Uma semana se passou após os pais de Rebeka a terem visitado e a jovem percebeu algo curioso, Léo estava muito diferente! Não era o jovem alegre que ela conhecia e isso a preocupava.
Rebeka estava em seu intervalo no trabalho sentada em um dos bancos do refeitório, ela não havia tocado na sua comida e uma pessoa sentou ao seu lado e a fez voltar para a realidade.
- Aconteceu alguma coisa Rebeka? – Disse uma jovem loira fazendo Rebeka a olhar.
- Ah Gabriela você voltou? – Perguntou Rebeka surpresa.
- Sim já estou bem melhor e amo o meu trabalho.
- Fico feliz por você e como está o bebe?
- Ele está bem cada dia cresce aqui dentro e agora só ele me importa apenas ele.
- Realmente eu fico muito feliz por você e sinto muito pelo ocorrido.
- Não sinta, mas obrigada e agora me diz por que está tão pra baixo? O que a preocupa?
- Bem... – Rebeka não sabia se deveria ou não contar a Gabriela sobre o que a incomodava. Gabriela já estava com muitos problemas e Rebeka não queria ser mais um em sua vida ou que se preocupasse com os seus problemas.
- É o seu amigo?
- Amigo?
- Sim aquele rapaz do outro dia.
- Ah sim o Léo sim é ele sim e ele é o meu cunhado.
- Um cunhado lindo você tem rsrs.
- Rs realmente ele é sim e eu estou preocupada com ele.
- Aconteceu alguma coisa? Desculpa se estou sendo curiosa demais.
- Não... Não está é que eu...estou preocupada ele tem estado diferente ultimamente.
- Diferente como?
- Bom ele é sempre alegre, cheio de energia, mas ultimamente ele tem ficado sem animo parece que toda a energia dele se foi. Ele diz que não tem nada e que não é nada demais, mas algo está errado com ele e me dói não poder ajudar.
- Você parece a mãe dele.
- Todos dizem isso.
- Bom ele é mais novo não é?
- Sim ele tem 16 anos.
- Irei chutar um palpite eu acho que ele está com saudades.
- Saudades?
- Sim da família dele assim como você perdeu o seu noivo ele sente a falta da família e do lugar onde nasceu.
Rebeka ficou silêncio por um momento, aquela explicação realmente fazia sentindo, ela nunca tinha perguntado como Léo estava se sentindo após a mudança.
- Eu...não tinha pensado nisso.
- Talvez seja esse o problema não é nada grave, mas é algo que tem que ficar atenta a saudade.
Rebeka chegou em casa e ao chegar a cozinha observou um bilhete deixado por Léo.
-Dei uma saída Re devo voltar em uma hora no máximo Léo. – Rebeka guardou o bilhete e mordeu os lábios. – Léo o que está acontecendo com você?
Léo retornou perto das 18 horas e ao entrar em casa observou Rebeka sentada no sofá, ela estava de braços cruzados e o olhava preocupado.
- Re aconteceu algo? – Perguntou Léo com a voz tímida.
- Você está muito diferente e eu estou preocupada Léo. – Respondeu ela e Léo pode ouvir a dor em sua voz.
- Eu sei, mas vai passar é que...hoje é o dia...
- Dia do que Léo?
- Da Lua Cheia reinar no céu!
- Noite de Lua Cheia no céu então é por isso que você está... – Léo assentiu a interrompendo e Rebeka respirou aliviada.
- Desculpa é que eu ainda não tenho controle então para não te magoar ou fazer algo que te deixe triste eu resolvi me afastar e... bom eu já estou indo só vim pegar algumas coisinhas básicas.
- Para aonde você vai?
- Me afastar por hoje.
- Eu vou junto.
- Olha Re eu...
- Léo somos uma família e eu sei o que fazer Jonathan me ensinou. – Léo mordeu os seus lábios e assentiu mostrando que não estava gostando muito daquela história.
Ambos se arrumaram antes de sair, pareciam que iriam sair para uma festa ou para passar a noite fora na casa de um conhecido.
Rebeka estava usando uma calça legue preta com tênis brancos e meia da mesma cor. Uma camiseta branca com a estampa de uma sereia em azul. Ela tinha prendido o cabelo em um rabo de cavalo e aguardava por Léo.
