Um lobisomem? – Perguntou Rebeka chocada com a revelação.
- Isso mesmo é um dos lobos que vivem na cidade lembra? – Comentou Léo e Rebeka assentiu ao se lembrar.
- Você não vai brigar com ele vai?
- Eu espero que não, pensei que ele viria para cima de mim Re.
- Léo nada de brigas por favor.
- Tudo bem eu não irei brigar, mas se ele partir para cima de mim Re eu irei me defender.
- Tudo bem combinado.
Léo e Rebeka foram para casa e ao chegarem as meninas os estavam esperando. Léo explicou que foi para o hospital entregar a carteira para Rebeka e suas amigas a zoaram por ser tão esquecida. As meninas passaram o restante do sábado na casa de Rebeka e Léo.
No domingo Rebeka voltou ao trabalho, ela tinha a esperança de encontrar aquele lobo, mas seus esforços foram em vão. No dia seguinte ao chegar no trabalho Rebeka foi pega de surpresa.
Quando estava para chegar no hospital ela avistou o rapaz próximo a entrada do estacionamento. Ele estava todo de preto camiseta, calças jeans e tênis. Uma das mãos, estava em seu bolso e em sua outra mão um molho de chaves era visível. O rapaz colocou o molho no bolso e caminhou alguns passos parando próximo a Rebeka que o olhou apavorada.
- Calma eu não vou machucar você. – Disse o rapaz com a voz um pouco rouca. – Meu nome é Oliver Steel prazer em conhece-la Rebeka.
- Como sabe o meu nome? – Perguntou Rebeka tentando manter a calma.
- Eu conheço você a um tempo.
- Me conhece?
- Sim, mas você nunca reparou em mim eu a conheço desde quando estava com Jonathan. Eu fui o quarto a lobo a chegar na cidade e ele me conhecia.
- Disso eu não sabia então você é um dos sete.
- O menino te contou sobre nós não é verdade?
- Sim ele contou e o seu nome é Léo.
- Certo eu não sabia o nome dele, mas posso pedir um favor?
- E o que seria?
- Poderia dizer ao Léo que eu não quero brigas? Eu sinto muito pela outra vez eu pensei que ele viria para cima mim e então apenas avise a ele que tudo que eu quero é apenas fazer o meu trabalho, amo cuidar da aparência dos animais e depois do trabalho sair e beber e a noite correr livre por ai poderia dizer isso a ele?
- Claro Oliver sem problemas Léo vai amar saber disso, estávamos preocupados e Léo deixou claro que só iria brigar se você...
- Partisse para cima dele? – Completou o rapaz e Rebeka assentiu. – Como eu disse só quero ficar em paz nada de Alfas, Betas, Alcateias quero apenas viver tranquilamente.
- Obrigada Oliver darei o seu recado ao Léo e sabe... não quero que ele brigue mesmo sendo um lobo eu me preocupo com ele e não quero que ele se machuque.
- Eu entendo você e obrigado por me ouvir e perdão se eu a assustei.
- Não foi nada e novamente obrigada por ter vindo falar comigo.
Rebeka teve a sorte de ao chegar em casa e avistar Léo. Ele também estava chegando da escola. Ela contou a ele sobre a conversa com Oliver e Léo respirou aliviado sentindo como se um peso saísse de suas costas.
- Ufa como é bom saber disso Re um já foi só faltam seis.
- Eu também estou aliviada Léo e sabe me dizer onde os outros lobos estão?
- Não Re eles apareceram quando chegamos e eu também não procurei saber onde eles moram ou costumam ficar. Se eu tentasse encontra-los iríamos lutar, eles poderiam pensar que eu sou um Alfa e que estou atrás de uma alcateia e para evitar isso procuro não saber onde eles estão, o tal Oliver eu encontrei por acaso.
- Entendo o bom é que está tudo bem agora.
- É pelo menos com ele está.
O restante do dia passou voando. As 18 horas Rebeka saiu para ir a faculdade e Léo ficou em casa terminando o seu dever. O restante da semana passou voando e logo o fim de semana chegou. Rebeka estava de folga nesse domingo, mas ao sábado combinou de se encontrar com Léo no terminal para juntos poderem ir até o shopping depois do trabalho.
Ao chegar no hospital Rebeka viu algo estranho. Carros de imprensa estavam na entrada do hospital e com dificuldade ela conseguiu entrar dentro do prédio.
- Que confusão. – Comentou Gabriela. Rebeka se aproximou tentando entender o que estava acontecendo.
- Bom dia! Aconteceu alguma coisa Gabriela?
- Bom dia Rebeka e pelo que sei aconteceu sim um ataque de animal essa noite.
- Ataque de animal?
- Sim pelo visto um animal selvagem atacou um mendigo e ele só ficou com metade do tronco, as pernas pelo jeito foram devoradas e haviam marcas de garras e mordidas.
- Meu Deus!
- Realmente é apavorante, vieram ao hospital para saber se saberiam dizer que tipo de animal fez isso, a polícia ambiental quer capturar e leva-lo para longe ou dependendo da situação até... sacrifica-lo.
