As meninas se despediram de Rebeka prometendo voltar logo para visita-la e para ver Léo novamente. Rebeka não resistiu e começou a rir.
Fechando a porta Rebeka subiu parando na frente do quarto de Léo e bateu na porta.
- Léo? - Perguntou ela batendo na porta.
- Léo posso entrar?
Não ouvindo resposta alguma Rebeka preocupada abaixou a maçaneta e lentamente abriu a porta. Olhando para dentro do quarto de Léo viu o jovem deitado na cama dormindo profundamente. Rebeka não pode deixar de sorrir Léo era tão fofo dormindo. Dormindo ele parecia um menino inocente.
Olhando com atenção ela percebeu um objeto estranho em volta da cabeça de Léo. O objeto parecia com um fone de ouvido, mas Rebeka sabia que não era. Era... um protetor de ouvido?
Porque alguém iria dormir com um protetor de ouvido?
Rebeka não conseguiu se conter, adentrando ao quarto de Léo ela caminhou até sua cama e gentilmente tocou em seu ombro.
- Léo? Léo acorde por favor.
Lentamente o jovem abriu os olhos e coçando o olho direito começou a falar com a voz baixa e sonolenta.
- Oi...o que...aconteceu Rebeka?
- Isso. – Apontando para a sua cabeça ele retirou o protetor de ouvindo da sua cabeça.
- Porque está usando isso Léo?
- A sim isso. – Ele bocejou e sentou-se na cama.
- É para que eu possa dormir.
- Por que precisa dormir com isso? – Perguntou ela confusa.
- Por causa dos sons.
- Sons? Que sons Léo?
Rebeka sentou-se na cama e olhou para o jovem cunhado preocupada.
- Nós lobos temos os sentidos apurados. Visão, Audição, Tato, paladar e Olfato.
- Sim disso eu sei. - Disse Rebeka e o incentivou a continuar.
- Isso não é só na forma de lobo na forma humana também e os barulhos a noite não me deixam dormir direito.
- Mas que barulho? Eu não escuto praticamente nada a noite e olha que eu tenho sono leve.
- É mas os barulhos não são daqui!
- Não são? – A resposta de Léo a deixou mais confusa ainda.
- Hoje de manhã quando fui correr aproveitei para verificar até aonde os meus sentidos conseguiam captar alguma coisa. Comecei aqui e continuei a me afastar.
- E daqui até aonde pode sentir alguma coisa? – A curiosidade era visível no rosto de Rebeka.
- Bom daqui de casa. – Léo ajeitou-se na cama e olhou em seus olhos.- O novo prédio da faculdade é o meu limite daqui, mas quando eu me dirigia até lá mais a área se ampliava.
Rebeka calculava mentalmente a distância de sua casa até as novas instalações da faculdade.
- Léo. – A surpresa agora tomava conta de Rebeka.- Isso são dois km não acredito que pode sentir as coisas assim tão longe assim.
- Sim eu posso. – Disse ele calmamente e tentando entender o porquê daquela reação de Rebeka.
- Isso é tão... tão. – Ela não encontrava resposta para descrever essa habilidade de Léo.
- Bizarro? – Respondeu ele.
-Incrível. – Corrigiu ela.
- Então tudo que conversamos. – Ela voltou a ficar surpresa com medo dele ter ouvido as amigas comentando sobre o seu corpo e sua resposta sobre o que achava do cunhado.
- A não. – Léo se adiantou tentando acalma-la. - Desde o momento em que subi eu já coloquei o protetor não queria ouvir a conversa de vocês e quando dei por mim acabei dormindo nem lembro quanto tempo faz que estou dormindo.
Rebeka ficou aliviada com aquelas palavras e voltou a sorrir.
- Você deve estar morrendo de fome não é verdade?
Léo nem precisou responder seu estômago começou a roncar alto o deixando sem jeito e fazendo Rebeka voltar a rir.
- Certo vou preparar algo para nós. – Ainda rindo ela se levantou da cama e já estava saindo do quarto.
