que estavam chegando passavam por Léo que ficou parado em próximo a entrada e na frente da louza. Quando o último aluno entrou junto com ele estava um homem vestindo uma calça jeans com sapatos pretos, camisa social azul de manga cumprida que estavam dobradas. Tinha a pele negra com a cabeça raspada e olhos castanhos escuros. O Rapaz estava com alguns livros em mão e Léo conseguiu ver que eram livros de Geografia.

- Você deve Leonardo Pazzoni o aluno novo estou certo? – Disse o professor com a voz grave e Léo apenas assentiu.

- Ótimo sou o professor Ricardo leciono geografia e aqui na fileira do canto a primeira cadeira está livre pode sentar meu jovem. – Assentindo novamente Léo caminhou até o local e colocou a cadeira sobre a mesa. As carteiras eram brancas com uma mesa e uma cadeira. Debaixo da mesa existiam um pequeno gradeado permitindo ali ser colocado os cadernos, livros e outros utensílios. O professor deu a Léo um livro de capa vermelha com o globo terrestre em azul e as letras eram brancos e diziam "Geografia segundo ano" e a aula começou.

Rebeka havia saído mais cedo do trabalho, ela recebeu permissão de sair e para ir a faculdade para levar alguns papéis para serem assinado já que seu trabalho no hospital na verdade era um estágio. Durante o caminho a jovem recebeu ligações de suas amigas e com sorte descobriu que Mirela estava no centro e convidou a amiga para tomar um café na cafeteira "Bom café" local de encontro das meninas desde o ensino médio. Mirela aceitou o convite e as duas marcaram de se encontrarem ao meio dia e meio.

Ao chegar no local Rebeka olhava em volta procurando pela amiga. O Local tinha uma grande vidraça com o corredor cinza e inúmeras mesas brancas e vermelhas e algumas com estofados marrons. Ao encontrar a sua amiga Rebeka se aproximou da mesa onde Mirela a esperava que era próximo a vidraça e com estofado.

Mirela estava trajando um vestido preto com botas de couro da mesma cor, ao seu lado uma bolsa vermelha era visível e sobre a mesa além do café um óculos de sol redondo era visível.

- Eu um pedi um expresso para você sei que você ama. – Disse Mirela e Rebeka sentou na frente da amiga a agradecendo.

- Eu já disse que amo você?

- Sabe que não! – Ao terminar de falar Mirela fez um biquinho.

- Eu Te Amo minha bicudinha. – Rebeka começou a rir e Mirela não resistiu e começou a rir também.

Mirela havia perguntando como havia sido o primeiro dia de trabalho da amiga. Rebeka por sua vez contou que amou o lugar e revelou que parecia um hospital humano com pronto socorro, área de internação e maternidade. Mirela escutava e comentava junto com a amiga até que uma pergunta a calou de repente.

- Mih você está realmente bem?

Mirela ficou em silêncio e abaixou o rosto olhando atentamente para o café.

- Mih eu sei que tem algo de errado por favor me deixe te ajudar?

Mirela mordeu os lábios e logo os relaxou e disse com a voz baixa:

- Eu... to grávida...

Rebeka novamente se surpreendeu. Ouvir a revelação vindo da boca da amiga a surpreendeu mais ainda.

Nem quando Léo a revelou ela havia ficado surpresa como estava agora, mas ela sabia o motivo.

Foi a maneira como a qual a amiga havia revelado aquela notícia. A dor pode ser ouvida em sua voz.

- Mih o que está acontecendo amiga?

- O pai Re... ele...ele... – Ela tornou a morder os lábios e agora segurava firme na xícara.

- O que aconteceu com pai? – Perguntou Rebeka com gentileza.

- Ele sumiu!

Novamente Rebeka ficou sem palavras, quando conseguiu novamente falar ela tentou falar com calma, mas seus esforços foram em vão.

- Como assim ele sumiu?

- Ele não atende mais o celular e nem na casa dele, quando eu fui ao local soube que ele havia se mudado e isso foi dois dias depois de eu ter contado a ele que estava gravida.

- A quanto tempo está grávida?

Mirela demorou a responder e percebendo a hesitação da amiga Rebeka sentou do seu lado e a abraçou forte.

- Mih desculpa se eu estou te pressionado é que não gostei disso dessa atitude desse cara.

- Tudo bem amiga é que...dói sabe? Depois que você foi conhecer a família de Jonathan eu sai com as meninas e conheci ele. Nos reunimos aqui conversamos e depois nos vimos de novo, e ele me passou certa confiança e assim no terceiro encontro a gente...

- Transou? – Completou Rebeka por ela e a amiga assentiu.

- Sim mas ele usou camisinha e depois comecei a me sentir estranha com enjoos, fui ao médico ele pediu exames de HIV e gravides, o HIV deu negativo, mas a gravides deu positivo e eu não acreditei e quando contei a ele...ele ficou louco pelo jeito a camisinha realmente estourou e ele disse que iria dar um jeito que estaria comigo e então depois ele sumiu... – Mirela desabou em lágrimas e Rebeka a abraçou forte e começou a chorar junto com a amiga.

- Mih...eu...eu sinto muito amiga.

- Por que ele fez isso Re? Por que ele sumiu assim? – Disse a amiga com a voz de choro.

- Eu...não sei o porquê. – Disse ela também chorando.

Após alguns minutos as duas se recuperaram e enxugaram suas lágrimas.

- Obrigada por me contar e vamos dar um jeito nisso juntas!

- Obrigada amiga. – Disse Mirela conseguindo finalmente sorrio e Rebeka sorrio em seguida.

A aula havia terminado e Léo saio da escola às pressas. O jovem lobo caminhou até o ponto que ficava do outro lado da avenida depois do farol e passou pela cafeteria e Mirela o avistou pela vidraça e apontou.

- Aquele não é o seu cunhado?

- Léo? – Disse Rebeka e olhou avistando o jovem lobo e bateu na vidraça. Léo parou e olhou curioso, quando avistou Rebeka e Mirela as jovens o chamaram e Léo entrou e se sentou ao lado delas.

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