Capítulo Vinte
Amélia
— Então e por isso que fugiu de mim, para virar uma vagabunda. — Ele diz segurando meu braço com força.
Eu estava paralisada ao ver Diogo em minha frente, senti meu estômago embrulhar, uma de suas mãos segurava meu braço com força e seu olhar sobre mim era assustador.
— Me larguei agora, não temos mais nada. — Digo puxando meu braço e ele não me solta.
— Solte agora minha amiga seu desgraçado. — Diz Kate me puxando.
Quando ela me puxou consegui me soltar e antes que ele falasse algo, eu e Kate praticamente corremos, saímos da balada e fomos pela rua sem destino, quando chegamos em um lugar mais tranquilo, parei para respirar e senti as lágrimas escorrerem pelo meu rosto.
Eu estava com medo, a forma que ele foi agressivo comigo me fez libertar memórias que eu não queria.
— Amiga, calma, vou chamar um Uber e vamos embora, esse imbecil não vai achar a gente. — Kate disse me abraçando.
— Estou com medo Kate. — digo a ela chorando.
— Calma Amélia, vamos resolver isso. — Ela diz já com o celular na mão.
Ela estava chamando o Uber quando vi seu celular cair no chão com tudo.
Olhei para sua direção e vi Diogo segurando minha amiga pelo braço.
— Não se meta entre mim e minha esposa sua vagabunda. — ele disse furioso.
Quando ia ir pra cima dele, vi o mesmo empurrar Kate com tudo pra parede, ele foi bem violento oque fez ela bater a cabeça com tudo e cair no chão desmaiada.
— Pelo amor de deus Diogo, o que você fez? — digo indo até minha amiga e tentando acordá-la.
Estava desesperada, as lágrimas no meu rosto desciam sem parar.
— Amiga, acorda por favor. — Digo tentando acordá-la.
Mas antes que fizesse isso senti alguém me puxando pelos cabelos.
— Você me abandonou, foi embora para outro país. — Ele diz me erguendo e colocando meu rosto de frente para o dele.
— Eu não fugi, eu me divorciei de você, você assinou o divórcio, porque agora está atrás de mim? — Digo em meio as lágrimas.
— Você não entende né Amélia, eu só te dei um tempo, eu tinha certeza que você voltaria pra mim, mas já deveria imaginar que a vagabunda da Kate ia fazer sua cabeça. — Ele diz furioso. — Você é minha, e sempre vai ser.
Antes que eu pudesse responder ele, alguém gritou com ele.
— Solta ela agora filho da puta. — O homem gritou e ouvi uma arma sendo destravada.
Diogo me soltou no chão e olhou para quem havia falado com ele. Assim que me virei para trás para ver o homem, meu corpo se arrepiou todo, era Francesco.
— Quem é você? Não está vendo que estou resolvendo assuntos com minha mulher? — Diogo diz e vejo seus punhos serrados, ele estava com raiva.
Francesco se aproxima de mim ainda com a arma mirada para Diogo, ele me ajuda a se levantar e abraço ele chorando.
— Você está bem meu anjo? — Ele pergunta sem me olhar.
— Estou, mas a Kate, ele machucou ela. — Digo.
— Quem é ele Amélia ? Seu amante sua vagabunda? — diz furioso.
— Se falar mais uma vez assim com a minha mulher eu te mato. — Francesco diz e sinto a raiva em suas palavras.
Diogo começa a rir e ouço alguns carros se aproximarem. Estava tremendo, não conseguia largar Francesco, estava com medo de acontecer algo.
— Se atirar em mim, meus homens matam você e as duas vadias. — Diogo diz.
Ouço passos pela rua e quando me viro tem três homens apontando armas para Francesco, Diogo está parado com as mãos no bolso, olhando para Francesco com ódio nos olhos.
— Você se acha esperto, mas não estou sozinho também, tente algo e estará morto. — Francesco diz e novamente ouço passos, só que agora atrás de nós.
— Vamos embora, patrão. — diz um dos homens de Diogo.
— Eu votarei Amélia, você é minha. — Ele diz e começa a andar para o carro.
Assim que eles entram o carro sai em disparada. Enfio minha cabeça no peito de Francesco e começo a chorar. Que merda estava acontecendo? Porque Diogo estava aqui? Como Francesco apareceu aqui? Como ele sabia onde eu estava?
