Capítulo 13

Estava no meu escritório cuidando da papelada, até que ouço uma batida na porta.

" Entre" Digo sem tirar os olhos do computador

Gosth entra na sala fechando a porta em seguida.

Ele tinha aquela expressão séria, mas havia algo nos olhos dele que me dizia que ele precisava de alguma coisa. Tentei não sorrir muito ao vê-lo, mantendo a expressão neutra.

"Fox," Ele diz parando em frente a minha mesa

"Ghost," respondo, olhando para o computador "Precisa de alguma coisa?"

Ele hesita, e eu pude ver que ele estava tentando escolher as palavras cuidadosamente.

"Sim, na verdade... preciso de um favor."

Levanto os olhos e olho para ele, não conseguindo esconder o sorriso. "Um favor, hein? Deve ser importante."

"É," ele diz, visivelmente desconfortável.

"Então, o que é?" pergunto, me inclinando para trás e cruzando os braços, me divertindo com a situação.

"Preciso que você cuide da documentação da missão passada. Tenho outra coisa urgente para resolver," ele pede, quase sem jeito.

"Documentação? Isso é coisa de escriturário, Ghost," o provoco, arqueando uma sobrancelha.

"Eu sei" ele respondeu, tentando não parecer desesperado.

"Se você sabe, então por que está pedindo isso pra mim? Me dê um bom motivo pra mim quebrar esse galho" Brinco

Ele respira fundo, claramente se esforçando para manter a calma.

"Porque você é a melhor nisso e... eu realmente preciso de ajuda."

Sorrio, aproveitando cada momento.

"Ah, Ghost, você sabe como mexer com meu coração. Mas vai precisar pedir de uma forma... especial."

Ele me olha, sem acreditar.

"Especial? Como assim?"

"Quero que você peça com jeitinho, de um jeito que mostre que realmente precisa de mim," digo desfrutando do desconforto dele.

"Fox..." ele começa mas eu levanto a mão, o interrompendo

"Nada de 'Fox'. Se quer meu favor, vai ter que pedir direito," insisto.

Ghost suspira, claramente frustrado.

Ele fecha os olhos com força e então abre olhando pra mim, estreitando os olhos

"Ok, ok... por favor, Fox, você pode cuidar da documentação para mim?"

Olho pra ele fingindo considerar a oferta.

"Hm, isso foi quase convincente. Tente de novo, com um pouco mais de sinceridade."

Ele respira fundo, claramente lutando contra a irritação.

"Por favor, Fox, eu realmente preciso que você cuide da documentação. Eu ficaria muito, muito grato."

Sorrio, satisfeita. "Agora sim, muito melhor. Vou cuidar disso para você."

Ghost relaxa um pouco, mas eu sabia que ele ainda estava esperando alguma condição.

"Qual é o preço, então?"

"Que tal me trazer um daqueles donuts que você esconde no seu quarto?" sugiro, meu sorriso se alargando.

"Como você sabe sobre isso?" ele pergunta, surpreso.

"Nada escapa dos meus olhos," respondo, piscando para ele.

Ele revira os olhos

"Está bem, você vai ter seu donut"

Estendo minha mão pra pegar os papéis e ele me entrega

"Então está combinado. Vou cuidar disso."

"Obrigado, Fox," ele diz, sinceramente.

Olho para ele, surpresa.

"Você acabou de me agradecer? Acho que estou sonhando. Pode repetir de novo, só por garantia?" O provoco

"Não se acostume," ele responde dando as costas e saindo da sala

Enquanto ele se afastava, não pude deixar de pensar em como era bom ver que, apesar de sua fachada fria, ele estava aprendendo a confiar em mim....

Horas mais tarde eu ainda estava no escritório, tentando me concentrar nos relatórios da última missão. A equipe havia se saído bem, mas sempre havia detalhes para ajustar, estratégias para refinar.

Meu telefone vibrou na mesa e, ao ver a mensagem, senti a raiva borbulhar dentro de mim. Era do meu namorado, e a discussão que tínhamos tido mais cedo estava longe de ser resolvida.

