Cap. 20

...Amara Follen...

Já se passavam das sete da manhã, quando o barulho dos pássaros na janela, acordaram Amara. Assim que ela abriu os olhos sentiu-se renovada, afinal, foi a primeira boa noite de sono que ela teve em dias.Ela caminhou até uma das janelas e a abriu para permitir assim, que o ar fresco circulasse no quarto, afinal o local tinha um forte cheiro de mofo e poeira. Amara caminhou até o pequeno banheiro que havia no quarto com o intuito de tomar um longo banho quente, porém assim que ela abriu a torneira para encher a banheira, os sons de ar percorreram por todo o cano, fazendo com que ela levasse um grande susto, ela se sentiu frustrada quando água que saiu pela torneira tinha um forte odor e uma coloração duvidosa, e já que não havia uma maneira de se lavar no momento, ela optou por procurar algo para comer.

A garota desceu pela enorme escadaria, e pode admirar com mais clareza o interior do enorme castelo, era de fato uma construção belíssima, ela atravessou a enorme sala de jantar que continha uma mesa tão grande que ela mal podia contar as cadeiras ao seu redor, o gigantesco lustre acima da mesa dava um ar de elegância ao local, o grande arranjo de flores no centro da mesma exalava o seu perfume por todo o cômodo, uma porta estreita no canto da parede dava acesso a cozinha, Amara pegou um pouco de comida na geladeira e comeu alegremente.

— Os lobisomens não lhe ensinaram o básico? Posso sentir o seu odor a quilômetros daqui. Perguntou Vicent franzindo a testa.

Amara que estava com a boca cheia de comida, se sentiu extremamente envergonhada,ninguém nunca havia falado algo do tipo para ela.

— Me desculpe, mas não havia água no banheiro, a encanação está velha e enferrujada.

— Entendo, vou mandar arrumarem. Respondeu Vicent enquanto caminhava em direção a geladeira de frios onde pegou uma bolsa de sangue e a serviu em duas canecas.

— Isso é para você. Indagou o homem enquanto oferecia uma das canecas a garota.

— Eu me sinto bem no momento, não precisão tomar isso agora. Respondeu a garota com a cara enojada, pois ainda não havia se adaptado ao forte gosto do sangue.

— Você precisa criar uma rotina de ingerir uma quantidade satisfatória diariamente, você deve manter sobe controle o seu lado vampira, e não deixar que ele te controle. Explicou Vicent já sem paciência.

Sem opção, Amara tampou o nariz com os dedos e tomou vários goles da bebida a sua frente.

— A partir de hoje eu ficarei responsável pelo seu treinamento, tenho certeza de que você se sairá bem, afinal, você é uma Moriarty.

— Treinamento? Perguntou Amara com as sobrancelhas arqueadas.

— Sim, você precisa dominar suas novas habilidades. E que fique claro, eu não pegarei leve com você só por ser da família.

Me encontre na parte de trás do castelo assim que você terminar de comer.

Ordenou Vicent enquanto se retirava da cozinha.

Amara sentiu um nó se formar em sua garganta ao ouvir Vicent se referir a ela como família, uma grande emoção invadiu seu peito e naquele momento, ela se sentiu feliz.

[...]

Assim que Amara chegou a parte de trás do castelo, ela ficou impressionada com o enorme campo de treino montado, com toda a certeza os vampiros tinham uma rotina de treino muito mais pesada do que a dos lobisomens, havia tantos objetos naquele lugar que ela não sabia nem qual era a finalidade de muitos, o único objeto familiar para ela, era um arco e flecha, e uma mini besta que estavam lado a lado.

— Impressionante não é mesmo? Perguntou Vicent com um semblante orgulhoso.

— Sim.

— Agora vamos deixar a conversa para depois. Pegue isso.

— O que é isso?

— Uma adaga, nunca viu uma antes?

— Eu nunca usei uma antes.

— Você nunca usou uma adaga antes? O que aqueles cães peludos te ensinaram?

Esqueça, não importa o que eles te ensinaram. Seu objetivo e tentar me ferir com essa adaga, quero que me mostre seus movimentos de ataque e defesa, entendeu?