— Meu anjo, calma, vai ficar tudo bem. — ele diz me abraçando com carinho. — Vamos embora.
— A Kate, precisamos ajuda-la — digo me soltando dele e quando olho para Kate, Angelo está com ela nos braços.
— Vai ficar tudo bem Amélia, temos que ir embora. — Diz Angelo.
Francesco me puxou novamente para seus braços e me guiou para um carro que estava do nosso lado, nem havia visto ele estacionar ali.
Assim que entramos ele me puxou para seu colo e me abraçou com carinho.
— Você está bem meu anjo? Ele te machucou? — Ele pergunta acariciando minha cabeça.
— Estou bem, só estou assustada. — Digo chorando.
— Eu tô aqui meu anjo, não vou deixar mais ninguém te machucar. — Ele diz e não sei o porquê, mas me sinto segura com ele. — Senti sua falta. — Ele fala baixinho.
— Também senti sua falta. — Digo baixinho.
Nesse momento apenas o abracei com mais força e apaguei em seus braços.
…
Acordei com uma luz forte no meu rosto, abri os olhos com dificuldade e logo os fechei por conta da claridade. Me virei para o outro lado e assim que abri os olhos notei que não estava no meu quarto, me sentei na cama sentindo meu corpo dolorido.
Olhei ao redor e não conhecia o lugar, coloquei a mão na testa e tentei lembrar o'que tinha acontecido, uma onda de lembranças da noite passada invadiram minha cabeça, me fazendo sentir uma dor de cabeça enorme.
Olhei para meu braço e o mesmo estava roxo, por conta do apertão que Diogo deu, olhei para meu corpo e não estava mais com meu vestido, usava agora uma camiseta preta grande.
Me levantei com dificuldade e assim que ia andar para abrir a porta, alguém entrou.
— Que bom que acordou minha querida, trouxe seu café da manhã. — Diz uma senhora.
Ela caminha até uma mesinha que havia na frente da cama e coloca a bandeja em cima.
— Me chamo Monalisa, é um prazer te conhecer Amélia, Francesco fala muito de você. — Ela diz com um sorriso no rosto.
Ela parecia ser uma mulher muito simpática, não senti medo ao vê-la.
— Bom…bom dia, onde…. É… onde estou? — Pergunto um pouco confusa.
— Está na casa de Francesco, ele já vai vir falar com você, agora pode tomar seu café e descansar, tenho certeza que a noite de ontem não foi uma das melhores. — Ela diz.
— Minha amiga, onde ela está ? — Pergunto me lembrando que Kate estava apagada quando entrei no carro.
— Kate está descansando, um médico veio vê-la e a mesma está bem, Angelo está com ela. Pode ficar tranquila. — Ela diz e sai do quarto.
Graças a Deus minha amiga estava bem, fiquei mais tranquila com isso. Me sentei na cadeira ao lado da mesa e observei a bandeja, haviam um sanduíche, algumas frutas e um suco que creio que fosse de laranja.
Peguei o pão e dei uma mordida, estava delicioso, terminei de comer e quando ia me levantar novamente a porta se abre.
— Bom dia meu anjo, como está se sentindo? — Francesco pergunta vindo em minha direção.
— Um pouco dolorida, mas bem, obrigada….por ontem. — Digo abaixando minha cabeça
Senti meus olhos queimarem e lágrimas teimaram a descer.
— Não precisa agradecer Amélia, faria qualquer coisa para te deixar bem. — Ele diz e levanta minha cabeça devagar com uma das mãos.
Olho para ele nos olhos e as lágrimas agora estavam escorrendo pelo meu rosto. Ele sem pensar me envolve em teus braços e me abraça.
— Vai ficar tudo bem. — Ele diz.
Não consegui mais falar nada, apenas fiquei ali abraçada com ele.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 52
Comments
Sueliane Alcantara
da logo um fim nele com seus amigos. esse verme
2025-02-22
1
Andressa Silva
que desgraçado 🤬😡🤬😡 esse Diogo
2025-02-17
0
Maria Sena
Eita, que agora a coisa complicou, o Diogo vai perseguir o Francesco por dois motivos. Um, pelo tio, principalmente se ele morreu mesmo. O outro por causa da Amélia, mas ainda bem que os meninos são mafiosos e vão dar um jeito nesse sujeitinho.
2024-12-01
2