Léo e Rebeka ficaram mais uma semana na cidade de Lincaon.
A senhora Matilde informou a todos de sua decisão em relação ao dois e deu ordem para que por enquanto nenhum lobo se transforma-se até situação com os caçadores se amenizasse um pouco.
- Obrigado por tudo senhora Matilde. – Dizia Rebeka abraçando a senhora.
- Não tem de que minha filha já a considero como minha filha sabia? – Respondeu a senhora com lágrimas nos olhos.
- E a senhora já considero minha mãe loba!
As duas sorriam e se despediram com um abraço forte e demorado.
Léo estava ao lado das duas na rodoviária. Quatro malas estavam ao seu lado apenas uma era dele as outras três eram todas de Rebeka. A senhora Matilde se despediu dele o abraçando forte e dando a sua bênção.
- Prometo cuidar dela nem que para isso eu tenha que dar a minha vida! – Disse ele confiante.
- Confio em você meu querido Léo.
Os dois se abraçaram novamente e embarcaram no ônibus leito e seguiram viagem.
A viagem da cidade de Licaon até a capital não demorou muito, após três horas Léo e Rebeka desembarcaram na capital.
Era estranho para Rebeka agora estar de volta a capital. Ela já havia se acostumado à rotina pacifica e tranquila da cidade de Lincaon.
Olhando em volta ela sentiu saudades do verde, da natureza ao seu redor, agora tudo que ela observava eram prédios, ruas asfaltadas, shopping a correria da cidade.
Léo olhava em volta e em seu rosto era visível que Léo estava com o mesmo pensamento de Rebeka.
- Vamos para a minha casa agora? - Perguntou ela gentilmente.
- Claro vamos lá só estou me acostumando e verificando algumas coisas. – Disse ele com calma.
- Verificando o que? – Perguntou ela confusa.
Léo levou alguns minutos para responder, ele olhava atentamente em volta desconfiando de todos passam ao seu redor.
- Quando chegarmos te conto tudo! – Prometeu ele.
- Certo vamos pegar um táxi.
Próximo a rodoviária havia um ponto de táxi, Rebeka e Léo caminharam até o ponto e entraram em um dos veículos, o motorista era um senhor de meia idade, pele morena, olhos castanhos e careca. Usava uma camisa social branca com calça social preta e sapatos pretos. O taxista se chamava Kleber.
A viagem foi agradável, da rodoviária até a casa de Rebeka levou meia hora. Rebeka morava na zona norte da capital em um bairro com poucas casas, o lugar lembrava um pouco a cidade de Lincaon e por causa da calmaria diferente do centro que era agitado na zona norte o barulho era quase zero. Quando chegaram em casa Léo observou atentamente o local, a casa era branca com dois andares, um pequeno gramado era visível com algumas flores em volta. Olhando para o lado as demais ficavam em torno de 10 metros de distância uma das outras percebeu Léo.
- Quando resolver entrar a porta estará apenas encostada. – Disse Rebeka entrando na casa.
Léo demorou para entrar, o jovem lobo observava tudo a sua volta, as casas, os cruzamentos as ruas, os estabelecimentos, padaria, mercado, drogaria, bar e até o ponto de ônibus.
- Ótimo. – Disse ele e com um sorriso caminhou até a entrada da casa.
Quando Léo observou que o lugar era espaçoso a começar pela sala. As paredes eram brancas e o chão era de madeira, dois sofás brancos estavam unidos formando um círculos e atrás deles uma escadaria podia ser vista dando acesso ao andar de cima. Caminhando até a cozinha Léo também observou que era espaçosa com uma grande mesa de centro branca e seis cadeiras da mesma cor. O chão da cozinha também era de madeira com uma bancada, geladeira, uma grande pia e um fogão seis bocas. Na cozinha havia uma porta branca que dava acesso a outra parte do quintal e olhando Léo observou que do outro lado havia um grande prédio com cores vermelhas e brancas e seu lado mais casas e uma lanchonete chamada de "Gauchão Fat Food".
Fechando a porta Léo subiu as escadas chegando ao segundo andar, um corredor com o piso também de madeira e as paredes eram vermelhas. Quarto quartos e um banheiro no final do corredor.
No primeiro quarto a porta estava entre aberta e Rebeka estava dentro dele. Havia uma cama de casal e as paredes eram vermelhas, um grande guarda roupa podia ser visto e em uma das paredes estava forrada com fotos de vários momentos de Rebeka com o seu irmão. Rebeka olhava com atenção para as fotos e ao observar Léo estendeu a mão para ele. Léo segurou em sua mão imediatamente e ela o abraçou forte.
