Vlad
Eu não quero
Acordo sentindo meu pescoço melhor, tomo um banho, faço minha higiene matinal, troco de roupas e desço para preparar o café das crianças. Ponho a mesa, preparo com tudo que as crianças gostam, não demora muito Carol descer.
“Bom dia! Mary, o que houve com seu pescoço”, ela pergunta puxando a cadeira e sentando para tomar seu café.
“Dei um mal jeito ontem”, falo, não preciso revelar que seu pai tutor fez isso comigo. Logo os meninos desceram e fizeram a mesma pergunta, então expliquei.
Uma loira entrar na cozinha, ela nos encara como se estivesse diante de uma peste.
“Oh fofinha me servi”, ouço ela falar, reviro meus olhos diante da sua atitude.
“Vera, a Mary é nossa babá, portanto se sirva sozinha”, Carolina fala com deboche.
“ O que importa é que ela é uma criada, como futura senhora dessa casa, ele me servira”, ouço ela fala encarando a Carol.
“Mary, não vai servir nada”, um dos meninos fala.
“Crianças por favor”, peço não quero que esse projeto de boneca inflável reclame com monstro, ela faz um gesto com a mão e diz:
“Fofinha, me sirva, estou com pressa”, fala me encarando e logo volta a olhar a tela do celular.
“Não, Mary” Carol fala séria me encarando.
“Posso saber o que está acontecendo aqui”, ele entra na cozinha de short e Blusa preta, sinto minhas pernas bambearem, me apoio na pia.
“Tio, sua namoradinha está ofendendo a Mary, a chamando de fofinha e pedindo para servi-la”, Carol fala o encarando.
“Vera, sirva-se sozinha, a babá é exclusiva das crianças”, ouço ele falar me encarando desvio o olhar, seus olhos me dão medo.
“Amor, não pode tira minha autoridade assim”, ela questionar manhosa, reviro os olhos. É oficial tenho a esse tipo de mulher. James entrar acompanhado de uma senhora.
“Patrão aqui está a moça que me pediu”, ele fala me encarando, sorrio sem graça.
“Mostre a ela o serviço, Mary pode vir ao meu escritório?”, ele fala se levantando e saindo da cozinha, sinto meu corpo todo tremer de pavor em fica sozinha com ele.
“É surda babá, não ouviu seu chefe falar?”, ouço a boneca inflável falar, vou em direção ao seu escritório, entro me mantendo distante dele.
“Feche a porta”, pede se apoiando na mesa e cruzando os braços me olhando, meu corpo treme, invento uma desculpa para não fechar a porta.
“As crianças me chamar não vou ouvir”, falo com a voz tremula.
“Feche a porra da porta ou prefere me ver com raiva?”, fala rapidamente, fecho a porta.
“ Pedi para James, arrumar outra moça para ajudar com as coisas da casa”, ouço fala.
“O senhor é quem decide, sou apenas uma babá”, falo nervosa torcendo as mãos.
“É sou eu quem decido, porque está trabalhando de babá se é tão inteligente?”, ele fala com deboche.
“Enviei meu currículo para vaga de secretaria executiva, mas o James me contratou como babá”, explico nervosa.
“Porque está nervosa e tremendo, está me escondendo algo?”, pergunta.
“Não tenho nada a esconde”, falo olhando para porta.
“Ainda quer a vaga de secretaria?”, ele pergunta.
“Não”, falo quase gritando, ele ergue a sobrancelha.
“Porque não, ganhará mais”, diz.
“Eu gosto de fica com as crianças, e o que ganho é o suficiente”, falo sentindo todo meu corpo treme quando ele caminha em minha direção, meu coração acelerar, olho para porta. Ele para na minha frente minha respiração fica pesada, a lembrança dele me enforcando me deixa sem ar.
“Porque está olhando para porta?”, ouço ele pergunta, mas tudo gira e eu pago.
Vlad
Minha intenção quando acordei era de pedir desculpas a babá, pelo que fiz ontem a ela. Desde que entrei na cozinha, pude sentir sua reação a mim. Pedi para ela vir ao escritório para conversa e ela desmaia de medo. Coloco ela deitada no sofá com cuidado pego álcool para ela cheira.
Assim que abre os olhos fica apavorada ao me ver na tentativa de se levantar bate sua mão na garrafa fazendo ela cai em cima de mim, e sua mão acerta meu rosto.
Ela arregala os olhos diante da merda que fez “Desculpa Sr Scannell”, fala sentando no sofá, um gemido escapa dos seus lábios, ela leva a mão no pescoço, respiro fundo controlo minha raiva como ela pode ser tão estabanada assim.
“Sobre ontem perdi a cabeça, não costumo bater em mulheres. Exceto quando elas pedem”, falo dando um sorrisinho, mas ela se encolhe no sofá e me olha séria.
“Posso ir?”, fala desviando os olhos quando a encaro.
“Não, não pode, a partir de hoje será minha secretaria particular”, digo sério.
“Não, eu agradeço, mas prefiro as crianças, Sr Scannell”, ouço ela falar.
“Não perguntei se queria isso é uma ordem.Entendeu?”, pergunto irritado.
“Sr Scannell, agradeço muito, mas não quero”, ela fala com os olhos fixos no chão.
“Não perguntei se queria Mary, é uma ordem começa hoje. Agora pode ir”, falo.
“Por favor, Sr Scannell, as crianças precisam de mim”, fala tremendo.
“Entenda uma coisa, não me importo com que queira.O que importa é o que quero”, digo me abaixando na sua frente fazendo ela me encarar.
“Eu não quero”, fala com a respiração acelerada.
“Você tem duas escolhas, aceita e continua orientando as crianças ou esta demitida e garanto que ninguém lhe dará emprego”, falo com raiva.
“Porque está fazendo isso?”, ela questiona com os olhos marejados.
“Simples porque eu quero”, falo me levantado e voltando para minha mesa, ela se levanta saindo rápido do escritório.
“Mais que porra acabei de fazer”, falo para mim mesmo.
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Atualizado até capítulo 257
Comments
Elisete Protazio
ele é muito mimado eu acho
2024-11-27
2
Isabel Barbedo
Seu romance tem trechos bons para sonhar,mas a maioria atrapalhado, fico perdida,tenho que ler duas ou mais pra entender.
2024-11-05
0
Leonor Santana
Eu seria demitida e ia pedir esmola no semáforo mas não ficaria pra ser humilhada novamente.
2024-10-11
1