Era madrugada, e apesar do cansaço, Sara não conseguia dormir, seu corpo estava cansado, mas sua cabeça fervilhava de ideias, a respeito de seu pai, a respeito de seu avô, e as informações que ela obteve eram todas demasiadamente controversas, o conforto de sua cama, havia ajudado a relaxar o seu corpo, mas sua cabeça não deixava que ela dormisse.
Sara então se levanta...
Gusmão estava em alerta na sala, os policiais do lado de fora, a insistência de duas tentativas de sequestro naquele dia, fazia um grande mistério que não tinha resposta, afinal por quê queriam levar Sara? Esta pergunta não saia da mente de Gusmão.
De Repente ele escuta pancadas ecoando pela casa vindas do interior da casa, Gusmão se levanta e vai atrás do barulho, em um quarto mais ao fundo da mansão, havia uma sala, uma pequena academia com tatame, aparelhos de academia, e um saco de pancadas, era neste saco de pancadas que Sara estava descarregando todo o seu estresse.
Gusmão: Muito bom! Você realmente é muito boa nisso, nem parece uma garota mimada e rica!
Ela para ofegante de espancar o saco de pancadas.
Sara: Não sou uma garota, sou uma mulher! não sou mimada, apenas não gosto de ser contrariada, e não tenho culpa de ser rica, não pedi para meu avô me deixar uma fortuna de bilhões de dólares! Se quer saber, eu preferia competir, que ser CEO de uma empresa, quando visto meu kimono, e subo no tatame, ai sim... Me sinto eu de verdade, mas sei que abrir mão de ser CEO da empresa, poderia colocar dezenas de pessoas, pais de famílias, jovens e pessoas com sonhos no olho da rua, então tento conciliar os dois...
Gusmão então percebe que Sara, não era exatamente como ele imaginava, não era uma mimada apenas... Era uma mulher de bom coração, meio dura, mas talvez isso fosse devido sua disciplina e treinamento.
Gusmão: Então você ficou sem sono, e veio descontar no saco de pancadas, em uma bela estrutura aqui, melhor do que a da delegacia, onde treinamos combate.
Sara: Nossa! Vocês treinam combate? Por isso conseguiu se soltar de mim naquela hora! Krav magá? Ou estou enganada?
Gusmão sorri...
Gusmão: Perfeito, senhorita! Krav magá! A arte da defesa pessoal, estilo de luta criado em Israel, eu sou o instrutor da polícia também, treino os policiais
Sara sorri... E o sorriso de Sara, faz Gusmão entender tudo... Ele tira o revólver da cintura, tira o sapato... Os dois sobem no tatame...
Sara: Eu quero ver se você é bom é agora, que golpear o outro primeiro... Vence...
Gusmão: E vencer, significa ganhar o que? E depois eu não golpeio mulheres...
Sara: Uma pena, pois eu sou uma mulher que golpeia homens, e vencer significa não apanhar! Diz ela indo com tudo para cima de Gusmão.
Sara ataca com socos e chutes alternados, que Gusmão consegue esquivar e bloquear alguns....
Sara: Não vai atacar? O grande instrutor da polícia não é capaz de deter uma rica e mimada?
Gusmão então bloqueia os golpes de Sara e imobiliza ela.
Gusmão: O que você está tentando provar? Qual o significado disso?
Sara : Quem disse que você ganhou?
Ela se solta dele, e o arremessa no chão, e fica por cima dele, mas antes de golpear ele, Gusmão consegue segurar suas mãos... Eles ficam cara a cara, rostos próximos, e ofegantes... De repente parece que a adrenalina deu lugar a uma outra coisa, Gusmão fica Exitado embaixo de Sara, ela ao perceber, sai rápido de cima dele.
Gusmão: Desculpa! Eu... Não sei... Olha, foi involuntário....
Sara: Você fica assim treinando os policiais também? Que tipo de instrutor é você?
Gusmão: Claro que não!, além do mais, como eu poderia me segurar nestas coisas, uma mulher linda igual você! Em cima de mim, tão perto assim! Eu sou homem tá!
