Heitor...
Essa caipira tá me deixando louco, penso que meu plano de arruma uma estranha para casar e não ter sentimentos, está a ir por água a baixo, não consigo tirar ela dos meus pensamentos, ela com aquela camisola preta desenhando as suas curvas, o meu membro dói de tão ereto que tá, isso vai ser um castigo, ainda mais pelo fato dela não gostar de mim, o que não sei dizer se é algo bom ou ruim, a parte boa é que assim isso não vai passa de um contrato, e é ruim porque o meu ego fica ferido, nunca antes uma mulher desafiou-me ou me ignorou tanto quanto ela.
Ela está num sono profundo começa a mexer muito na cama e acaba tirando o lençol, a sua camisola está quase na cabeça revelando a sua bela bunda, e que bunda!
Eu tô sendo castigado, só pode! Como eu queria encher essa bunda dela branquinha de palmadas até ficar vermelha, estou louco de tesão nessa mulher, ela me atrai, e talvez seja só isso desejo e nada mais, eu sou homem e ela uma mulher linda e gostosa para caralho!
Vou para o banheiro me aliviar, depois tomo um banho gelado, ainda no banheiro escuto a voz dela, desligo o chuveiro seco-me e visto a cueca.
Aproximo-me da cama e ela parece-me esta tendo um pesadelo, vira de um lado para o outro está suando frio, chama pelo pai, depois por uma Clementina e um nome que me parece Cármen, não dá para ouvir direito, a chamo várias vezes para acordá-la, sinto-me angustiado de vê-la assim, parece indefesa, a chamo de novo e ela acorda no pranto de choro, fico pensando se devo abraçá-la para tentar acalmá-la, mais se ela achar ruim? Ela continua chorando então faço com ela, como a minha mãe fazia quando eu era criança e tinha pesadelos, e ela chora ainda mais, converso mais ela não diz nada, depois de um tempo ela acalma-se, fica em silêncio por um tempo depois olha para baixo e se afasta bruscamente.
_ Esta só de cueca!_ Ela reclama secando as lágrimas do rosto.
_ Eu nem percebi isso, estava tomando banho quando escutei você tendo pesadelos.
_ Tudo bem, obrigado por acordar-me!
_ Esses pesadelos são lembranças ruins né? _ Pergunto, pois sei que sofrir anos com isso.
_ Sim._ Ela fala e vejo uma tristeza no seu olhar, ela está completamente frágil.
_ Como foi?
_ Não quero falar.
_ Eu também sofrir anos com lembranças ruins que atormentava o meu sono a noite, comecei a não dormir só para não encarar os pesadelos.
_ O que fez para parar com eles?_ Ela pergunta.
_ Psicanálise e terapias, depois com um tempo eles foram ficando menos frequentes até ser raro de acontecer.
_ Entendi.
_ onde está o seu pai? _ pergunto porque eu observei que quando nos casamos o juiz não falou o nome do pai, só o da mãe.
_ Eu não sei onde está, nunca o vir, cresci no orfanato católico onde só abriga meninas, morei lá até os meus dezenove anos, não pesquisou sobre a minha vida?_ Ela pergunta. Com a correria para me livrar do meu tio Augusto só pensei em casar-me.
_ Não, não pesquisei, mais pode me falar de você.
_ Eu não tenho muito coisa, eu cresce dentro de um orfanato rigoroso, o mais longe que fui ao sair de lá foi até a casa da tia Jô, onde moro a um ano.
_ E a sua mãe?
_ Ela morreu três meses depois do meu nascimento, eu só a conheço pela foto, uma carta e esse colar no meu pescoço, foi o meu pai que deu-lhe.
_ Eu estou sendo muito intrometido né?
_ Não, não está, estou na sua casa então é normal que queira saber quem eu sou._ Ela fala.
_ Então conta mais!_ Peço curioso porque quero saber tudo dela.
Ela deita no lado dela da cama e eu no meu, parece que vamos ter uma trégua.
_ Sabe o nome do seu pai?
_ Não, minha mãe disse na carta que ele foi o primeiro e único amor da vida dela, e que quando o conheceu foi numa festa, ele disse que se chamava Eduardo e que estava passando férias na cidade, então eles se encontraram e passaram um bom tempo juntos, até que ela se entregou a ele, no dia que ele tirou a inocência dela ele deu esse colar a ela, e prometeu que no próximo ano ele voltava para vê-la, dois meses depois ela descobriu que estava grávida, ela voltou ao hotel onde ele estava hospedado deu todas as informações possíveis para que o pessoal do hotel a ajudasse a encontrá-lo, mais ela descobriu que não havia nenhum Eduardo hospedado naquele quarto nos meses que ela falou, ele deu um nome falso, e ela percebeu que só foi uma diversão para um rapaz rico em suas férias, ele a usou, engravidou e deixou ela sozinha, meus avós a expulsou de casa e ela teve que se virar para poder me dar o melhor, trabalhou duro toda a gravidez, deu a luz em baixo de uma árvore no meio de uma tempestade , ela ficou doente por conta disso, após meu nascimento teve uma tosse muito forte não tratou por precisa trabalhar para não morrer de fome, quando viu que não aguentava mais pediu abrigo nesse orfanato onde a surpervisora era uma pessoa maravilhosa que cuidou dela e de mim, mais ela não resistiu e morreu, as irmãs então me acolheram, me educaram, quando estáva com cinco anos a irmã Margarida a supervisora morreu e então chegou outra a Cármen, e tudo mudou.
Ela conta sua história, que me deixa totalmente sem palavras, não imaginei que essa fosse a história da vida dela, pela alegria que ela tem não pensei que o seu passado fosse tão triste.
_ Dormiu?_ Ela pergunta
_ Não, só estou absorvendo toda essa história, é triste e eu nunca imaginei uma história assim de alguém tão alegre, tão determinada e destemida.
_ Você me acha tudo isso?_ Ela pergunta e olha-me por cima da barreira de travesseiro que ela mesma fez.
_ Sim,, acho, mas também te acho uma caipira.
_ Porque me escolheu?_ Ela pergunta, os seus olhos brilhantes deixa-me fascinado.
_ Vai dizer porque me escolheu?_ Ela insiste.
_Eu precisava de alguém que não nutrisse sentimentos por mim, e que aceita-se o contrato, porque eu não quero um casamento, estou muito bem solteiro.
_ Entendi.
_Se nós vamos fingir ser um casal que se ama, precisamos nos conhecer, saber o que o outro gosta, como cor, comida, lugares favoritos.
_ Verdade, qual a sua cor favorita?_ Ela pergunta.
_ Preto.
_ A minha é branca.
_ Sua comida? _ Pergunto.
_ Ensopado de legumes da tia Jô._ Ela fala numa simplicidade que me encanta.
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Atualizado até capítulo 58
Comments
Elisabete Santos
que história linda Kelly amo ❤️ as suas histórias /Rose//Heart/
2025-03-29
1
Bernadete Lopes
Que história fantástica, estou fascinada.
2024-12-24
0
Clau...Clau
Realmente é uma linda história
2025-03-19
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