Paulo oferece para levar Sebastião onde ficava o estacionamento que o carro de Rubi havia ficado, próximo de onde ele havia socorrido ela, de alguma forma Paulo sente dó de Sebastião, e os dois vão conversando a caminho do local, agora Paulo está a par da história toda.
Paulo: Então é isso, você era o motorista que se apaixonou pela filha do chefe...e tudo resultou em tragédia...
Sebastião: Sim Paulo, Bruce, ele achava que eu queria namorar, casar com sua filha por interesse no dinheiro dele, e não era nada disso, eu consegui me estabilizar na vida, tive ajuda sim da Rubi, minha esposa, mas sou hoje um advogado renomado e reconhecido no país inteiro.
Paulo: Agora eu entendi tudo! Deus é grande cara! Ele fez tudo isso para nos colocar no caminho um do outro novamente para eu rever o que fiz! Te peço perdão por aquele soco.
Sebastião: Tudo bem! Eu faria o mesmo se visse minha esposa sendo abordada por um estranho no meio da rua, você é evangélico? Eu noto que fala muito em Deus, bíblia? Sua esposa também?
Paulo: Evangelico ... Não, protestante, evangélico é o que almejo ser e é o que todo mundo pode ser, seguir o evangelho à risca, seguir Cristo, eu tento, mas ainda não me considero...
Sebastião: Eu ia convidar você para tomar uma cervejinha, então o amigo não bebe não é?
Paulo: Não! A bebida já me destruiu uma vez, sou protestante, porque busquei a Deus uma solução para o vício da bebida, tive um período difícil na minha vida, separei da minha primeira esposa, meu filho até hoje tem raiva de mim por conta de meu passado.
Paulo conta sua história para Sebastião também... Cada um com sua tragédia pessoal, Paulo é um homem que venceu o vício da bebida, e Sebastião é um homem que tem problemas com o álcool.
Eles chegam ao local do estacionamento.
Paulo: Pronto! Foi aqui!
Sebastião: Muito obrigado Paulo, e por favor aceite uma ajuda, o combustível que você gastou!
Paulo: Não! De forma alguma! Fica como uma reparação pelo soco que te dei!
Sebastião tira do bolso um cartão de visita...
Sebastião: Paulo, este é meu cartão, aqui tem meu telefone do escritório e o meu número pessoal, no dia que você precisar de mim... Não hesite em me procurar, e peça desculpas a sua esposa por mim.
Paulo: Depois que você me mostrou a foto da Estefânia, eu acreditei na sua história, que Deus te abençoe meu amigo!
Sebastião desce do carro de Paulo e vai pegar o carro da esposa no estacionamento.
Paulo pega o cartão e o amassa, abre o vidro do carro, mas não consegue jogar fora, ele desamassa e coloca no porta luvas do carro.
Pensativo Paulo se lembra do dia que encontrou Sabrina caída na praia, com um corte na cabeça, muito machucada, naquela época, Paulo tinha saído de casa a pouco tempo, e morava em um pequeno barraco, temendo ser acusado de ser ele o responsável por ser o agressor, já que ele tinha passagem pela polícia por agressão doméstica, ele levou a mulher para sua casa e cuidou dela ele mesmo.
Quando ela acordou, disse que se chama Sabrina, e não lembrava de mais nada, temia sair de casa, Paulo que havia começado a frequentar a igreja, começou a levar ela, os dois acabaram se envolvendo e casaram, permanecendo juntos até hoje.
Paulo: Então é isso.... Sabrina é Estefânia! Aconteceu alguma coisa.... Algo aconteceu... E ela perdeu a memória, Deus! Que eu faço? Me ilumina Senhor! Me dê uma direção, pai!
Enquanto isso, na Delegacia, Gusmão chega na sala de Durval.
Del Durval: Gusmão, filho, me desculpe chamar você aqui, bem quando ainda está se recuperando do seu braço, mas você é o único policial qualificado para o caso, preparado para agir em qualquer circunstância.
Gusmão: Eu amo meu trabalho, senhor, e tenho uma dívida com o senhor desde aquele dia em que ainda menino vim pedir ajuda ao senhor... Quando meu pai agrediu a minha mãe....e eu já não sabia o que fazer... Desde aquele dia tenho gratidão e respeito a sua pessoa no nível máximo.
Del Durval: Fico muito agradecido Gusmão, tenho você como um filho, sua mãe, onde ela estiver, deve ter muito orgulho do homem que você se tornou... Mas sente-se filho, quero lhe passar a visão do caso envolvido.
Durval conta para Artur que os únicos envolvidos atrás de Sara não eram aqueles que foram pegos, e sem que houvesse mais pessoas atrás dela, porém de origem desconhecida.
Durval: Gusmão... Pense bem... O padrão de atuação deles.... Dos que agiram no cemitério, e dos que agiram na perseguição a vocês.... O carro que você tomou deles é um carro roubado de outra cidade, que já mandei averiguar....
Gusmão: O senhor tem razão! Mas como descobriu isso?
Durval: A florista me contou que apenas tinham participado da tentativa no cemitério, e não tinham nada haver com a outra que teve perseguição, foi juntar os pontos, o armamento que tinha na perseguição, a perícia dos envolvidos...
Durval diz a Gusmão que ele deve voltar a colar em Sara, pois tudo pode ter ligação com Bruce, o avô de Sara.
Durval: O avô de Sara, era envolvido com tráfico de informações, construiu toda a fortuna dele de maneira ilícita, com pirâmides financeiras, contrabando de informações e tudo que possa imaginar, ele comprou a justiça por anos para arquivar os muitos processos que haviam contra ele.
Gusmão: Mas Sara fala do avô com tanto carinho, de forma tão... terna...
Durval: Bandido do portão para fora, homem exemplar para a família... Ou vice-versa, as pessoas geralmente usam máscaras para se apresentar como é conveniente, e usam meios de se manter no poder que você não faz ideia, mexer com gente poderosa exige muita coisa envolvida, enfim, temos que proteger Sara, e não há homem mais capaz disso que você! Já tenho uma medida protetiva que eu mesmo solicitei, e você pode começar de já se quiser.... Conto com você?
Gusmão: Sim Senhor!
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Atualizado até capítulo 68
Comments
Marilena Yuriko Nishiyama
nossa o avô de Sara não era tão santo quanto a neta fala dele,humm tem muita coisa para descobrir ainda sobre o avô da Sara 🤨🤨
2023-11-16
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