Ao ouvir Gusmão a chamando de bonita, ela fica corada, nenhum homem até hoje tinha tido coragem de falar aquilo, de se aproximar dela daquele jeito.
Sara joga uma garrafa de Água para Gusmão.
Gusmão: Obrigado, e me desculpe... Mas você é extremamente habilidosa viu! Fiquei impressionado, nenhuma mulher na polícia tem as suas habilidades.
Sara: E pela sua ereção, parece que nenhuma é tão atraente quanto eu não é?
Gusmão se engasga com a água, Sara sorri, sorri muito dele... Ela havia por um momento esquecido de tudo de ruim que havia acontecido com ela naquele instante.
Sara: Obrigada! Você é bem legal, desculpa se eu fui meio chata no começo, mas acho que nem que te agradeci por me livrar dos sequestradores sem me colocar em risco, meu avô dizia que um lutador deveria ser forte vencer uma batalha inevitável, e sábio para evitar uma batalha, pois quando duas pessoas lutam uma sempre se machuca!
Gusmão: Seu avô, era um homem muito sábio, não é mesmo? Então... é verdade que você descobriu que tem um pai hoje?
Sara fica calada...
Gusmão: Me desculpa, não é da minha conta isso... Diz ele se levantando, pegando sua arma e colocando na cintura.
Sara: Espera! Eu acho que vai ser bom, falar com alguém sobre isso.
Gusmão senta-se no tatame e Sara também...
Sara: é uma longa história, quem era o meu pai, era um mistério enorme para mim, eu vim descobrir hoje quem ele é, lembra do escritório e você me levou?
Gusmão: De Sebastião Herrera?
Sara: Sim ele mesmo, ele é o meu pai!
Gusmão fica surpreso, Sara lhe explica que segundo Sebastião, ele viveu um relacionamento escondido com sua mãe Estefânia, e que seu avô Bruce desaprovava, e que tudo culminou em Bruce interceptando os dois durante uma fuga, que Bruce atirou em Sebastião, e o tiro acabou acertando Estefânia sua mãe....
Sara fica confusa, demonstrando tristeza, angústia...
Gusmão: Sua mãe faleceu por isso?
Sara: Não, ela faleceu anos depois, eu tinha uns 3 anos de idade, não lembro de muita coisa, pra falar a verdade, não lembro nem mesmo de minha mãe morta, nem de velório, ou coisas desse dia, acho que meu subconsciente bloqueia minhas memórias...
Gusmão estranha a princípio, algo parecia estranho naquela história, estranho demais e cheio de segredos.
Sara: Você deve achar que sou uma louca não é? Com tantos traumas na minha vida.
Gusmão: Eu cresci com pai e mãe, meu pai era um bêbado, que chegava em casa abusando, batia muito na minha mãe, eu tinha muita raiva, o ódio, e o sentimento de impotência foram me consumindo por dentro, eu fui crescendo e tentava proteger minha mãe, até que começamos apanhar os dois juntos... Meu pai não colocava nada em casa, eu num ato de desespero fui pedir ajuda na delegacia, o delegado Durval, que hoje é meu chefe, ele me acolheu, deu uma prensa em meu pai, que ficou tanto medo que fugiu, até hoje, não faço ideia de onde ele foi, ou sequer se ainda está vivo, segui carreira de policial, e se hoje sou o que sou o que sou, devo ao delegado Durval.
Sara: Somos mais parecidos do que pode parecer...
Gusmão : Sim!
Os dois agora se olhavam com respeito, e de forma diferente do que era no início... Gusmão via pela primeira vez em Sara, um olhar terno e gentil.... Seu coração começava a sentir um carinho por ela, e ela igualmente por ele.
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Atualizado até capítulo 68
Comments
Babi
hummm
2024-02-02
1
Ameles
será que.mãe está viva
2024-01-25
1
Fabiana Fernandes
Aí que fofo estou amando
2023-11-23
1