Quando desceu Léo estava usando uma bermuda jeans surrada, tênis preto sem meia e uma camiseta regata da mesma cor e junto com ele estava uma grande bolsa preta da Nike.
- Pronto para ir? – Perguntou Rebeka e Léo assentiu.
Eles pegaram um táxi indo para o lado sul da cidade local próximo à divisa da cidade e desceram perto do "Parque Vida Selvagem". Quando o táxi se afastou Rebeka segurou firme na mão de Léo que a olhou preocupado e olhando em seus olhos Rebeka com a voz calma tornou a falar.
- Iremos até a caverna oculta próximo aos rochedos? - Léo ficou chocado ao escutar a pergunta de Rebeka e quando conseguiu relaxar assentiu e disse:
- Meu irmão te levou até lá não é mesmo?
- Sim ele me levou três vezes por isso eu disse que sei o que fazer para te ajudar, eu iria sugerir que você viesse para cá ele disse que fez especialmente para isso.
- Quando eu estava correndo eu senti o cheiro dele e então descobri o lugar até comprei corrente novas então eu não vou precisar mais usar as luvas.
- Luvas?
- No caminho eu te conto.
***
Rebeka e Léo andaram por vinte minutos passando por um pequeno trecho fechado da mata. Ao chegarem perto do rochedo Rebeka avistou uma caverna e assim ela e Léo e entraram na caverna que não era profunda. Os dois andaram alguns metros e logo Rebeka percebeu uma enorme grade prateada semelhante a de uma prisão no fundo, correntes eram vistas na parede e no chão, algumas inteiras outras quebradas. Nas paredes por trás das grades algumas rachaduras eram vistas e não apenas nas paredes, mas rachaduras também era visível no chão da caverna e uma ou duas barras das grades estavam tortas.
Rebeka sabia como aquelas grades ficaram tortas, foi Jonathan em sua forma de lobo que conseguiu quebrar algumas correntes que o prendiam dentro da cela, ao se sentir um pouco livre o lobo correu em direção a ela, mas o lobo bateu com a cabeça na grade a fazendo tremer e a pancada o fez cair no chão desacordado. Rebeka queria muito ajudar a Jonathan, mas ela sabia que só poderia ajuda-lo quando o mesmo voltasse a sua forma humana.
Foi duro para ela ver o seu amado caído estirado no chão e não poder fazer nada. Aquela noite Rebeka ficou acordada olhando ansiosa para o seu amor desejando que a manhã logo chegasse e Jonathan voltasse a forma humana para que ela pudesse ajuda-lo.
Quando Jonathan voltou a forma humana Rebeka correu para dentro da cela e abraçou forte o seu amado que acordou reclamando de dores de cabeça.
- Rebeka está me ouvindo? – Escutar a voz de Léo a trouxe de volta a realidade e Rebeka percebeu que estava com a mão nas barras amassadas.
- Eu perguntei se você está bem? Você parecia hipnotizada e estava segurando a barra com força como se quisesse arranca-la.
Rebeka percebeu que o que Léo dizia era verdade, ela não sabia o que dizer e estava morrendo de vergonha pelo seu ato, Léo ao perceber que a jovem cunhada não estava há vontade sorrio e se aproximou atravessando para o lado de dentro na "cela improvisada".
- Poderia me algemar? – Assentindo Rebeka se aproximou de Léo e pegou a sua bolsa.
Léo encostou na parede e Rebeka segurou em uma grande algema que estava presa a uma grossa corrente de prata ela algemou Léo que soltou um gemido alto de dor.
- Ah desculpa. -Disse ela alarmada e percebeu um pequeno ferimento na perna de Léo. Rebeka olhou com atenção a iluminação no local estava muito ruim e então percebeu que a algema também era feita de prata.
- Vamos Rebeka termine de me prender! – Rebeka assentiu e continuou a prender Léo que gemia mais e mais alto ao ter mais partes de seu corpo acorrentada.
Ela acorrentou sua outra perna, os braços, sua cintura e seu pescoço.
- Agora é melhor sair. – Disse Léo mostrando estar sentindo uma dor terrível. Rebeka assentiu e segurando sua bolsa saiu da Cela e a fechou.
Após alguns minutos Léo abaixou sua cabeça e se abaixou abraçando firme suas pernas.
- Léo? – Perguntou Rebeka preocupada. - Léo? – Perguntou ela novamente e o jovem lobo não a respondeu.
