Capítulo 7

À medida que nos aproximávamos da casa envolta pela escuridão da noite, a adrenalina pulsava em nossas veias.

Cada passo era cuidadosamente calculado, cada movimento preciso enquanto nos preparávamos para a operação à frente.

Já tinha passado alguns dias daquela briga e estávamos de novo em outra missão.

Lion liderava o caminho, sua presença silenciosa cortando o ar noturno com uma aura de determinação. Nós seguiamos logo atrás, meu corpo tenso e alerta, preparado para qualquer eventualidade.

Quando chegamos à entrada da casa, trocamos olhares rápidos, confirmando nossa prontidão para o que estava por vir.

Uma música alta ecoava pela casa, o que com certeza serviria pra camuflar nossos passos

" Sala acima, limpa" Chip diz

Rapidamente Coyote se ajoelha na minha frente e junta as mãos.

Eu coloco o pé e ele me impulsiona pra cima com facilidade, me ajudando a chegar na janela do segundo andar.

Eu entro pela janela e com passos silenciosos vou saindo do quarto, olhando cada canto da casa no caminho, descendo as escadas com passos leves, até chegar na porta.

Eu destravo ela, e com gestos silenciosos, começamos a nos infiltrar na escuridão da residência, nossas armas prontas e nossos sentidos aguçados.

À medida que avançávamos pelos corredores sombrios, o som abafado de nossos passos ecoava ao nosso redor. A tensão era palpável, cada membro da equipe consciente de que um único erro poderia significar o fracasso da missão.

Em cada porta que encontrávamos, agíamos rapidamente, eliminando os alvos com precisão letal. Nossos movimentos eram coordenados, nossa determinação inabalável enquanto avançávamos implacavelmente pelo interior da casa.

À medida que avançávamos pelo labirinto de corredores, a atmosfera sombria da casa se intensificava. Os murmúrios abafados dos residentes ecoavam pelas paredes, criando uma sinistra sinfonia de perigo iminente.

Porta após porta, nos movemos silenciosamente, nossa determinação inabalável enquanto nos aproximávamos do último andar

No momento em que avistamos nossos alvos, eles tentam erguer as armas, mas é tarde demais. Somos rápidos, somos letais.

Subimos para o último andar, a tensão no ar palpável conforme nos aproximamos do nosso objetivo final. Eu, Lion e o Capitão avançamos com cautela na frente, nossas armas prontas para qualquer surpresa que possa surgir, enquanto o restante terminava de vasculhar a casa

E então vemos uma mulher com as mãos levantadas, seus olhos cheios de medo enquanto ela recua lentamente, olhando para trás em desespero.

Ela tenta pegar uma arma, mas é interrompida por um disparo repentino.

Lion e o Capitão vão até a mesa e começam a examinar os arquivos e os contatos.

Essas pessoas não eram aleatórias....

Ela estavam ligadas a um dos maiores cartéis da América, e quem eles mandam pra pegar os peixes grandes?

Nós....

" Pelo visto o informante não está aqui..." Lion diz

Mas enquanto eles vasculham, algo me chama a atenção. A música alta continuava vindo do quarto ao lado.

" Vou verificar o quarto ao lado" Digo e o capitão concorda com a cabeça

Com um pressentimento sombrio, eu me dirijo ao quarto, minha mente cheia de antecipação e medo do que posso encontrar lá dentro. Abro a porta devagar, preparada para qualquer coisa, mas o que vejo me deixa sem palavras.

O alvo estava na cama, sobre uma garotinha, sem suas roupas de baixo...

O horror da situação me atinge como um soco no estômago, uma mistura de raiva e repugnância enchendo meu ser.

Com um rugido de fúria contida, eu avanço em direção ao alvo, minha visão obscurecida pela onda de raiva que me consumia. Cada batida de meu coração era um eco ensurdecedor em meus ouvidos, minhas mãos transformadas em punhos enquanto eu desço uma chuva de golpes sobre ele.

Ele tenta se defender, mas é em vão. Eu o atinjo com força, cada golpe um lembrete do mal que ele causou.

Cada soco era um grito de indignação, uma expressão de todo o horror que aquela criança indefesa havia sofrido em suas mãos cruéis.

Com um grito primal, cravo a lâmina em seu ombro, sentindo o impacto reverberar através de meu próprio corpo, puxando o cabo pro lado, com força fazendo um corte grande rompendo seus músculos e qualquer ligamento que estivesse no caminho

A dor estampa seu rosto enquanto ele grita, mas eu não paro. Minha raiva é um fogo dentro de mim, consumindo tudo o que encontro pela frente. Eu continuo golpeando, cada golpe uma resposta à sua crueldade.

Eu só paro quando sinto mãos ao meu redor me puxando dali. Gosth e Coyote me seguram com firmeza, mas minha mente está em um turbilhão, minha visão embaçada pela ira que queima dentro de mim.

Eu me debato violentamente, tentando me desvencilhar pra terminar de socar aquele monstro que representava tudo o que eu mais odiava no mundo.

O agressor está caído no chão, gemendo de dor, mas minha vontade de vingança não diminui. Eu luto contra meus captores, gritando e esperneando, determinada a fazer justiça pela garota que sofreu em suas mãos.

" Leva ela pra baixo. Agora!" Escuto a voz de Gosth

Com um esforço concentrado, Coyote me envolve em um aperto firme, me erguendo do chão. Por mais que eu lutasse e me debatesse, suas mãos eram como garras de aço, me mantendo firmemente contida.

"Me solta!" Eu grito, minha voz estrangulada pela raiva borbulhante que me ameaçava consumir por completo.

