Capítulo Onze

Catarine

Terminamos as cobranças e o pessoal pareceu satisfeito com meu trabalho. Os meninos se despediram de mim e foram falar com Pesadelo.

Fiquei parada olhando a pequena vista que tinha de onde estávamos, até que pesadelo me chama.

Subimos na moto e achei que ele estava me levando pra casa e então passou direto, falei com ele mas o mesmo disse que estava me levando a um lugar.

Chegamos à parte mais alta do morro, lá havia uma vista linda, sentei um pouco no banco ao seu lado e fiquei admirando o lugar, depois de um tempo me levantei e fiquei parada ali olhando, até que senti o mesmo segurar minha cintura. Na mesma hora me arrepiei, o'que ele estava fazendo, senti sua respiração perto do meu pescoço e ele sussurrou perto o suficiente pra me deixar mole. Na mesma hora me virei e saí dos seus braços, não podia fazer aquilo, estava em missão.

Peguei minhas coisas e sai andando, quando menos esperei ele me pegou pelo braço e me puxou com tudo pra perto dele, sua mão novamente veio a minha cintura e quando menos esperei, seus lábios tocaram o meu, apenas dei abertura e ficamos ali nos beijando. Que merda eu tava fazendo, quando ia soltar ele o telefone do mesmo tocou e parece que era sua mãe, ele me pediu um minuto e me deu um selinho, quando se virou não esperei muito e sai correndo dali, não podia ficar perto desse homem.

Desci o morro rápido e cheguei na minha casa, entrei e tranquei a porta. Sentei no sofá e coloquei as mãos na cabeça.

— Que merda Catarine! — digo a mim mesma.

Precisava ficar perto deles pra saber mais sobre as negociações e sobre o envolvimento com a máfia, mas ao mesmo tempo queria distância de William, se não minha missão estaria acabada.

Me levantei e fui até meu quarto, tirei a roupa e fui tomar um banho gelado, fiquei por um bom tempo ali, logo sai e me troquei, deitei na cama e não consegui parar de pensar no William, aí que merda, porque ele tinha que me beijar. Porque?

Depois de um tempo acabei dormindo.

….

Acordei novamente em uma sauna, hoje eu ia comprar a merda de um ventilador, porque meu deus que calor, me levantei e olhei no despertador e eram ainda 3h50. Fui até o banheiro e já liguei o chuveiro no gelado, tomei um banho e saí com meu despertador tocando, peguei o celular e desliguei ele.

Como tava calor demais resolvi colocar um shorts preto legging e uma regata branca, coloquei um cinto tático simples que pegava meu quadril e devia pra coxa, acoplei minha pistola e peguei meu fuzil.

Coloquei um óculos escuro e fui pra cozinha tomar um café, assim que terminei, olhei o relógio e já eram 04h40.

Sai de casa e peguei minha moto, subi na mesma e fui pra frente da boca.

— Como vai ? — perguntei pro vapor e ele me encarou.

— Vou bem, veio me cobrir de novo ? — ele pergunta me olhando de cima a baixo.

— Vim sim, foi tranquilo até agora? — pergunto me sentando no murinho perto dele.

— Foi sim, de madrugada é suave aqui. — Ele diz encostando na parede. — Nunca tinha visto uma mina como vapor.

— Pra tudo tem uma primeira vez né? — dei risada.

— Verdade. — ele da risada — prazer eu sou o Rick.

— Prazer, sou a Viúva Negra. — dou risada.

— Vulgo diferente. — Ele ri.

— Foi ideia do Bak.

— Já deu minha hora princesa, bom trampo e até amanhã. — Diz saindo.

— Até.

Me levantei e assumi meu posto. Fiquei um tempo até que vi os meninos subirem, ainda bem que só Bak e Ph estavam vindo.

— Agora ela tá com cara de Viúva negra mesmo. — Bak diz vindo me dar um abraço.

— Que isso garota, vai gravar uma cena de Tomb Rider ? — ele diz caindo na risada.

— Oi meninos, não começa não Ph. — digo rindo.

— Vai almoçar com a gente hoje ? — Bak pergunta.

— Não sei meninos, tô precisando comprar um ventilador e vou na hora do almoço. — digo e eles me encaram.

— Se tá vivendo todos esses dias sem ventilador loca ? — Ph fala me encarando.

— Sim, estou cozinhando todos os dias. — Digo rindo.

— Você e maluca só pode. — Bak fala.

— Bem vamos entrar, qualquer coisa e só chamar. — Ph diz indo em direção a boca.

Bak também foi com ele e fiquei ali parada fazendo meu serviço.

O tempo foi passando e nem sinal do Pesadelo, isso me deixava aliviada, pois não queria ver ele no momento.

Meu horário deu e o menino que me cobria já tinha chegado, dei tchau pra ele e fui até minha moto. Quando estava colocando meu capacete, Pesadelo chegou e parou a moto ao meu lado.

Merda! Merda!

