Os Villanueva contrataram o melhor assassino de todo o país, seus honorários eram extremamente altos, mas sem dúvida ele poderia cuidar do problema deles. Porém, quanto mais se aproximava o prazo que o ômega lhes deu e este não lhes dava nenhuma boa notícia, eles começaram a desesperar.
— Mas, não é melhor assim? — Freya falou, deixando de lado o estresse.
— Do que você está falando, irmã? Você esqueceu o que aquelas mulheres horríveis nos fizeram?
— Sua irmã tem razão, não precisa ser um grande problema se aquele homem não o encontrar agora. — A mais nova na sala ainda não entendia o que seus familiares estavam falando.
— É verdade, afinal sabemos que ele virá aqui, então não importa quanto ele se esconda, vamos fazer com que o assassino o mate aqui mesmo. — Agora todos se sentiam vitoriosos com seu plano, até pediram ao assassino que trouxesse uma ou duas pessoas a mais, apenas por precaução, caso aquelas duas mulheres fossem um problema. Por sua vez, Zade descobriu o que seus familiares estavam tramando através da criatura que deixou vigiando seus movimentos.
— Então eles vão me matar? (Sério que são tão estúpidos, embora eu suponha que eles sejam apenas fiéis ao seu propósito, existem personagens que não podem ser modificados.)
— O que deseja fazer, senhor? — Maty não concordou muito em deixá-los viver daquela vez, ela acreditava que eles poderiam se tornar um problema, agora ela sabia que estava certa.
— Eu dei esses 10 dias para que tentassem fugir, mas foram estúpidos, não haverá uma segunda chance.
— Quer que eu os mate agora?
— Não, vou cumprir o prazo, faltam menos de 10 dias, e se nesse tempo eles não tiverem o que eu pedi, vou dispensá-los. — Faltando apenas um dia para o prazo final para os Villanueva, o cio de Zade chegou, assim as guerreiras não receberam novas ordens, então seguiram o plano original.
No dia marcado, todos os Villanueva foram assassinados pelo par de guerreiras.
Em casa, Gale estava preocupado com a recente doença de sua mãe, já que era assim que ele via, pois embora pudesse vê-lo apenas pela manhã, ele não saiu de seu quarto pelo resto do dia.
Nevae lhe disse que sua mãe precisava descansar, então ele não poderia ir com ela. Finalmente, os dias do cio do ômega passaram, seu filho foi o primeiro a recebê-lo de braços abertos.
— Mamãe, você não está mais doente?
— Bem, eu não estava realmente doente, é uma condição normal dos ômegas.
— O que são ômegas? — Zade se esforçou para explicar, mas uma resposta vaga não servia e só gerava mais perguntas ao menino, como ele. Por que todos os ômegas ficam doentes assim? Ou como a doença dos ômegas pode ser curada? Ele agradeceu que a hora da refeição fosse anunciada, ele estava com muita fome e, pelo visto, o pequeno também, ele sabia que em algum momento teria que explicar isso a ele, já que Gale seria um alfa e não entenderia em primeira mão sobre os cios dos ômegas, mas pelo menos teria conhecimento disso para quando tivesse seu próprio parceiro.
Ele suspirou ao pensar nisso, Gale no romance morreu com apenas 18 anos e estava mais sozinho do que ninguém no mundo, embora ele se lembrasse de que havia alguém que tinha sentimentos por ele... Mas que se afasta dele depois de descobrir tudo o que ele fez.
— Eu me lembro, era o terceiro príncipe do país de Aço.
— Quem é ele, mamãe? — Gale ficou curioso sobre a pessoa que sua mãe mencionou.
— Ah, nada, eu estava apenas pensando em algo. — No romance, Gale também fica obcecado por aquele ômega, a ponto de sequestrá-lo e prendê-lo. Outra pessoa que Gale deve evitar na opinião dele, embora não tivesse que ser tudo ruim, ou sim? Ele queria que Gale tivesse uma boa vida, e se o relacionamento de Gale com aquele ômega pudesse ser diferente?
— Não, não, você não pode controlar a vida dele... Mesmo que no romance ele só tivesse um interesse romântico, Gale poderia até conhecer alguém melhor agora, seu destinado talvez.