— Sim.

— Comece.

Amara não sabia qual seria a melhor formar de atacar um vampiro do nível de seu tio, a única coisa que ela podia fazer era andar em círculos procurando um ponto fraco, porém Vicent parecia mais uma fortaleza, sua única opção seria usar sua velocidade ao seu favor, com isso em mente ela avançou de forma rápida em direção a Vicent e desferiu seu primeiro ataque,, mas assim como ela, o vampiro de postura imponente se movia de maneira rápida, e desviou habilmente de seu ataque, e retalhou no momento seguinte cortando a pele da garota. Amara gemeu de dor e não demorou muito para ela sentir um líquido quente escorrer pelo seu cotovelo, e seguiu- se assim durante todo o confronto entre os dois, enquanto Vicent continuava com uma aparência impecável, Amara se apresentava de forma miserável, em suas roupas haviam pequenos cortes provocados pela adaga, em seu corpo havia sangue seco por toda parte, por sorte sua pele regenerou-se de forma rápida, já não havia cortes, mas seu corpo já estava cansado, de fato, ela não era páreo para o grande Vicent Moriarty.

— Você é a pior vampira que já pisou nessa zona de treino. Você é lenta, sua defesa é horrível e seu ataque, nem sei se isso deve ser chamado de ataque.

— Me desculpe, prometo que aprenderei rápido.

— Não se desculpe, afinal, a culpa não é sua por ser ruim, você não tem culpa de ter tido um treinamento horrível.

Você já está dispensada, volte amanhã no mesmo horário.

...Brandon Scott...

Brandon já não estava suportando a ansiedade em seu peito por não ter notícias do paradeiro da Amara, por mais que ele tentasse lutar contra seus pensamentos ele sempre se via perdido em memórias dos dois juntos, ele se lembrava vividamente da figura da garota deita nua em sua cama, assim como se lembrava dela assumindo as características de uma vampira, ele não sabia se o que ele sentia era, rancor por ela o ter enganado escondendo suas origens, ou se era somente uma necessidade de ter ela ao seu lado.

Desde o dia em que ele a rejeitou como sua companheira, seu lobo sempre se manteve agitado em seu peito, porém estava em silêncio. Ele estava perdido em seus devaneios quando fortes batidas na porta chamaram sua atenção.

— Alfa Brandon, é uma prazer revê-lo!

— Linkon? Já faz alguns dias desde a sua partida, você a encontrou?

— Nós a encontramos na divisa do território real, eu não sei explicar como as coisas aconteceram, só me lembro de encurralar Amara, e depois voltar para o castelo.

— Você não se lembra de como chegou aqui?

— Não, nenhum de nós lembramos.

Mas tenho certeza de que ela procurou abrigo no clã dos vampiros.

— Tudo isso é muito estranho, talvez ela já tivesse um plano para quando ela fosse descoberta. Eu preciso descobrir qual era o real objetivo dela ter vivido ao nosso meio por tanto tempo, tenho certeza de que ela deve ter passado inúmeras informações sobre nós.

— Más, e o Lian? O que ele disse?

— Nada de útil.

— O que você quer fazer a respeito? Não podemos invadir o clã dos vampiros.

— Eu preciso pensar, tenho certeza que ainda vou encontrar uma maneira de fazer ela pagar por tudo.

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Comments

Ana Regina Fernandes Raposo

Ana Regina Fernandes Raposo

ELE TÁ QUERENDO JUSTIFICAR UA COISA QUE NÃO TEM MISTÉRIO. ELA ERA BEBÊ E TODO BEBÊ E INOCENTE MESMO VAMPIRO. E UM IMBECIL ORGULHOSO, HORAS CASA LOGO COM A MEGERA E TENHA LINDOS FILHOTES TÃO IRRITANTES QUANTO ELA.

2024-01-29

2

Patricia Fonseca

Patricia Fonseca

nossa que burro ele não tá pensando direito 😢

2024-01-22

0

Kaline Oliveira

Kaline Oliveira

pagar o que o idiota.

2023-12-26

4

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