Cap X

Gusmão tranquiliza Sara que o tiro havia pego apenas de raspão, não era nada para se preocupar.

Sara: Meu Deus! Eu estou nervosa! Estou com medo de tudo isso!

Gusmão: isso é algo grande e engenhoso, vamos para a delegacia! No caminho explico tudo!

Os policiais haviam ido com o homem baleado para o hospital da polícia, Gusmão levou Sara com ele para a delegacia,  seu ferimento era leve, o tiro pegou de raspão, sem causar ferimento grave.

Sara: Gusmão! E o seu braço?

Gusmão: Não se preocupa tá bom, eu vou ficar bem, apenas arde um pouco, mas não é nada! Vem comigo!

Eles entram no carro, e seguem até a mulher das flores, Sara fica sem entender nada, mas Gusmão desce do carro,com a arma apontada para ela, e o distintivo da polícia na outra.

Gusmão: Polícia! Nem pense em correr!  Eu sei que está envolvida numa quadrilha de sequestros!  Mão na cabeça! Agora! Você vai comigo para a delegacia e vai explicar tudo direitinho...

Sara : Não pode ser... Eu... Não acredito! Só pode ser um pesadelo!

Gusmão coloca a algema na florista e a leva para o carro com as mãos algemadas...

Gusmão: Sara, você dirige! Eu fico de olho na nossa vendedor de flores pilantra, na delegacia ela vai abrir o jogo...

Gusmão troca de banco com Sara que assume o volante, já que dirigir estava incomodando o braço machucado de Gusmão.

A florista se chamava Célia, era a mesma que Sara comprava as flores todos os dias , Sara até mesmo já havia ajudado ela algumas vezes, como da vez em que Sara havia até mesmo ido na casa dela, da vez em que o barraco havia caído e Sara havia lhe dado uma casa.

Célia estava muito envergonhada dentro do carro, e chorava muito.

Sara: Porquê Célia? Me diga por quê? O que eu fiz para você? Só te ajudei! Compro  suas flores há anos! Ajudei com sua casa quando você estava triste aquela vez por conta da enchente!

Célia: Senhorita, me desculpa por favor! Eu.. Eu nunca quis fazer mal a você! Eu fui obrigada!  Fui ameaçada!

Gusmão: Ótimo! Vejo que está disposta a colaborar! Isso vai facilitar e muito o trabalho do delegado Durval.

Quando Gusmão chega na delegacia com Sara e Célia, vão até a sala do delegado, e Gusmão explica tudo para o delegado.

Gusmão: Senhor, havia uma verdadeira quadrilha enviada nisso tudo, Sara ia para o cemitério visitar o túmulo do avô, a florista passava as informações para alguém que acionava os outros, passando informações de com quem ela vai, se estava só ou acompanhada, e por falta de treinamento, de vivência Sara não percebia certas sutilezas.

Durval: Muito bem Gusmão! Não esperava nada além do sucesso! Vindo de você!

Gusmão: Muito obrigado senhor, eu felizmente, tive um grande professor! Devo toda minha perícia ao senhor.

Durval: Muito bem! Agora vamos ao interrogatório.

O delegado começa a interrogar Célia, que só chorava muito... Estava bastante nervosa, a ponto de ter uma crise de nervos.

Durval: Escute senhora...  Eu percebo que não participou disso por iniciativa própria, deve ter sido persuadida para isso, então, se abrir o jogo e contar tudo, será melhor para a senhora, lhe daremos total proteção, e isso irá atenuar e muito a sua pena.

Gusmão do lado de fora da  sala, encontra Sara triste  tomando um copo de água, ela estava fragilizada com tudo que havia acontecido até então.

Sara ao ver Gusmão, abandona a sua pose de forte pela primeira vez, e abraça aquele homem que ela aprendeu a confiar mesmo em tão pouco tempo, e abraça Gusmão.

Ali Sara desaba de vez em lágrimas, por mais forte, rica e poderosa que fosse, Sara era uma mulher, uma mulher forte, mas uma mulher, homens ou mulheres, todos tem sentimentos,  todos tem  seu momento de fragilidade.

Sara: Gusmão,eu não fiz mal a ninguém! Nunca fiz mau nenhum! Eu sei que sou arrogante, mandona... Mas se eu não puder ajudar, prejudicar as pessoas, é que eu não faria.