Subi na moto e abri a viseira do capacete. Ele tirou o capacete e me encarou.

— Boa Tarde, fugitiva. — Na mesma hora senti minhas bochechas arderem.

— Boa tarde, desculpa por ontem. — Digo dando um sorriso.

— Fica em paz, foi tranquilo hoje ? — ele pergunta.

— Foi sim, ninguém apareceu e os meninos já estão aí.

— Amanhã você tá de folga e domingo também, não esquece, sábado tem baile, vai ser lá na quadra.

— Tá bom, te vejo lá então. — Dou um sorriso e fecho a viseira e dou partida na moto.

Ainda bem que foi uma conversa tranquila, esse homem me causava arrepios.

Desci o morro e parei em uma loja de eletrodomésticos, entrei e fui pegar um ventilador. Fui até o caixa e paguei e saí da loja.

Subi na moto de novo e fui pra casa, assim que cheguei na porta, Ph e Bak estavam me esperando.

— Foi mesmo comprar o ventilador né? — Ph da risada.

— Fui, o que vocês querem em ? — Pergunto descendo da moto.

— Ta grossa em. — Bak diz e eu viro os olhos.

— Trouxemos almoço pra você. — Ph diz levantando uma sacola com três marmitas.

— Aí que amor de vocês dois. — Digo indo abraçar ph. — Entrem aí, mas já falo logo que não tem nada, vamos ter que revezar talher. — digo rindo.

— Falei pra você que ela era pobre. — Ph diz dando risada pro Bak.

— Cala a boca e entra logo. — Digo dando um tapinha no seu ombro.

Os meninos entraram e se sentaram no sofá, entreguei um talher para cada um e me sentei no meio deles.

— O que é isso meninos ? Tá delicioso.

— Falei que ela ia gostar, é feijoada. — Bak diz olhando pro Ph.

— Já ouvi falar, mas nunca tinha comido. — digo saboreando cada garfada.

— Como é lá na Rússia ? — Bak pergunta.

— É bem legal até, mas bem frio onde eu morava, acho que é por isso que não tô me acostumando aqui com esse calor doido. — Digo me levantando para colocar as coisas na cozinha.

— O'Que se fazia lá além de ser segurança? — Ph pergunta.

— Treinava sempre, por conta da profissão, e umas duas vezes modelei também, mas não é pra mim, gosto de emoção. — Digo e os meninos dão risada.

— Nunca tinha visto alguém ser tão pequena, e ser tão braba. — Diz Bak.

— esse é o lado bom, as pessoas quando me vêem, não dão nada pra mim, então abaixam a guarda e é nessa hora que eu me mostro. — digo voltando a se sentar do lado deles.

— Você tem um ponto, tenho que concordar. — Bak diz pegando celular. — Bora Ph, o chefe tá chamando. — Ele diz e Ph se levanta também.

— Foi bom o almoço, obrigada Viúva. — diz Ph dando um beijo na minha testa.

Os meninos vão embora e eu vou pro meu quarto, pego o celular e ligo pro meu irmão.

Ligação On

— Oi maninha, como estão as coisas?

— Acho que estão indo bem.

— Fala oque aconteceu, se tá estranha.

— Porque você me conhece tão bem ?

— É um dom. — ele da risada.

— O dono do morro.

— O'Que tem ?

— Ele me beijou ontem.

— Eita, quando falamos que era pra você se aproximar, não era assim. — ele solta uma gargalhada.

— Para seu idiota, eu até corri dele coitado. Não posso sair do foco da missão.

— Isso é verdade maninha, toma cuidado em e vê se não vai se apaixonar.

— nunca me apaixonei, e não é agora que isso vai acontecer.

— Quero só ver, vou desligar agora tchau.

— tchau irmão.

Ligação Off

Vou tomar um banho e me trocar, quero dar uma volta no morro.

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Comments

Edileusa Dias

Edileusa Dias

vc já bota apaixonada e ainda não percebeu kkkkkk

2024-08-12

5

Andressa Silva

Andressa Silva

acho que já tá se apaixonando kkkk

2024-04-09

4

Marcia Oliveira

Marcia Oliveira

espero que o.moço que vai vim de fora para ajudar o pantera não seja da família de Catarina

2024-02-27

2

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60 Capítulo Sessenta
61 Capítulo Sessenta e Um
62 Capítulo Sessenta e Dois
63 Capítulo Sessenta e três
64 Capítulo Sessenta e Quatro
65 Capítulo Sessenta e Cinco
66 Capítulo Sessenta e Seis
67 Capítulo Sessenta e Sete
68 Capítulo Sessenta e Oito Pesadelo
69 Anúncio sobre fim do livro
70 Capítulo Setenta
71 Capítulo Setenta e um
72 Capítulo Setenta e Dois
73 Capítulo Setenta e Três
74 Capítulo Setenta e Quatro
75 Epílogo
76 Oiê meus amores
77 oIe amoreees
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