Elizabeth...
Não sei porque estou chorando! Ele não é meu marido de verdade e ele não tem um compromisso comigo, mais vê-lo beijar aquela mulher doeu aqui no meu coração. Maldita hora que fui olhar o jardim pela janela, ele a abraçou e depois a beijou, eu não posso estar me apaixonando por esse homem, não posso e não quero.
_ Está chorando?_ Ele pergunta e rapidamente seco as minhas lágrimas.
_ Não, não estou chorando!
_ Estava sim, os seus cílios estão molhados caipira._ Ele fala olhando nos meus olhos.
_ E se eu tivesse não é da sua conta!
_ Realmente não é da minha conta.
_ Seu bundão!
_ Sua caipira chorona!_ Ele fala e entra para o banheiro.
Pego o livro e começo a ler sentada na cama, a porta do banheiro abre e ele sai apenas com a toalha enrolada na cintura, e é de tirar o fôlego, um abdômen sarado, um peitoral que me deixa totalmente perdida.
_ Gostou do que viu caipira?_ Ele pergunta e só então percebo que estou a olhar ele de boca aberta.
_ Vo.. Você é... muito convencido! Eu nem estava lhe olhando, estava pasma! Como que você sai do banheiro praticamente nu? Na frente de uma dama!_ invento uma desculpa, não vou da a ele esse gostinho de achar que eu estava comendo ele com os olhos.
_ Somos casados, não tem problema em ver-me só de toalha ou sem._ ele fala deixando a toalha cair e rapidamente tampo o meu rosto com o livro.
_ Seu escroto! Coloca essa toalha agora!
_ Pronto já coloquei!_ Ele fala dando risadas.
Quando retiro o livro ele está entrando para o closet, me dando visão da sua bunda, acho engraçado.
Ele volta vestido apenas uma calça moletom, sinceramente vai ser difícil ter que manter a postura diante desse pedaço de mal caminho!
_ Penso que também preciso de um banho._ Falo e vou para o banheiro; esse homem causa umas sensações bem estranhas em mim, algo que nunca sentir antes, minha pele queima, sinto um calor percorrer por todo meu corpo.
Eu não sei lidar com essa banheira de hidromassagem, aí que tudo! Tomo um banho relaxante de banheira, estou me sentindo uma madame.
após o meu banho de rica, visto o roupão e vou para o closet, coloco a minha camisola preta de seda; até pensei em colocar o roupão por cima e só tirar na hora de deitar, mais não vou fazer isso, ele nem vai olhar para mim, porque gosta mesmo é daquela moça.
Saio do closet e ele não esta, corro para cama e entro em baixo do edredon, fico ali deitada pensando na minha vida. Como que de repente as coisas mudaram tanto? Na verdade, eu sei, eu e a minha facilidade de atrair problemas porque eu sou o problema em pessoa! E essa mãe do Heitor? Mulherzinha mais arrogante nunca vir igual, tem dinheiro mais não tem educação.
_ Trouxe seu jantar!_ O Heitor aparece com uma bandeja, tem umas comidas estranhas.
Meu Deus! o que é isso? Parece rã, acredito que isso é rã!
_ O que é isso? _ Pergunto olhando para o prato tentando não demonstrar o meu paladar de pobre.
_ Rãs à Provençal, meu prato favorito!
Se soubesse que isso seria o meu jantar, com certeza tinha trago um pouco do ensopado da tia Jô.
_ Eu sinto muito, mais não vou conseguir comer essa iguaria._ Falo tentando fazer uma desfeita mais educada.
_ Que pena, vou pedir a Arlinda que faça um sandjáche para você.
_ Não, não precisa, uma fruta ja está bom.
_ Já volto!
Ele fala e sai, alguns minutos depois ele volta, com uma bandeja com frutas, bolo, biscoitos e suco, as vezes ele tem esses minutos de cav heiro comigo, são raros os momentos!
_ Obrigado!
