Bruno estava perdido em pensamentos enquanto dirigia, com Alexa ao seu lado. Após horas no evento, ele sabia que tinha algo importante a dizer. Não era comum para ele sentir-se tão agitado, mas Alexa mexia com ele de uma forma que nem ele conseguia explicar. Sentia-se dividido entre o desejo e a racionalidade, e sabia que a única forma de esclarecer tudo seria sendo honesto.
Quando Alexa percebeu que o caminho que eles estavam não levava para casa, ficou visivelmente tensa.
— Bruno, esse não é o caminho de casa. — Sua voz estava cautelosa, como se temesse o desconhecido.
— Calma, Alexa. Só quero conversar com você. Vamos a um restaurante, não precisa se preocupar. — Ele sorriu de leve, tentando acalmá-la.
Ao perceber que não havia perigo, ela relaxou, mas ainda parecia um pouco nervosa. Quando chegaram ao restaurante, Bruno fez questão de ser gentil, abrindo a porta para ela e conduzindo-a até uma mesa afastada, longe dos olhares curiosos. Após os pedidos, ele sabia que não poderia adiar mais.
— Alexa, eu vou direto ao ponto. — Bruno começou, sua voz firme, mas com um leve tremor que denunciava sua vulnerabilidade. — Depois que minha esposa morreu, eu nunca mais me interessei por ninguém. Mas você... mexe comigo de uma forma que eu não consigo explicar. Às vezes, sinto que preciso fugir de você para não fazer algo impulsivo.
Alexa o observava com atenção, sem saber ao certo como reagir. Bruno continuou:
— Nem mesmo com a mãe da minha filha eu senti o que sinto por você. É uma vontade... quase incontrolável. Mas não sei se é amor, ou apenas uma atração. Só sei que preciso entender o que está acontecendo.
Alexa respirou fundo antes de responder, claramente desconcertada.
— Bruno, eu também não sei o que sinto. Desde o nosso beijo, não consigo parar de pensar nisso. Mas pode ser só porque você foi o primeiro homem que me beijou... — Ela corou, revelando sua inexperiência de forma tão sincera que pegou Bruno de surpresa.
Ele sorriu, sentindo um misto de surpresa e admiração. Não esperava ser o primeiro para ela, o que só intensificava a conexão que estava se formando.
— Não há vergonha nisso, Alexa. Na verdade, eu admiro o fato de você ter esperado pelo momento certo. — Ele fez uma pausa, ponderando suas próximas palavras. — Eu tenho uma proposta. Quero que a gente se conheça melhor, mas sem pressa. Quero que seja algo natural, e não uma imposição.
Alexa pareceu ponderar por um momento, antes de concordar.
— Eu aceito, Bruno. Mas com uma condição: por enquanto, isso fica entre nós. Não quero que as pessoas me tratem de forma diferente só por causa disso.
Bruno hesitou. Não gostava de segredos, mas se era o que ela queria para se sentir confortável, ele aceitaria.
— Está bem, Alexa. Desde que você esteja comigo, isso é o que importa. — Ele a olhou nos olhos, sério. — Posso te beijar agora?
Alexa olhou ao redor, um pouco envergonhada pela situação, mas sorriu.
— Ninguém vai perceber, Bruno. — disse ela, com um brilho travesso nos olhos.
Ele não precisou de mais nada. Aproximou-se e a beijou com intensidade, como se estivesse guardando aquele momento desde o primeiro toque. Foi um beijo cheio de desejo, mas também de respeito, um misto de emoções que ele não conseguia conter. Ao se separarem, o garçom trouxe os pratos, interrompendo o momento com um sorriso discreto.
Alexa ficou vermelha de vergonha, mas Bruno apenas riu.
— Vamos comer. E, não se preocupe, Alexa. Nunca vou te forçar a nada. Tudo que acontecer entre nós será no seu tempo, na sua vontade. Eu só quero estar ao seu lado, conhecer cada detalhe seu. — Ele falava com uma sinceridade que tocava fundo.
Eles jantaram em silêncio, mas um silêncio confortável, onde as palavras não eram necessárias. Quando terminaram, Bruno dirigiu de volta para casa, o desejo de beijá-la novamente queimando dentro dele, mas ele se conteve. Sabia que precisava ir com calma.
— Posso te beijar de novo? — Ele perguntou, com um sorriso de lado, embora soubesse a resposta.
Alexa revirou os olhos, mas sorriu.
— Você não precisa pedir, Bruno. — disse, e dessa vez foi ela quem tomou a iniciativa, dando-lhe um beijo carinhoso e suave, que fez seu coração disparar.
Quando chegaram em casa, Alexa saiu do carro, tímida, mas antes de entrar, deu-lhe um beijo rápido na bochecha e correu para dentro, como uma adolescente envergonhada. Bruno ficou ali, sorrindo como há muito não sorria.
Ele sabia que algo estava mudando dentro dele. E, pela primeira vez em muito tempo, estava feliz com isso.
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Atualizado até capítulo 83
Comments
Rose Andrade
quase todos os livros de babá são parecidos,sempre é ingênua,ele arrogante e sempre uma mulher para atrapalhar mas como falei ,nunca li um de bebê de três meses falar
2024-08-11
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Anonymous
Na minha humilde opinião está indo rápido demais esse relacionamento, só tem 6 meses que ele está viúvo, ainda está de luto
2025-01-22
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Marise Nunes
eu gosto desse estilo de história, até acho que esse foi bem rápido ele se decidir, porque uns demoram bastante.
2025-02-02
1