***Narrados por Manuella***
Assim que Ana Júlia viu a movimentação no meio daquela muvuca, logo observei entre os caras armados o Andrei e apontei para ela.
Ana Júlia: Já sabe que fazer certo?
Naquela hora eu sabia que não tínhamos muito que pensar, saímos pelos fundos, um dos seguranças tentou me barrar, vi o exato momento que ela passou por trás dele e apenas o empurrei, dentro do camarote vi todos aqueles caras pegando suas armas e as moças se abaixando tentando se proteger dos tiros que mas pareciam um campo de guerra.
Entrei no barraco onde havia escondido as armas e as munições, entrei para Ana Júlia, ao lado do camarote havia uma escada, eu subi e ela deu a volta, eu tinha uma visão privilegiada, mirei naquele filho da put@ e pude ver que ele me viu acertei sua testa. Logo alguém começou a atirar de volta e me deitei tentando me proteger, me arrastei até poder descer dali e entrei no camarote.
Assim que passei pela porta Cabuloso veio até mim, foi nesse exato momento que um homem entrou e o acertou no ombro, ele se apoiou em meu corpo e atirei acertando o traidor.
O coloquei no chão e ele ficou o tempo todo olhando para mim, larguei minha arma e rasguei sua camiseta para ver o estrago que o tiro tinha feito.
— Fica calmo, pegou no ombro, pressiona aqui está bem?
Cabuloso: Eu não posso morrer, dona.
— E não vai, pode confiar, por enquanto precisamos esperar toda essa confusão acabar para te levar daqui.
Virei algumas mesas para que ele ficasse protegido, peguei minha arma de volta e me posicionei próximo à janela, lá embaixo parecia um filme de terror e eu só pensava em Ana Júlia.
Me escorei na parede, minha respiração estava ofegante, nunca me imaginei numa cena como aquela, durante os treinamentos os campos eram muito parecidos, aquilo, mas estar vivenciando aquilo com balas de verdade, era outra coisa.
Tentava controlar minha respiração e minha ansiedade, ao mesmo tempo me preocupava com Cabuloso, afinal de contas salvar vidas era minha profissão, escutava ele me chamar e fui até lá.
Cabuloso: Dona, está aí ainda?
— Fica quieto, por favor, continua pressionando que logo sairemos daqui, eu prometo.
Logo alguém chuta a porta, era um homem alto armado, ele olha para Cabuloso ali no chão e ri
— Acabo pra você meu chapa, tú é um homem morto.
— Não se eu estiver aqui seu filho da put@
Atiro novamente, carrego minha arma e arrato aquele homem que era bastante pesado para o lado, olho para Cabuloso que estava com os olhos arregalados.
Cabuloso: Dona cê é maluca.
— Cadê seu camaradas? Não é assim que chama?
Cabuloso: Devem estar tudo lá embaixo.
— Ah, tá bom, fica quietinho então, me dá sua arma, porque minha munição acabou.
***Narrado por Ana Júlia***
Peguei as minhas duas pistolas e as munições e coloquei no bolso, sabia que vir de calça foi a melhor opção, vi Manuella subir as escadas e resolvi dar a volta pelo camarote, logo de cara encontrei com um cara armado quando ele pensou em atirar eu já estava com ele na minha mira, não pensei foi um tiro certeiro.
Desci correndo entre a multidão, olhei para o lado e Ruivo me viu a parecia não acreditar ao me ver com uma armada.
Ruivo: Tá loka ou o quê?
Apontei para ele que arregalou os olhos e atirei, acertei um cara que estava no bar, pronto para dar um tiro pelas costas.
— De nada!
Era tanta gente armada e outras tantas correndo tentando se proteger que não dava para saber quem era da facção ou não, então usei a segunda tática, me aproximei de Ruivo, aquele que mirasse nele eu matava.
Me joguei dentro do bar, ele já estava lá, acredito que no momento que fez isso acabou se cortando, estava carregando minha arma.
Ruivo: Eu acho que perdi a minha pistola.
— Pegue a minha tenho outra.
Ruivo: Com quantas armas você anda?
— Se está achando ruim é só devolver.
Ruivo: Nossa, que delicada.
— É um prazer te ajudar, meu querido. Achei que era uma festa entre amigos.
Ruivo: Eu também, viu o Cabuloso?
— Deve estar com a Manuella, não se preocupe, está em boas mãos.
O tiroteio não cessava, levantei e vi quando dois homens todo tatuado e falando em russo passaram, sinalizei para Ruivo e atiramos ao mesmo tempo.
Logo ouvimos as sirenes da polícia e precisávamos sair dali quanto antes, subimos pelas escadas do camarote, logo vimos Manuella e Cabuloso, o ajudamos e nos embrenhamos pela mata, segundo Ruivo havia um local onde eles poderíamos nos abrigar até que a polícia fosse embora.
— Pensei que a facção tivesse um acordo com esses caras.
Ruivo: É claro que temos, mas também não pode ser assim tão descarado né dona, assim tá tirando nóis né.
***De volta a narradora***
Após se abrigarem Manuella pode com mais calma olhar o ferimento de Cabuloso, ela apoiou a cabeça dele em seu colo.
Manuella: É a bala saiu, só preciso limpar e saturar, aqui nesse lugar tem algum kit de primeiros socorros?
Ruivo: Tem sim.
Ana Júlia: Até que horas vamos precisar ficar aqui?
Ruivo: Daqui a pouco já podemos sair, um dos nossos envia uma mensagem, informando que a barra tá limpa. Agora me explica como entrou com essas armas?
Ana Júlia: A gente foi mais cedo, esconder.
Cabuloso: Então era isso que estavam fazendo lá?
Manuella: Era, agora cala boca, senão faço uma flor nesse ferimento seu para aprender.
Cabuloso: Hei dona debocha não aí.
Ruivo: Uma flor kkkkk
Ana Júlia: Deixa eu ver esse corte aí, vai.
Ruivo: Isso não foi nada dona, relaxa.
Ana Júlia: Eu estou super relaxada, querido, agora me logo essa mão.
Ruivo: Depois de hoje vocês ganharam nosso respeito, morô.
Ana Júlia: Acho bom, porque tenho uma proposta para você.
Já era quase cinco horas da manhã quando eles saíram do esconderijo, Cabuloso estava um pouco febril, por isso Manuella sugeriu que o levassem para sua casa, ao chegar na base um dos olheiros informou a Ruivo que um dos invasores teria sido encontrado ainda com vida e que estava sendo mantido no quarto de tortura.
Ana Júlia pediu que pudesse acompanhá-lo para poder interrogar ele usou como desculpa o fato do homem não falar uma só palavra em português pois a facção não aceita mulheres no grupo.
Assim ela foi com ele, e o que descobriria através daquele homem seria o início de mais uma difícil investigação e uma grade dúvida quem seria o novo X9 e porque a facção queria os homens de verdade fora do jogo?
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Atualizado até capítulo 52
Comments
Márcia Jungken
ainda bem que Manuella e Ana Júlia perceberam que tinha invasores e conseguiram ajudar Flávio e Fernando 👏👏🤔
2024-11-10
0
Gessymara Torres
eita tô achar ele mole ,
2024-10-10
0
Eliane Nani
Arrassando Autora👏👏👏👏👏👏❤️❤️❤️❤️
2023-10-27
2