Os dias seguintes foram perfeitos e maravilhosos. Zade cozinhava para eles, brincava o dia todo com Gale sem preocupações. Não havia nada que pudesse arruinar aqueles momentos preciosos, ele tinha certeza disso até que…
—Senhor, voltamos. —Ele ficou feliz em vê-las e que não houvesse contratempos.
—Receio que devemos contradizer isso, não conseguimos encontrar o objeto em nenhum canto da mansão Villanueva.
—Como? —Zade acalmou seu temperamento. Gale dormia em seu colo, então ele respirou fundo antes de falar.
—Têm certeza de que procuraram em todos os lugares?
—Sim, até interrogamos alguns servos e parece que o duque tirou aquele objeto específico dos tesouros da família. Eles não têm ideia do porquê ou para quem.
—Então terei que fazer uma visita à minha infame família…
As duas garotas se entreolharam. Nenhuma delas sabia ainda da verdadeira identidade de Zade, mas suspeitavam. O ômega parecia jovem demais para ter 25 anos.
Zade deixou Gale em seu quarto e voltou com as garotas. Ele ainda estava pensativo. Teria preferido nunca mais vê-los, pelo menos não até que tivesse bem preparado o castigo para eles. As garotas notaram o quão perdido ele estava em seus pensamentos e aproveitaram disso.
—Senhor, quantos anos você tem? —Maty falou calmamente para não desconectá-lo completamente de seus pensamentos.
—17. —Ele respondeu sem hesitar e voltou à sua meditação, até que entendeu o que havia dito.
—Desculpe-me, o que eu queria dizer…
—Não importa se não nos contar os detalhes. Já sabíamos que você não era a verdadeira duquesa Solan, pelo menos suspeitávamos.
—Suponho que não adianta mentir. A verdade é que sou o filho mais novo da família Villanueva. Eles me venderam ao duque Brenath há dois anos porque não me queriam por eu ser um ômega. O duque me comprou para enganar a todos e esconder que havia assassinado sua esposa.
—Então você matou o duque?
—Sim. —Ele não hesitou em responder. Ele não queria que ninguém além dele soubesse que tinha sido Gale. Sabia que quando mais de uma pessoa sabia das coisas, mais difícil era guardar segredo.
—Planeja confrontar sua família para que lhe digam onde está o objeto?
—Sim, é isso que farei. Vocês encontraram a pessoa que pode cuidar de Gale?
—Sim, senhor. Ela estará aqui em algumas horas.
—Então se preparem, vocês irão comigo amanhã visitar os Villanueva. —A pessoa que as esposas recomendaram tinha sido seu aluno há alguns anos e, apesar da idade (15 anos), era muito forte e adequado para ser o guardião de Gale.
—Por favor, cuide bem dele, Xara.
—Assim farei, senhor. —Em seu primeiro dia, Xara, a nova guardiã, já tinha a responsabilidade de ficar sozinha para cuidar de Gale. Bem, não sozinha, toda a equipe, incluindo a dama de companhia de Zade e o mordomo Martin, também estariam lá…
Zade abraçou seu filho, que ele tinha em seus braços, e então se preparou para colocá-lo no chão.
—Gale, comporte-se com todos, está bem? —Ele foi agarrado com muita força pelo pescoço.
—Não, mamãe! Não vá! Vou ser bonzinho, não me deixe sozinho! —Depois de ver Gale assim, ele não queria mais ir. Ele o abraçou e o consolou.
—Gale, só vou comprar algumas coisas, volto em algumas horas. —A criança ainda não queria soltá-lo, mas o fez.
—Eu quero ir. Mamãe, posso ir? —Zade não queria colocar Gale na mira daquelas pessoas.
—Hoje não, mas prometo que amanhã iremos visitar a cidade e compraremos muitas coisas, tudo o que você quiser. O que acha? —Gale não concordou, mas assentiu. Ele deu outro abraço no mais velho e se afastou. As três pessoas entraram por um portal mágico e desapareceram. Gale apertou suas mãozinhas e sentou-se na grama.