- Eu não pude dizer, mas diga a sua amiga aquela mais baixa e morena.
- A Mirela. – Respondeu ela dizendo o nome da amiga.
- Isso ela mesma, diga a ela que posso não ser pai, mas gravides não é o fim do mundo.
Lentamente Rebeka começou a virar olhando na direção de Léo. O movimento foi robótico e a surpresa, confusão e raiva, sim raiva todos esses sentimentos Rebeka estava sentindo com aquela revelação. Como assim gravida? E ainda mais a Mirela? Rebeka começou a sentir uma pontinha de ciúmes, tudo bem que Léo era lindo e tinha um corpo de tirar o fôlego, mas por que a amiga revelou isso a ele somente e não ela que era a sua amiga desde o primário.
- Como assim... gravida? – Perguntou ela pausadamente e esperando pela resposta.
Agora era Léo quem estava surpreso e Rebeka não entedia essa reação do jovem Léo.
- Ela não... – Ele não sabia o que dizer. Léo achava que Rebeka estava ciente da gravidez da amiga e agora não sabia se contava ou não a ela o que sabia.
- Léo me explique isso como sabe que ela está gravida?
- Olha... não diga nada por favor eu pensei que ela havia contado não sabia que era um segredo.
- Mas como você sabe me diga? – A impaciência agora era visível em Rebeka.
- Bem... – Léo procurava a maneira correta de dizer. – Vai soar muito estranho a explicação.
- Tem haver com as suas habilidades de lobo não tem?
Léo assentiu timidamente confirmando e Rebeka se sentiu mais aliviada. Era bom saber que ele havia descoberto através suas habilidades lupinas e não pelas amigas apaixonadas por sua beleza de lobo, Rebeka se sentiu culpada pela reação que acabou agindo com essa situação.
- Léo me conta por favor?
Ainda hesitante o jovem lobo suspirou e começou a falar.
- Irei falar num contexto geral para que entenda tudo bem?
- Tudo bem. - Ela assentiu e voltou a se sentar na cama.
- Todo ser vivo tem um cheiro e esse cheiro é como a sua digital é único nenhum outro ser pode ter uma igual.
Assentindo Rebeka o olhava e escutava com atenção.
- Quando uma fêmea engravida ela fica com um cheiro diferente o cheiro do macho que a engravidou, no começo é fraco, mas depois ele vai se intensificando com o decorrer da gravides. No início ela fica com o cheiro dela e o macho, é bem fraco e no decorrer como eu havia dito antes o cheiro do macho fica forte sobre ela e o dela vai diminuindo isso ocorre até o bebe nascer, depois o cheiro do macho some completamente da fêmea e ela volta a ter o cheiro dela não me pergunte porque, mas é assim que as coisas funcionam e é por isso que eu sei que ela está gravida, eu percebi desde o começo quando ela apareceu aqui e percebi o quanto ela ficou quieta e acanhada sem contar que parece que essa gravides a está incomodando.
- Léo sabe dizer quanto tempo ela está de gestação?
- Isso com exatidão não. – Respondeu ele com sinceridade.
- O cheiro ainda está bem fraco não sei dizer se é um mês, duas ou três semanas, mas é algo recente.
- Entendo... – Rebeka se perdeu em seus pensamentos. Quem diria que a jovem Mirela seria uma mãe.
- Por favor não diz nada a ela, já que não era para dizer sinto muito só pensei que estavam sabendo.
- Tudo bem Léo. – Rebeka tocou em sua mão tentando acalma-lo.
- Não direi nada prometo só fiquei surpresa.
- Entendi irei me controlar para não ter e nem te dar problemas com isso.
- Não vai dar não Léo sei que não.
Rebeka confiava nas palavras de Léo e ele nas palavras dela, mas Rebeka não conseguia parar de pensar nesse assunto e tinha que descobrir o que havia acontecido com a amiga.
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Comments
Rosa Lopes De Carvalho
ate agora estou gostando
2025-02-10
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