Gusmão: Eu sei disso Sara, escute, você não deve mudar de ideia sobre ajudar quem precisa apenas por causa de um episódio como este, há muitas pessoas pelo mundo afora, que precisam de ajuda, da ajuda de pessoas como você que pode fazer muito por quem tem muito pouco. Tenho certeza que vai ficar tudo bem!

Durval sai da sala e chama as equipes de policiais. Era o momento de prender o chefe daquelas tentativas de sequestro.

Durval : Gusmão, cuide da senhorita, você já resolveu todo o caso, está ferido, descanse! Vamos agora mesmo pegar o verdadeiro cabeça por trás de tudo isso!

Sara: E quem é? Quem está por trás de tudo isso?

Durval: Quando eu chegar, terá todas as respostas senhorita!

Um dos policiais leva a florista para a cela, e ela ao ver Sara pede novamente perdão...

O delegado vai com um grupo de policiais, e Gusmão fica com Sara na delegacia.

Sara: Vamos ficar aqui? Não vamos fazer nada?

Gusmão: Fazer nada? O delegado vai resolver o problema, vamos esperar aqui.

Sara: Esperar? Ele pode dar ordens a você! Não a mim! Diz ela saindo,.

Gusmão segura no braço dela.

Sara: Me solta Gusmão, eu não vou ficar aqui!

Gusmão: E você sabe onde fica ? Para onde ir? Não né! Como eu pensei!

Célia estava atrás das grades, numa cela só, Gusmão e Sara vão ao seu encontro, ela começa a chorar e pedir perdão.

Sara: Eu exijo Célia! Me diga quem está por trás de tudo isso? Se realmente deseja que eu lhe perdoe, me diga quem é o mandante!

Célia fica pensativa e senta-se no chão ...

Enquanto isso, na casa de Sebastião, o pai de Sara,  ele e Rubi sua esposa tomavam café da manhã, e falavam a respeito de Sara.

Rubi: Então? Quando vai ver sua filha novamente? Ela parece muito com a mãe?

Sebastião: Não quero sufocar e nem pressionar ela, agora sem a presença do avô, acho que vamos acabar nos entendendo, Sara é uma garota, posso ver isso, embora tenha um jeito meio duro, ela lembra muito Estefânia, sua mãe.

Rubi: Entendo, bom... Torço que dê tudo certo entre você e sua filha, só lamento que não tenha sido capaz de lhe dar uma filha, todas as nossas tentativas terminaram em aborto.

Sebastião: Não se cobre em relação a isto, sabe que amo você e nunca cobrei nada por causa disso, poderíamos ter adotado uma criança se queria tanto ser mãe.

Rubi: Não! Adotar não! Jamais !

Sebastião: Não gosto dessa sua resistência quanto a adoção de um filho, este seu orgulho, Rubi... Isso não é bom.

 Neste momento, alguém bate na porta deles,  Luccia a empregada vai abrir a porta e toma um susto ao se deparar com os policiais.

Sebastião: Lúcia! Quem é?

Os policiais entram e vão até onde eles estavam.

Policial:  Sou o comandante Edgar, tenho um mandato contra  sua esposa! A senhora Rubi Herrera! Queira nos acompanhar até a delegacia, por favor!

Sebastião: Isso deve ser algum engano! Só pode!

Rubi tem uma crise de ansiedade e começa a passar mal e desmaia na hora.

Na delegacia, Sara e Gusmão têm a informação de quem era a pessoa por trás de tudo, deixando-os impressionados.

Sara: Não pode ser! Não acredito!

Célia: Sim senhorita, é ela! Ela está por trás de tudo isso!

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Comments

Valcinete Barbosa

Valcinete Barbosa

Que ótimo eu gosto de estórias assim, que não enrola só em um problema, e depois vem logo outro p ser resolvido muito bom 😊

2023-11-28

3

Marilena Yuriko Nishiyama

Marilena Yuriko Nishiyama

é Rubi bem feito para ti,agora é saber o motivo,apesar que seria por ciúmes e tbm por ganância talvez ,mas enfim a casa caiu para vc Rubi sua cobra peçonhenta 🐍🤬🤬

2023-11-16

3

Aldenice Costa

Aldenice Costa

a casa caiu sua cobra venenosa disfarçada de boa mulher

2023-11-15

0

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