Naquele dia Cabuloso e Ruivo saem da casa possessos de raiva, mas não podiam falar e nem fazer nada. Retornam para a casa e aproveitam para organizar a transferência da carga.
Ruivo: Na boa véio aquelas dona não respeita a gente.
Cabuloso: Cara fica de boa logo elas vaza daqui.
Ruivo: Mas a gente precisa delas mano para transferir essas armas.
Cabuloso: Calma mano, daqui a pouco a gente volta lá e resolve isso, não vou me estressar com isso não cara.
O dia se passa e Manuella pede para informar que poderiam vir pois já estavam mais tranquilas, os dois demoram quase uma horas mais vão até lá.
Ana Júlia: Então qual era o assunto que tinham para falar com a gente?
Ruivo: A gente precisa transferir uma carga de armas. Precisamos da ajuda de vocês.
Manuella: Gente eu posso ajudar, mas sou melhor com facas, armas de longo alcance não.
Cabuloso: Mas o que precisamos é que vocês ajudem na escolta, sendo mulheres não vão desconfiar que estão com a gente e podem pegar de surpresa caso tentem nos roubar.
Ana Júlia: Nesse caso eu topo e você Manu?
Manuella: Eu vou também. Quando vai ser isso?
Cabuloso: Amanhã a noite, a gente sai, retornamos pela madrugada. Vocês podem ir lá escolher as armas que querem usar.
Ana Júlia: Vamos então depois do almoço, precisamos de um carro filmado e blindado, o meu não é.
Ruivo: Isso é de boa.
Ana Júlia: Então aproveitamos para discutir a rota, ou já está com ela aí?
Cabuloso: Já temos todo o esquema, não precisam se preocupar.
Manuella: Precisamos sim, se vamos à paisana queremos saber a rota e tudo que pode acontecer, não é assim não.
Eles não haviam levado o mapa com a rota, por isso combinaram delas irem ao dia seguinte para que pudessem ver e estudar uma possibilidade de mudança numa emergência.
Cabuloso: Verdade e Giulia, chega semana que vem, o grupo irá se reunir no próximo final de semana, precisamos juntar tudo que temos já terminou aqueles cadernos?
Ana Júlia: Ainda não, vou pedir pro Nego me ajudar com as siglas.
Ruivo: Eu posso fazer isso, você vai para a boca e fica lá.
Ana Júlia: É muita coisa para tão pouco tempo.
Ruivo: Mais vai ter que dá certo.
Estava tudo já combinado, no dia seguinte Manuella e Ana Júlia se reuniram com eles para ver o trajeto escolhido, como conhecia bem a cidade Ana Júlia conseguiu traçar no mapa um rota alternativa em caso de fuga, o que Ruivo e Cabuloso não haviam pensado.
Aproveitaram para escolher as armas e pegar a munição necessária para o que iriam fazer, Cabuloso conseguiu coletes para as duas e um carro blindado, apesar daquele tipo de coisa não ser aceito pela facção diante de tantas dúvidas em quem poderiam confiar, não tinham outra alternativa.
Quando chegou a noite as duas estavam se arrumando para sair, quando Ana Júlia entra no quarto de Manuella, as duas se abraçam.
Manuella: Não importa o que aconteça hoje, não desça do carro.
Ana Júlia: Não vai acontecer nada, temos preparação para isso.
Manuella: Vamos provar para esses caras quem nós somos.
Elas caminhavam, desceram as escadas e entraram no carro... fora da casa Cabuloso, Ruivo e seu pequeno grupo já as esperavam.
Ana Júlia
***FOTO ILUSTRATIVA***
Manuella
***FOTO ILUSTRATIVA***
Elas baixam os vidros e avisam, que fariam um trajeto diferente para não levantar suspeita se encontrariam no local de retirada das armas num horário estabelecido.
Os carros saem da comunidade separadamente, e seguiam o caminho sob a forte observação dos homens, cada um que se aproximava era motivo de suspeita, o sucesso dessa operação manteria a segurança e sucesso da proteção do grupo.
***Narrado por Manuella***
Seguíamos o caminho alternativo Ana Júlia na direção eu estava atenta a cada carro suspeito, no horário marcado estávamos próximas ao local, ficamos a alguns metros de distância e com a ajuda de um binóculos fiquei acompanhando toda transferência da carga que levou quase 20 minutos.
Meu coração batia acelerado e olhava para Ana Júlia que mal piscava segurando no volante com o carro ligado pronto para sair.
Assim que recebemos o sinal demos uma volta pelo quarteirão, estava tudo sobe controle, enviei o sinal para Cabuloso que respondeu avisando que estavam saindo, no total éramos 3 carros todos com pessoas armadas, apenas o nosso tínhamos só nós duas.
Tudo corria bem, até que um carro suspeito e mais dois em ruas paralelas apareceram simultaneamente, olhei para Ana Júlia e avise.
— Acho que temos problemas.
Ana Júlia: Está preparada?
— Sim.
Chamei Cabuloso no rádio e o mesmo me alertou sobre os carros, seguimos pelas ruas e eles vieram atrás de nós, me ajoelhei no banco e abaixei o vidro o suficiente para colocar minha arma.
Como o planejado, os carros passaram por nós sem desconfiar que estávamos no mesmo comboio, vejo um homem sair apontando o fuzil, miro e atiro.
Logo um tiroteio se inicia nas ruas a caminho da comunidade, vejo homens gritando entre eles um com sotaque, conseguimos cercar os carro, Ana Júlia pede que eles façam o caminho alternativo, passando por ruas mais estreitas, assim evitaríamos um cerco.
Eram muitos tiros e parecia que a munição que tínhamos não seria o suficiente, até que nos aproximamos da comunidade, subimos o morro a toda velocidade, devido ao horário não havia ninguém nas ruas, nós saímos de trás do comboio para tentar surpreender o inimigo.
Ana Júlia dirigia rápido e pelo rádio escutava os gritos de Cabuloso e Ruivo tentando entender o que estávamos fazendo.
— Espero que saiba que está fazendo ou eles vão comer nosso fígado.
Ana Júlia: Você não viu um dos carro saindo para dar a volta? Tenho certeza que vai tentar fechar na entrada da casa de Cabuloso, por aqui chegamos primeiro.
E foi exatamente que aconteceu, quando Ana Júlia chegou um carro com dois homens apareceu logo em seguida, ficamos frente a frente com eles, ela desligou o carro, pegou sua pistola e nós duas começamos a atirar.
Um deles desceu e ela ao contrário do que combinamos desceu e correu atrás dele e eu gritei, desci também e mirei no que estava no volante.
— Desço do carro filho da put@
O homem começa a falar em espanhol ....
— Este no es su problema, señora, mejor váyase (Isso não é problema seu dona, melhor vazar)
— Cierra la boca y ponlo ahí. (Cala sua boca e encosta ali.)
Em pouco tempo o carro que trazia as armas chega, Ana Júlia volta com o homem ferido a bala e com as mãos amarradas, pela aparência dela parece que os dois brigaram, mas isso questionaria depois.
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Atualizado até capítulo 52
Comments
Márcia Jungken
Manuella e Ana Júlia arrasaram 👏👏👏
2024-11-10
0
Ana Shirly Amorim Lima
Adorando tudo kkkkkk cada capítulo uma surpresa Autora ainda bem que não sofro do coração porque tem hora que só fato ter um treco kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkklllll
2024-03-26
2
Eliane Nani
uhuuuu amando essa história 👏👏👏👏
2023-10-27
3