— Mamãe, você está bem? — Agora eles só ouviam balbucios, já que Zade estava falando muito baixo.
— Sim, eu estava apenas pensando. (O mais importante é que eu possa criar Gale como uma boa pessoa, assim qualquer ômega bonito ou bonita verá o quão valioso ele é e conquistará seu coração.) embora ele também tenha que se apaixonar por um ômega à força, pode ser um alfa, beta ou o que quiser.
— Mamãe...
— Desculpe, querido, eu só vou comer. — Ou foi o que ele tentou fazer, já que ao levar o talher ao prato não encontrou nada.
— Ha, ha, ha, a mamãe está muito distraída. — Zade não pôde deixar de rir da travessura de seu filho, os criados por perto também riram, o café da manhã de repente se tornou uma refeição divertida com interações brincalhonas dos dois familiares presentes.
O dia terminou, Gale estava sendo coberto pelo ômega.
— Você me lê uma história? — Ele já estava com o livro na mão, não era um pedido, parecia mais uma exigência, embora muito terna e difícil de recusar. Zade se deitou ao lado da cama e pegou o livro. Gale, com um sorriso, deixou sua cabeça descansar no braço do ômega enquanto ouvia atentamente. Uma história se transformou em duas, visto que foi só no final da última que o menino adormeceu.
O ômega saiu fazendo o mínimo de barulho possível, já era esperado por suas guardiãs na saída.
— Alguma novidade? — As garotas queriam se reportar desde cedo, mas como ele estava ocupado com o pequeno duque, deixaram para depois.
— É sobre o assunto com sua família, nós já cuidamos. — Um leve arrepio percorreu a espinha do ômega, então ele perguntou exatamente a que elas se referiam.
— Todos estão mortos, mas não se preocupe, eles não vão investigar nada. — Zade ficou em silêncio por alguns segundos, basicamente ele havia dito isso, e uma parte dele estava feliz, ao mesmo tempo que sentia um pequeno gosto amargo, sentimentos estranhos, embora não sentisse nem um pouco de tristeza ou vontade de chorar.
— Bom trabalho, mais alguma coisa para relatar? — As garotas negaram, então Zade lhes desejou boa noite e foi dormir.
*
No país de Aço
Um belo alfa estava imerso no trabalho, enquanto ouvia seu secretário falar sobre todas as pendências e novidades que surgiram em sua ausência.
— Vossa Alteza, chegaram as informações com os detalhes da caça anual de monstros. — O alfa fixou seus olhos dourados em seu secretário, este pareceu um pouco nervoso e entregou o documento.
— Será em aproximadamente 6 meses no país de Praese, faz muito tempo que não vou caçar, ouvi dizer que a floresta próxima à sua cidade fronteiriça tem bestas inimagináveis.
— Com licença, Vossa Alteza, você está pensando em ir? — O secretário estava preocupado, o normal é que o rei escolha seus melhores guerreiros para representar seu país e eles compareçam, essa era apenas uma formalidade entre os 5 países que já estiveram em guerra, para mostrar respeito.
— Claro que irei, preciso de um pouco de ar, sem falar que não aguento mais minha mãe e suas pressões para que eu escolha uma esposa.
— Vossa Alteza, mas já se passou mais de um ano desde que você é rei, seu pai já era casado antes de reinar.
— Seus tempos e os meus eram diferentes, sem falar que ele morreu jovem, isso só mostra o quão difícil é o casamento, talvez mais terrível do que governar um país, não penso em me casar ainda. — O secretário suspirou, seu monarca havia voltado sua atenção para o convite para o evento de caça, ele tinha certeza de que agora não havia poder humano ou sobre-humano que o convencesse a não ir.
— (Mas muitas donzelas de boa família também comparecem a este evento, se tivermos sorte, Sua Alteza poderá se apaixonar por alguma e ficar noivo.) — O secretário sorriu, já que a pressão da rainha não era apenas sobre seu filho, mas também sobre ele, já que ela lhe pedia para falar bem de cada jovem que conseguia impressioná-la nas entrevistas que ela organizava.
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Atualizado até capítulo 95
Comments
Malia Tales
Provável.
2025-01-19
1
Da Silva Lopes Clinger
deu ruim vai se apaixonar pelo nosso amado ômega
2024-12-05
4