Ele não entendia o que meu trabalho significava para mim e, mais uma vez, estava questionando minhas escolhas.

Enquanto eu colocava o celular de lado, ele apita de novo, uma notificação diferente...

Eu pego pra verificar

Era uma notificação de um lembrete. Um lembrete que eu nunca queria ver, mas que sempre estava lá.

Aniversário da morte da Ailsa

Senti um nó no estômago e lágrimas começaram a encher meus olhos.

Fazia anos, mas a dor ainda era tão intensa quanto no dia em que ela se foi.

Desligo o telefone e apoio a cabeça nas mãos, tentando afastar a tristeza e a raiva que ameaçavam transbordar.

Por que quando é pra acabar com a gente vem tudo de uma vez?...

Não podia me dar ao luxo de desmoronar... não agora....

Alguns minutos depois, escuto uma batida na porta.

Rapidamente enxugo os olhos e tento me recompor.

"Entra," disse, tentando soar normal.

A porta se abre e Ghost entra, carregando uma caixa branca, mas seus olhos frios rapidamente notaram meu estado. Ele não perguntou nada de imediato, apenas colocou a caixa na mesa e puxou a cadeira, se sentando na minha frente.

Olho para os donuts e depois para ele, tentando forçar um sorriso, mas a dor ainda estava ali, evidente nos meus olhos.

Eu abro a caixa e vejo que ele tinha comprado os meus favoritos: donuts com cobertura de chocolate, recheio de creme e algumas variedades mais raras que eu adorava.

"Obrigada," murmuro, tentando esconder o tremor na minha voz.

Pego um donut, mais para ocupar minhas mãos do que por fome, e percebi que ele continuava me observando.

" Não vai comer?" Pergunto e ele apenas nega com a cabeça " Vai ficar me assistindo comer então?" Brinco, forçando um sorriso

" O que aconteceu?" Ele pergunta

Eu desvio o olhar sentindo meu olho arder de novo.

" Dia difícil...." Eu murmuro

Ghost não responde, apenas observa em silêncio, respeitando meu espaço. Eu sabia que ele não era de falar sobre sentimentos, mas sua presença ao meu lado dizia mais do que palavras poderiam.

Enquanto comia, sentia a dor e a tristeza começarem a se dissipar, substituídas por uma estranha sensação de conforto.

Sabia que Ghost estava ali, e isso de alguma forma fazia toda a diferença.

Quando termino, eu limpo a mão forçando novamente um sorriso

" Bem, eu tenho que terminar alguns relatórios, sabe como é... A parte burocrática não espera " Eu brinco

Ele fica me olhando por um tempo como se me estudasse e então se levanta, enquanto ele se dirige até a porta eu o chamo

" Gosth...." Ele se vira pra mim " Obrigada por isso...." Digo sabendo que ele entenderia o que eu queria dizer.

Ele assente e então sai da sala.

Mais tarde eu estava no meu quarto deitada no sofá, ouvindo música, tentando distrair minha mente, mas as lágrimas insistiam em cair...

Resolvo pegar algo pra afogar aquela tristeza e vou até o armário

Quando eu abro a porta pra pegar a garrafa de whisky eu vejo a caixa branca. Eu pego ela, coloco no balcão e abro, lembrando de mais cedo

Ele não tocou nos donuts, mas ficou ao meu lado, em silêncio.

Ele não precisava falar para me mostrar que estava ali por mim....

E pela primeira vez em muito tempo, senti que não estava sozinha....

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Comments

Ivanilde Serra

Ivanilde Serra

Esse coração já está apaixonado por ele.

2024-07-11

4

Dorothy Vieira

Dorothy Vieira

❤️❤️❤️❤️❤️❤️

2024-06-17

1

Dorothy Vieira

Dorothy Vieira

aaaa q fofo,ela sabe até o donuts favorito dela ❤️

2024-06-17

3

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Atualizado até capítulo 75

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