Quando iria perguntar pela terceira vez Rebeka viu Léo erguendo sua cabeça e a olhava nos olhos. Léo agora estava diferente, seu olhar estava sem foco e ele olhava para a Rebeka como se não a reconhecesse mais.
Rebeka o olhava atentamente e percebeu algo diferente em Léo. Aos poucos seus olhos estavam ficando amarelos e em segundos sua pupila sumiu.
- Está começando...- Sussurrou Rebeka e abraçava forte a bolsa de Léo.
- AAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!! – Léo gritou assustando Rebeka. O grito foi tão alto que ecoava pela caverna e isso fez com que Rebeka se afastasse alguns passos.
O corpo de Léo começou a inchar ficando maior do que ele já era. Ele apoiou firme as mãos no chão tentando permanecer abaixado. Em suas mãos pelos eram visíveis e no lugar de suas unhas garras eram visíveis.
- AAAAAAAAHHHHHHHHHH GRRRRRRRRRRRRRRRRAAAAWWW!! – Léo gritou novamente e agora com a voz mais alta e feroz parecendo mais um animal do que de um humano.
O jovem cravou as presas no chão e tornou a gritar enquanto o seu corpo crescia mais e suas roupas começavam a rasgar. Como em uma explosão partes das roupas de Léo voaram pelos ares enquanto o restante era completamente rasgado e no lugar de Léo um grande lobo era visto.
O lobo tinha pelos marrons com as pontas das orelhas, parte do focinho, das patas e a ponta da calda eram brancas. Tinha olhos amarelos e suas pupilas eram negras estavam finas como as de um gato visto durante o dia.
Suas garrafas saltaram para fora de suas patas. O lobo soltou um uivo que ecoou pela caverna. Rebeka tampou os ouvidos deixando a bolsa cair no cão e se abaixou.
O lobo ao ver Rebeka em seu ângulo de visão tentou partir em vão em sua direção, mas seu corpo foi parado pelas algemas e o lobo começou a lutar para escapar delas.
Rebeka retirou as mãos dos ouvidos e ficou em pé olhando atentamente para o lobo que lutava contra as algemas.
- Exatamente como as outras vezes. – Disse Rebeka e segurando a bolsa a abraçou forte.
Rebeka não conseguiu dormir e também não conseguia mais ver aquela cena. Ela sabia que era normal, mas no fundo estava sofrendo ao ver Léo daquele jeito. Ela passou o resto da noite do lado de fora olhando para lua. Ela estava linda e reinava no céu e a lua parecia ser feita de ouro e sem perceber Rebeka caiu no sono.
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHH!!! – O grito fez Rebeka despertar e cobrir o seu rosto ao sentir os raios do sol e perceber que o sol estava nascendo.
- Léo! – Rebeka se levantou e correu aos tropeços para dentro da caverna. Ao chegar o seu coração quase parou. Rebeka avistou Léo em sua forma humana caído desacordado no chão exatamente como havia visto Jonathan na última vez que se transformou na lua cheia.
Próximo a cela Rebeka avistou um molho de chaves em uma enorme argola preso em um prego na parede. Ela a pegou a chave e ao abrir a cela se aproximou de Léo.
Ele estava nu, mas Rebeka não se importou com isso e sim em ajuda-lo. Ela se ajoelhou ao seu lado e pegando uma das chaves abriu a algema que estava em seu pescoço.
Ao retira-las ela avistou uma grande mancha vermelha em sua pele e mordeu os lábios. Rebeka abriu as algemas que estavam nos braços de Léo e percebeu que uma única chave era capaz de abrir todas as algemas.
Uma por uma ela foi abrindo e observando a mesma marca avermelhada sobre a pele de Léo ao liberta-lo ela o abraçou forte e Léo soltou um gemido baixo.
- Desculpa eu te machuquei? – Perguntou Rebeka quase chorando.
- Não tá tudo bem... – Respondeu Léo com a voz sonolenta.
- Já acabou Léo já acabou!
- Já?
- Já sim.
- Então posso dormir e faltar na escola hoje?
- Claro descanse Léo descanse hoje eu estou de folga no hospital não se preocupe.
- Ótimo...Boa noite...Re...
- Boa noite Léo. – Rebeka o beijou na cabeça e ficou abraçada com ele por toda a manhã enquanto Léo dormia profundamente em seus braços.
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