Enquanto Coyote desce as escadas eu escuto a voz abafada de Gosth no fundo, algo inaudível, e eu consigo apenas pegar duas palavras : Médico e garotinha...

Minha mente se agita com perguntas, mas antes que eu possa entender completamente, Coyote me leva para fora da casa

"Você precisa se acalmar, Fox", Coyote diz, sua voz suave contrastando com o tumulto emocional que se desenrolava dentro de mim.

Assim que Coyote finalmente me solta quando estávamos no jardim da casa , sinto minhas pernas trêmulas cederem sob o peso da exaustão emocional.

Com uma mistura de alívio e desespero, corro para um canto escuro, onde me curvo e deixo minha angústia se manifestar em ondas violentas de náusea, botando pra fora tudo que tinha no meu estômago

É uma mistura de nojo, raiva e desespero, uma tempestade de emoções que ameaça me consumir por inteira.

Eu tremia com a intensidade das emoções que me assolavam, meu corpo frágil e vulnerável diante da magnitude do que acabara de acontecer.

Enquanto eu lutava para recuperar o controle sobre mim mesma, sabia que essa batalha não era apenas física, mas também mental e emocional.

Eu estava enfrentando demônios que haviam sido despertados dentro de mim, e sabia que a jornada para superá-los seria longa e difícil.

Enquanto eu apoiava as mãos no joelho tentando recuperar o fôlego, algo entra no meu campo de visão.

Era uma garrafa de água.

Eu olho em direção a garrafa e logo vejo uma mão, com aquela luva peculiar segurando ela.

Eu levanto os olhos pra ver Gosth me olhando, seus olhos azuis, mais escuros, refletindo apenas o brilho da luz fraca do poste

Com mãos trêmulas, aceito a garrafa de água oferecida.

Não havia necessidade de palavras entre nós; o gesto simples era suficiente para transmitir uma compreensão mútua que transcende todas as nossas diferenças.

Beber a água foi um alívio bem-vindo, a frescura da água lavando o amargor que ainda persistia em minha boca.

" Você está bem Fox?" Escuto o Capitão pergunta assim que chega perto e coloca a mão em meu ombro

Eu desvio o olhar e assinto com a cabeça

O capitão me olha com compreensão e então solta um suspiro

" Vamos partir. Gosth, leva ela no carro um, junto com C4 e Martinez. O resto de vocês vem comigo " Ele ordena

Enquanto me sentava no banco do passageiro, sentia meu coração se retorcer em dor

Quando chegamos na base eu entro no vestiário.

Eu sentia os olhares sobre mim, mas ninguém se atrevia a falar comigo, me dando o espaço que eu precisava

Começo a remover minha roupa tática, peça por peça.

Cada movimento era mecânico, desprovido de emoção, enquanto eu me livrava da armadura que havia usado para enfrentar os horrores daquela noite.

Vou andando pela base, passo no meu quarto, pego a garrafa de whisky, coloco dentro da minha mochila, pego meu capacete e as chaves da minha moto

Quando estou indo em direção ao estacionamento, Gosth aparece diante de mim

" Onde você vai?" Ele pergunta, sua voz uma mistura de preocupação e confusão

Eu apenas desvio e continuo andando

" Fox..."

Eu continuo em direção a minha moto

" Riley" Ele me chama novamente

Com um suspiro pesado, monto em minha moto, ligo ela e saio dali .

Enquanto eu piloto pela estrada escura, a velocidade me envolve como um manto, cortando o ar noturno com uma sensação de liberdade e escape. As luzes da cidade piscam ao longe, uma miragem distante em meio à escuridão da noite.

Minha mente está turva com pensamentos turbulentos, memórias dolorosas e emoções conflitantes se chocando dentro de mim.

Eu tento afastar as imagens daquela noite, mas elas persistem, assombrando cada curva da estrada.

A garrafa de whisky na minha mochila é uma tentação constante, uma promessa de alívio temporário para a dor que me consome por dentro.

Quando finalmente chego à colina afastada, paro minha moto e desmonto, me sentindo pequena diante da vastidão da cidade abaixo de mim. As luzes cintilantes parecem distantes e indiferentes aos meus problemas, mas também trazem uma sensação de conforto, uma lembrança de que mesmo na escuridão da noite, há beleza e esperança.

Eu me sento na grama macia, olhando para as estrelas cintilantes no céu noturno.

Mas mesmo enquanto eu me permito um breve momento de descanso, eu sei que a luta ainda não acabou. Há demônios dentro de mim que precisam ser enfrentados, traumas que precisam ser superados.

Eu fecho os olhos por um momento, respirando fundo o ar fresco da noite. E então, abro minha mochila, tirando a garrafa dali....

Então, num silêncio solitário e envolto pela escuridão, eu estava lá, perdida em meus próprios pensamentos, com a garrafa de whisky como minha única companhia.

Cada gole que eu tomo era uma tentativa fútil de afogar a tormenta emocional que rugia dentro de mim.

Até que eu escuto o barulho distante de um carro se aproximando. O som ecoa pela noite, crescendo em intensidade até que finalmente para. Uma porta se abre e então se fecha, e logo o carro se afasta na escuridão.

Instintivamente, minha mão encontra a pistola, pronta para qualquer ameaça que possa se aproximar.

Os passos se aproximam, lentos e deliberados, até que param ao meu lado.

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Comments

Dorothy Vieira

Dorothy Vieira

será q o bonitão babaca foi atrás dela

2024-06-13

7

Dorothy Vieira

Dorothy Vieira

😥😥😥

2024-06-13

1

Dorothy Vieira

Dorothy Vieira

hum,tenho a sensação q ela infelizmente já passou por isso 😥

2024-06-13

4

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Atualizado até capítulo 75

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