Rebeka assentiu lentamente e ficou pensando sobre o assunto. Na parte sul da cidade bem na divisa uma cadeia de montanhas pode ser vista então as vezes um animal selvagem se aproxima da área da cidade a procura de comida. Rebeka se lembrou de outros ataques de animais que já foram testemunhados e se a memória da jovem não falhasse o último ataque havia ocorrido a pelo menos sessenta ou setenta anos.
- Tenho que avisar ao Léo mais tarde. – Rebeka caminhou até a sala de reuniões e iniciou mais um dia de trabalho.
***
Rebeka trocou de roupa ao sair do trabalho e se dirigiu até o terminal. Ela estava usando um short vermelho com uma blusinha branca e sandálias da mesma cor. Carregava junto uma bolsa preta e usava óculos escuros.
Ao avistar Léo ela acenou e ele caminhou em sua direção. Léo estava usando camiseta regata preta com uma bermuda da mesma cor meias brancas e tênis vermelho.
Ele e Rebeka caminharam e pegaram o primeiro ônibus e se dirigiram até o shopping. No caminho Rebeka comentou sobre o suposto ataque do animal e Léo comentou que já estava sabendo e que havia visto a notícia na televisão e comentou que poderia ser algo normal, talvez um puma ou uma onça. Rebeka pediu para Léo tomar cuidado e Léo disse que por precaução ele iria acompanha-la de sua casa até o ponto e do ponto até sua casa quando voltasse da faculdade e Rebeka aceitou e logo os dois chegaram no shopping.
No shopping Léo e Rebeka comeram e fizeram compras, foram ao cinema ver um filme e antes de saírem Rebeka levou Léo a uma loja de eletrônicos e comprou dois aparelhos de celular e entregou um a Léo.
- Pra mim? – Perguntou ele confuso.
- Isso mesmo se tivermos problemas podemos ligar um para o outro.
- Re isso foi caro eu sem querer posso quebrar.
- Léo por favor eu vou me sentir mais segura e aliviada. – Rebeka olhou para Léo e mostrava que estava lutando para não deixar uma lágrima escorrer por seu rosto.
Léo assentiu e segurou a sacola com o celular e Rebeka sorrio. Os dois caminharam até o ponto. Uma senhora estava com algumas sacolas e pediu ajuda para as coloca-las no ônibus Léo se ofereceu para ajudá-la e a senhora o agradeceu.
Enquanto Léo a ajudava Rebeka ficou esperando no ponto. Um rapaz chegou e ficou ao seu lado a olhando atentamente.
O rapaz tinha a pele branca um metro e noventa de altura. Seu corpo era musculoso e seus músculos, pareciam que iriam rasgar sua roupa.
Ele estava usando camiseta preta com uma caveira estampada calça de coro preta e uma bota com bico de ferro. Ele aparentava ter torno de trinta à quarenta anos, olhos castanhos escuros cabelos cumpridos caindo em seus ombros. O rapaz olhava Rebeka com malícia e ela se sentiu envergonhada pela maneira como ele a olhava. Parecia que ele queria come-la com os olhos e ele realmente estava fazendo isso.
- Boa noite! – Disse o rapaz com a voz grave.
- Boa noite. – Disse Rebeka rapidamente.
- Está sozinha?
- Não estou acompanhada obrigada por perguntar.
Léo desceu do ônibus e a mulher novamente o agradeceu. Ele sorrio e ao olhar para o ponto seus olhos se arregalaram ao ver o rapaz que falava com Rebeka.
Com calma ele se aproximou de Rebeka. Ela e o rapaz perceberam que ele se aproximava. Rebeka se aproximou de Léo que pegou algumas de suas sacolas.
O rapaz os olhava curioso, mas isso não o impediu de continuar a mexer com a jovem.
- Então é ele quem a está acompanhando? Então está cuidado do seu irmão?
- Ela não é minha irmã! – Disse Léo e o rapaz o olhou e continuou a sorrir.
- Então se ela não é a sua irmã não se importaria se eu tentasse a conhece-la melhor não é verdade?
- Se ela assim quiser eu não impediria! – Rebeka pela primeira vez desde que conheceu Léo o olhou surpreso.
Ela não acreditou no que acabará de ouvir, como assim se ela assim quiser eu não impediria?
Será que Léo não estava percebendo que aquela situação não a estava agradando em nada?
- Eu sei só quis confirmar garoto, mas hoje não farei nada estou um pouco atrasado, mas eu já gravei o cheiro dela então... como ela não tem o seu cheiro não é um problema se eu tentar conhecer ela novamente não é? – Léo mordeu os lábios e o seu corpo voltou a tremer exatamente quando ele avistou Oliver pela primeira vez.
Algo chamou a atenção de Rebeka. Algumas palavras ditas pelo rapaz como "já gravei o cheiro dela" e também "como ela não tem o seu cheiro" então esse rapaz é na verdade um lobisomem?
Agora ela entendia bem o porquê de Léo agir dessa forma, ele não queria uma briga com aquele lobo.
- Até uma outra hora minha princesa! – O rapaz se afastou e caminhou pela calçada se afastando deixando Rebeka e Léo a sós.
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