Após comer aproveito que ele foi levar a bandeja e vou para o banheiro escovar os meus dentes, quando volto ele está sentado na poltrona que tem no quarto mexendo no celular, ele desvia o olhar para mim, sinto-me envergonhada quando ele começa a descer o olhar mapeando o meu corpo, finjo não ver que ele está me olhando e deito na cama me cobrindo. E agora deitada nessa cama tão grande e macia dei-me conta, ele vai dormi aqui!
_ Eu sei que isso não está no nosso contrato, mais já que o nosso casamento não é real, nós não precisamos dormi no mesmo quarto, eu posso dormir num quarto de hóspede ou nessa poltrona, eu sou pequena é perfeita para mim.
_ Não pode dormir num quarto de hóspede, e a cama é enorme da para dormirmos nela sem ter que fica perto, ou você acha que não resistiria a mim?_ Ele pergunta com aquela cara convencida dele.
_ Até parece, você não me atrai em nada, então eu não tenho problema em dormi na mesma cama que você!_ Falo, mais no fundo não sei que não é verdade, ele é lindo, muito lindo, e me atrai desde o primeiro dia que o vir.
_ E nem você me atrai, não faz meu tipo!_ Ele fala, me dá vontade de socar a cara dele.
_ Seu tipo são riquinhas mimadas, loiras de olhos claros._ Falo não segurando a minha língua solta.
_ E o seu tipo é os caipiras igual a você!
_ Quer saber vai se ferrar! Eu quero que tenha pesadelos ou que tenha insônia essa noite, seu bundão!
_ Desejo o mesmo querida esposa!
_ Seu imbecil!
_ Vai dormi caipira!
_ Eu te odeio !
_ É recíproco!
_ Vou fazer uma barreira entre nós, esse é o meu lado, não quero um pé ou mão sua aqui!
_ A cama é minha!
_ Mais agora eu sou sua esposa, e vou morar aqui por um ano, então essa cama também é minha!
_ Como você é chata!
_ Não mais que você!
Faço a barreira de travesseiro, mando uma mensagem de boa noite para tia Jô, e em seguida me deito, sentindo toda a exaustão do dia.
Eu estou em um quarto escuro, sinto muito medo! Cármen tira-me daqui ! Cármen abra porta ! Eu prometo vou comporta-me! Cármen, Cármen, minhas mãos estão doloridas das palmadas que a Cármen me deu, eu só queria comer um pouquinho de açúcar. Porque morreu mamãe? Porque não veio buscar-me papai? Papai! Vem buscar-me papai ! A Cármen é má, ela não gosta de mim, choro sentindo minhas pequenas mãos arderem, sinto uma tristeza e torço para Clementina me resgatar.
_ Papai ! Clementina! Me tira daqui! Cármen por favor não me bate mais, eu prometo não vou mais comer açúcar.
_ Elizabeth! Elizabeth! Acorda!
_ Elizabeth! É um pesadelo acordar!_ Ouço um voz masculina familiar.
Abro os olhos e desabo em choro, era um pesadelo, um pesadelo que já foi real um dia, um pesadelo que durou até a minha adolescência, isso deixa-me angustiada, seguro com força o colar que era da minha mãe e choro, o Heitor me abraça e começa balançar-me como quando a Clementina fazia quando conseguia tirar-me do quarto do castigo, essas lembranças me deixa destruída, e eu só choro ainda mais.
_ Foi só um pesadelo, já passou._ Ele fala.
_ Quer falar sobre ? Diz que falar ajuda.
Eu não consigo falar sobre isso, sei que eu era uma criança levada, mais não merecia os castigos que Cármen me dava.
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Atualizado até capítulo 58
Comments
Gabi Ramos
fala logo pra ele que nem pobre come uns trens esquisitos desse. Mania de povo rico comer uns bagulhos intragáveis
2025-02-22
0
Gabi Ramos
só falta o pai dela ser rico e casado com a tal Miranda e ela ser meia irmã da mimada da Elisa
2025-02-22
0
Cleidilene Silva
tomara que Heitor de carinho e amor pra Beth ela já sofreu muito coitada.
2025-02-07
0