Bruno estava completamente arrasado. Quando percebeu o que havia feito com Alexa, o peso do arrependimento o atingiu em cheio. Ela não merecia aquilo, e ele sabia que havia ultrapassado todos os limites. Ele foi atrás dela, desesperado para consertar o erro, mas Alexa não quis falar com ele, e ele a entendia. Bruno se odiava por ter agido daquela forma, especialmente sabendo que tudo que Alexa queria era ajudá-lo.
Ele não costumava beber, sempre soube que era fraco para o álcool, mas, tomado pela raiva e pela dor, acabou virando alguns copos de uísque que estavam no quarto. Agora, o arrependimento o corroía. Depois que Alexa se trancou no quarto e disse que não queria conversar, ele voltou para o próprio quarto e ficou lá, remoendo suas ações. Marta, sua mãe, entrou sem esperar resposta após bater na porta.
— Filho, quer conversar? — Marta perguntou com sua voz suave, percebendo o estado de Bruno.
— Mãe... Eu sou um imbecil. Eu machuquei a Alexa... — disse Bruno, e pela primeira vez em muito tempo, permitiu-se chorar na frente de sua mãe.
Marta se aproximou, preocupada, e o incentivou a continuar.
— Conta o que aconteceu, filho. Eu estou aqui para te ajudar.
Bruno explicou tudo, desde a bebida até a tentativa de forçar algo com Alexa. Contou sobre como ela se afastou dele e recusou a conversa no momento, e como ele se sentia completamente culpado. Quando terminou, olhou para a mãe com olhos cheios de angústia.
— Mãe, eu amo a Alexa. Eu não quero perdê-la.
Marta sorriu de leve, compreendendo o que ele estava sentindo.
— Filho, a Alexa é uma menina muito madura, apesar da idade. Ela fez bem em não falar com você naquele momento. Você ainda estava sob o efeito do álcool, e ela estava chateada. Talvez tenha ficado com medo de dizer algo que pudesse machucar vocês dois. Mas fico feliz em saber que você tem certeza de seus sentimentos.
Bruno suspirou, ainda cheio de dúvidas.
— Mas e se ela não me ama? Eu pedi para ela ficar comigo e ela não quis.
Marta deu uma risada suave, com aquele jeito materno de quem já sabia o que estava por vir.
— É claro que não, Bruno! Alexa é uma boa garota e, pelo que posso notar, ela é inexperiente com o amor. Além disso, você tentou forçar algo bêbado. Ela tem princípios, e por isso recusou.
Bruno ficou intrigado.
— Como você sabe? Ela te contou?
Marta balançou a cabeça.
— Não precisa me contar, filho. Eu enxergo as coisas. O fato de ela ter recusado você naquele estado só mostra que ela tem caráter. Se você quer conquistá-la, terá que ser com respeito e carinho. Alexa é uma mulher valiosa.
Bruno sentiu um alívio ao ouvir as palavras da mãe. Sabia que teria trabalho pela frente, mas estava disposto a reconquistar a confiança de Alexa.
— Vou conquistar ela, mãe. Só vou ter que me esforçar mais por causa da besteira que fiz hoje... — Ele parou por um momento e olhou para Marta, com uma ideia se formando. — Mãe, me ajuda a fazer uma surpresa para ela esta noite?
Marta sorriu, vendo a determinação nos olhos do filho.
— Claro que ajudo, meu querido. O que você tem em mente?
Bruno contou todo o seu plano para Marta, que adorou a ideia. Eles decidiram que ele iria sair para comprar o que precisava enquanto Marta distrairia Alexa durante a tarde.
— Agora vai tomar um banho e tirar esse cheiro de álcool de você. Eu cuido de distraí-la. Se precisar de algo, me manda uma mensagem — disse Marta, carinhosa.
Bruno se levantou e abraçou a mãe.
— Obrigado, mãe. Eu te amo.
Depois de tomar um banho e se arrumar, Bruno saiu para o shopping. Ele foi direto a uma joalheria e escolheu um anel delicado que sabia que Alexa iria gostar. Pediu para Marta confirmar o tamanho do anel discretamente, e depois de resolver isso, foi a uma loja de vestidos. A busca foi mais demorada do que ele esperava. Olhou dezenas de opções, mas após ver mais de cinquenta vestidos, encontrou o perfeito. Com tudo pronto, voltou para casa, confiante no plano que havia traçado.
Enquanto dirigia de volta, seu celular tocou, e o nome de Úrsula apareceu na tela. Ele suspirou, relutante, mas atendeu.
— Alô, pode falar?
— Oi, senhor Bruno. Como o senhor não veio hoje à empresa, queria saber se está tudo bem e se precisa que eu leve os relatórios do dia na sua casa — Úrsula ofereceu, com sua voz profissional, mas com um leve toque de preocupação.
— Não precisa, estou bem. Decidi ficar em casa hoje. E não, não precisa trazer nada, estarei na empresa amanhã. Afinal, é por isso que sou o dono — Bruno respondeu de forma direta.
— Certo, até amanhã então, senhor — disse Úrsula, antes que ele desligasse sem esperar resposta.
Bruno sorriu para si mesmo enquanto seguia o caminho de volta. Tudo que conseguia pensar era na surpresa que estava prestes a preparar para Alexa. Ele sabia que tinha um longo caminho a percorrer para reconquistar sua confiança, mas pela primeira vez em muito tempo, sentia-se verdadeiramente feliz com o que estava fazendo.
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Atualizado até capítulo 83
Comments
Isa Abreu
Eta mulherzinha insuportável.
2024-12-05
2
Analú
Úrsula quer obrigar o patrão a sentir amor por ela fala sério. Amor não se compra🤬🤬🤬🤬
2024-11-26
3
Raimunda Neves
Essa Ursula se acha a última bolacha do pacote, coitada aff /Facepalm//Facepalm//Facepalm//Facepalm//Facepalm//Facepalm/
2024-10-09
2