Responsabilidades Inesperadas.
“Muito bem, e você?”, ouço ele pergunta ao Pedro.
“Está feito como o Sr queria”, fala sorrindo.
“Muito bem, assim que gosto”, ouço meu pai falar com meus irmãos, reviro os olhos, fecho os punhos, desde que eu era criança nunca me elogiou na vida.
“Preciso ir”, falo o encarando.
“Daqui a dois meses anuncio quem ocupará meu lugar nas organizações”, ele fala, saio deixando-o lá com seu filhos preferidos, vou a passos largos em direção ao meu carro.
“Vlad, espere”, ouço minha mãe me chamando e paro, desde que a conheci quando criança sempre me tratou com muito amor e carinho, depois que fiquei cego ela esteve ao meu lado.
“Diga dona Flavia”, falo sorrindo, a única que merece meu sorriso sincero.
“Meu amor, sabe que seu pai somente quer seu bem”, ela fala me abraçando e caminhamos juntos.
“Difícil acreditar nisso”, falo.
“Vlad, esta tomando os remédios?”, ela pergunta.
“Mãe, eu estou bem, não preciso deles”, falo parando em frente o carro.
“Filho, sabe que precisa tomá-los, evita as crises”, ela fala preocupada, sorrio e beijo suas bochechas.
“Estou bem, pode ficar tranquila. Agora preciso ir”, me despeço dela e entro no carro, ordeno ao motorista ir direto para o escritório. Assim que chego na minha sala, meu assistente entrar.
“Sr aqui está todos os nossos, empreendimento fora do grupo Scannell, se permite dizer, estamos muito bem”, fala empolgado.
“Isso é ótimo, confirmou a consulta?”, pergunto passando a mão pelos balancetes e conferindo os números.
“Sim, mas o que diremos a sua família?”, confesso que não havia pensado nisso ainda.
“Até lá penso sobre isso. Agora vamos trabalhar”, falo preciso descarregar minha raiva em algum lugar e o trabalho é o melhor caminho.
O som do interfone me interrompe e minha secretaria “Sr Vlad, uma ligação do sr James”, ouço ela fala, droga esqueci completamente do advogado.
“Avise que estou indo”, falo pegando minhas coisas e para voltar para casa.
“Sr temos um jantar com os investidores japoneses”, meu assistente fala, assinto com a cabeça e saio, pego meu elevador particular, logo que o motorista me ver liga o carro.
“Para onde sr?”, ele pergunta enquanto me sento.
“Casa”, falo. Se eu conseguir fechar esse negócio com os japoneses, significa entrar para o mercado asiático, pois em questão de tecnologia e medicina eles estão avançados.
“Sr chegamos”, a voz do motorista me tira dos meus pensamentos. Desço e vou direto para o escritório e James vem ao meu encontro.
“Sr ha uma mulher com ele”, fala.
“Por quê?”, questiono entrando no escritório e eles se levanta ao me ver.
“Podem continuar sentados”, falo “Bom, podemos ir direto ao assunto, tenho outros compromissos”, falo os encarando.
“Sr Scannell, como sabe devido à morte dos Lucarelli, seus filhos ficaram sobre seus cuidados, até encontramos o irmão do Sr Lucarelli, mais infelizmente esse irmão está morto”, o homem gorducho fala, olhando para a mulher ao seu lado.
“Entendo”, falo percebendo que o homem estava meio nervoso, ele abre o envelope lacrado e começa a ler.
“Vlad, cara, primeiro preciso dizer que não foi sua culpa, essas coisas acontecem, irmão sabe que te considero como um irmão, e não poderia deixar meus filhos com outra pessoa que não fosse você, e antes que pense que a Anna não concordaria, esta, enganado, ela concorda comigo nisso. Cuide deles por nós, não deixe ninguém os tirar de você irmão, muita coisa em jogo”, interrompo a leitura erguendo a mão.
“Eles deixaram os filhos comigo”?, pergunto incrédulo, Lucca sabe que não sou sociável porque eles fariam isso?penso assustado.
“Sim, Sr Scannell, por isso estou aqui sou da assistência social, e caso rejeite os levarei agora mesmo para um abrigo”, a mulher falar séria.
“Orfanato”, falo a encarando e ela assente que sim.
“É uma responsabilidade muito grande, e talvez não esteja preparado para isso”, ouço a velha senhora falar e isso me irritar.
“Esta me dizendo que sou incapaz devido a minha deficiência?”, pergunto, estou cansado das pessoas me julgar devido o fato de ser cego, sem contar aquelas que nos trata com pena ou com preconceito. Ela me olha posso percebe que ficou nervosa e constrangida.
“Jamais sr Scannell, apenas sugerir que eles devessem ir para um lar temporário”, fala.
“Eles ficaram comigo, está decidido”, falo demonstrando toda minha insatisfação em relação a ela.
“Devo informar que como conselheira tutelar estarei vindo acompanhar, as crianças e caso ache que elas estariam melhor no lar adotivo levo as crianças”, diz arrogantemente.
“Sr Müller, acredito que a sua parte aqui está resolvida”, o advogado fala.
“James, leve-a até a saída”, falo voltando minha atenção ao homem agora a minha frente.
“Podemos continuar agora”, digo.
“Sim, os irmãos do Sr Lucca, foram mortos misteriosamente a algum tempo atrás e sua filha também”, ele diz.
“Pensa que foram assassinados?”, indago pensativo.
“Sim, um irmão adotivo e padrinho da filha deles ficou com tudo, e caso o Sr não consiga cuidar das crianças ele será acionado”, ele diz me entregando os papeis.
Leio atentamente os documentos e assino, partir desse momento me torno tutor legal dos filhos do meu amigo.
“O Sr agora é o responsável, pela pelas crianças e todo seu patrimonio”, ele fala estendendo a mão aperto, e James o conduz até a saída e depois volta e me encara.
“Mandarei o nosso pessoal investigar esse tal padrinho”, ele fala, apenas assinto com a cabeça e ele sai permaneço sentado.
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Atualizado até capítulo 257
Comments
Rosana Gama
então a Janete é parente das crianças e o acidente era pra matar a Janete /Hammer//Panic/
2025-02-08
0
Ingrid Ramos
e o padrinho é o estuprado dela que triste então ela é tia das crianças nossa que dá hora
2024-11-29
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Monica Maria dos Santos
Ele não é cego, deve ter baixa( ou pouca) visão.
2024-11-21
1