- Ainda não acredito que ele se foi. – Disse ela enterrando o rosto em seu peito e começou a chorar.
Léo não sabia o que dizer e apenas a abraçou forte. Era duro para ele ver ela daquele jeito e não poder fazer nada. Em tão pouco tempo Léo havia se apegado muito a Rebeka e ela a ele, talvez fosse por causa do ocorrido a perda, mas o importante era que um não conseguia ver o outro sofrer e ficar sem fazer nada.
Quando Rebeka conseguiu em fim se recompor enxugou o rosto e segurou na mão Léo novamente.
- Vem comigo!
Rebeka caminhou junto com Léo até o último quarto próximo ao banheiro. O quarto era quase como o dela a diferença era a cama que não era de casal e sim de solteiro, e sua parede não tinha nada a não ser a cor original vermelha.
Léo adorou o local logo de início e quando soube que aquele quarto iria ser dele, o lobo desabou na cama e com a voz despreocupada disse:
- Gostei desse meu novo quarto é lindo e bem espaçoso.
- Sempre achei exagerado quando o seu irmão me chamou para morar aqui, eu não entendi e ainda não entendo por que tanto espaço assim. – Disse ela desabando do seu lado ficando deitada na cama e fitando o teto.
- É por causa do lobo. – Disse ele com calma e Rebeka virou o rosto a olhando.
- Não sei se percebeu, mas a minha casa, a casa da senhora Matilde e as demais casas lá na cidade eram parecidas como essa bem espaçosas.
Ao ouvir aquelas palavras Rebeka ficou em silêncio pensando. Esse detalhe ela não havia percebido. Realmente naquela cidade as casas eram mesmo muito espaçosas e Rebeka nunca se perguntou o porquê. Após o incidente sua prioridade foi se recuperar do choque, e esse detalhe passou em branco por sua cabeça.
- Como assim o lobo? – Perguntou ela com calma.
- Caso algo acontecesse e precisássemos nos transformar em lobo o nosso lobo teria espaço para poder se locomover e também não quebraria nada dentro de casa.
- Verdade seu irmão ficava enorme quando se tornava lobo.
- Todos nós ficamos e não pergunte o porquê isso não sei te responder.
- Tudo bem e agora me diga o porquê daquele comportamento da rodoviária?
- A sim. – Se ajeitando na cama Léo deitou de lado e a fitou.
- Existiam alguns lobos em volta de nós e pensei que teríamos problemas.
- Como? Lobos aqui? – Rebeka estava surpresa com a revelação.
- Sim lobo existem lobos em muitos lugares pessoas que você nem imagina pode ser um.
- Mas como eu vou saber se um lobo aparecer na minha frente.
- Bom... – Léo pensava em como responde-la.
- Você sendo humana só saberá se ele revelar que é um lobo ou se você o ver se transformando, só assim saberá, ou se puder tocar na pele dele, você sabe que a pele de um lobo tem uma temperatura acima do normal.
- Certo mas e vocês lobos como identificam uns aos outros.
- Simples pelo cheiro.
- Cheiro?
- Isso mesmo nós temos o olfato bem desenvolvido mesmo quando estamos na forma humana, os lobos tem um cheiro especifico bem mais forte e assim podemos saber se aquele indivíduo é um lobo ou não.
- Estou entendendo e quantos lobos você já identificou?
- Bom no centro já encontrei sete e por aqui ainda nenhum.
- Sete? Uauu.
- Talvez tenham mais ou esses sejam o únicos por aqui saberei com o tempo.
- Espero que não briguem seu irmão me dizia que lobos não aceitam outros em seus território.
- Isso é verdade não aceitam mesmo, mas pelo que eu vi aqueles lobos são Ômegas então não deve ser nenhum problema se eu não invadir o espaço deles.
- Ômega? O que é um Ômega? – Perguntou ela ficando novamente confusa.
- Um Ômega. – Dizia Léo com calma.
- É o famoso "Lobo solitário" aquele que não vive em alcateias e prefere ficar afastado, sozinho.
- A entendi então esses lobos não são um problema?
- Sim e não.
- Seja mais especifico?
- São um problema por que a maioria não vive em alcateias por que são ou violentos de mais, ou não aceitam ordens de um alfa ou de seus subordinados. Eles não gostam de dividir um espaço que para eles é "só deles". Esse é o motivo para ter problemas, mas existem aqueles que não te incomoda se você não incomoda-los e essa é a resposta da parte boaentende?
- Entendi sim e obrigada novamente Léo.
- Que isso é para isso que estou aqui não é? Um dos motivos.
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