—Sua mãe voltará em breve, pequeno duque, vamos. —Xara falou gentilmente e calmamente para a criança, mas…
—Não, vou esperar pela mamãe.
—Mas pode demorar horas, ela não pode ficar lá.
—Sim, vou ficar. —Ele cruzou os braços e olhou para o mais velho sério. O outro não teve escolha a não ser sentar-se ao lado dele.
—Então, posso ficar com você para esperar? —A criança assentiu. Martin ordenou que colocassem um guarda-sol naquele local, para proteger o duque do sol. Trouxeram cobertores e também suas refeições para lá. Eles esperavam que seu senhor estivesse em casa antes do jantar.
*
Com Zade.
A família Villanueva estava desfrutando do café da manhã em paz. Eles nem se lembravam do infeliz ômega que haviam vendido dois anos atrás.
Três figuras apareceram do nada, alertando a família. O duque chamou seus guardas, mas…
—Zade? —O rosto do homem foi uma poesia.
—Então você ainda está vivo. Não é tão fácil se livrar dos inúteis. A que devo a honra? —A expressão do homem à sua frente, assim como dos outros 3 membros da família, lhe causou tanta dor… As lembranças de tudo o que haviam feito Zade passar e as palavras horríveis que lhe dedicavam ecoavam em sua cabeça. A raiva que o ômega sentiu naquela época se tornou sua agora, e sua magia transbordou.
—Vim cortar sua cabeça, “pai”. —Uma criatura feroz com enormes garras e asas que pareciam o fio de navalhas perigosas apareceu e derrubou o alfa no chão. Ele mal conseguia mover a cabeça. Os outros presentes se moveram furiosos para atacar o garoto, mas suas bestas foram devoradas por uma segunda que já estava circulando.
—Não se apressem, vocês morrerão na ordem de importância que acreditam ter. —Ele pegou a espada que era símbolo de orgulho para o alfa da família e caminhou em sua direção. Ninguém podia acreditar no que estava acontecendo.
—Um ômega não pode nos superar. Isso não está acontecendo, não é possível. —A mais velha se sentia humilhada.
—Você ainda não acredita, querida mãe? Ah, esqueci-me. Um ômega miserável como eu não tem permissão para chamar a grande duquesa de mãe.
—Zade, pare! Você acha que vai sair impune se nos matar? —Quem falou foi sua segunda irmã.
—Claro, e mais, muitos me agradecerão. Ninguém neste mundo sentirá falta de vocês. —Ele ergueu a espada sobre a cabeça do pai. Foi exatamente assim que, no romance, Zade assassinou sua família desprezível. E embora estivesse tentado a fazê-lo, ele desviou a espada alguns centímetros, cortando parte do cabelo do mais velho. Ele deu uma risada zombeteira ao ver o quão humilhada e assustada estava a poderosa família Villanueva. Maty e Katly riram com ele.
—Vocês viverão um pouco mais, somente se concordarem em me obedecer. Caso contrário, os transformarei em alimento para minhas bestas aqui e agora.
—V-você não ousaria! Você é um ômega fraco e covarde! Não importa o poder que você obtenha, nunca deixará de ser apenas o lixo da grande família Villanueva… —Falou sua irmã mais velha, a mesma que havia feito o acordo com aquele duque e depois o comunicou aos pais.
—É verdade. Enquanto eu não lhes mostrar do que sou capaz, eles não me temerão. De qualquer forma, eu não os deixaria ilesos… Maty, traga-a. —A mulher, sem pensar duas vezes, arrastou a mulher pelos cabelos até Zade. Este a observava indiferente aos seus gritos e súplicas. Todos podiam saber que ela seria morta.
—Zade, por favor, não me mate! Estou grávida, por favor! Vou ter um bebê, não me mate! Farei o que você quiser, por favor! —O ômega olhou para ela com desprezo.
—Vocês não passam de lixo.
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Atualizado até capítulo 95
Comments
Da Silva Lopes Clinger
neste caso lixo gera lixo então mate ela kkkk
2024-12-05
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