Caminhamos até a lanchonete conversando sobre a escola, na lanchonete, falamos sobre Los Angeles, Alec me contou algumas de suas viagens com sua irmã.
— Bem já está ficando tarde, amanhã temos aula.
—Eu poderia ficar aqui a noite toda com você, que não me cansaria!— Sorrio. Alec era bastante carismático.
—Vamos ter que deixar para uma próxima vez.— Pondero.
—Que bom saber que teremos uma próxima. — Mal sabe ele que era o que mais desejava.
— Você é uma boa companhia Alec!
—Ah que pena, achei que fosse meu charme avassalador.— Brinca Alec — Vou te acompanhar até seu carro.
Já no carro,paro em frente a porta do motorista me virando para despedir, mecho nas chaves apreensiva, torcendo que ele entenda meu sinal de interesse.
— Obrigado pela noite. — Nos encaramos.
— Acho que poderia ter feito melhor.— Alec faz correta colocando as mãos nos bolsos.
—Eu gostei de tudo, de verdade... Até do filme para falar a verdade. — Ele sorri timidamente.
— Vou confiar em sua palavra.— Alec avança lentamente até meu rosto, meus lábios chegam a tremer. Mas ele repousa um beijo sereno em minha bochecha.
—Boa noite, Alec! — Sorrio brevemente entrando no carro.
— Boa noite. Até amanhã!— Assinto ligando o carro.
É seio? Acho que interpretei errado. Melhor deixar para lá e focar nos meus problemas. É Sophie foque nas suas esquisitices e no fato de você poder lançar objetos com a mente.
☆゚.*・。゚☆゚.*・。゚
—Desculpa o atraso mãe! É que depois fomos comer. — Dou um sorriso preguiçoso.
— Dessa vez eu vou deixar passar.— Ela ri— E aí, como foi?
—Vimos um filme de suspense, ou melhor, romance gótico, mais sadomasoquista que gótico. Enfim, foi legal.— Reviro os olhos.
—Hmmm... E? — ela ergue a sobrancelha me olhando.
—Depois comemos na lanchonete em frente e conversamos, conversamos e conversamos bastante. Nada mais. — Dou de ombros.
— E foi tudo? — Me questiona gesticulando.
— Foi mãe, nem um beijo, nem uma carícia no rosto, muito menos um flerte, nada.
—Okay! Ele deve ser tímido ou respeitoso. Já gostei desse garoto.
— Respeitoso mãe, sério? Eu acho é que ele não queria mesmo. Além do mais, tenho coisas mais importantes para me preocupar... Boa noite..— Beijo seu rosto e subo as escadas correndo.
— Boa noite querida!
Me jogo na cama mexendo no telefone, há várias mensagens e ligações de um número desconhecido. Leio um por um, um é de Dominic com o endereço as outras eram basicamente;
" Atende o telefone!" "Porque você não atende? Você está me ignorando?" "Sophie, por favor atende a porra do telefone "
... E por aí vai.
Retorno para o número em questão, chama duas vezes e a pessoa atende.
— Ah, graças aos deuses, Sophie! — É Trevor. Qual o problema dele?
— Que droga é essa? E posso saber como conseguiu meu número? — Trevor pigarreia antes de responder.
— Com Sara, eu fiquei preocupado com você ! — Rio de escárnio.
— Você precisa de um psicólogo,não acha não? Você sabia que 99,9% dos adolescentes tem Encontros?— Ele suspira bufando.
— Sua idiota, eu realmente fiquei preocupado com você saindo com aquele.... — sua voz é áspera e levemente alterada.
— Para quem não gosta de mim e não quer minha amizade, acho que você se esforçar bastante, não é Trevor? — Minha raiva aumenta a cada som de sua voz.
— Achei que já tínhamos passado desta conversa. — Sua voz passa a sensação de decepção no timbre.
— Não sei, acho que não ficou claro pra mim. Quer saber Trevor, vai se ferrar. E espero que tenha uma péssima noite , seu idiota! — Ouço um rosnado.
—Sophie nem pense... —Desligo o celular.
—Já desliguei,imbecil! Como ele consegue ser tão... huuuurrrr... E me tira tanto do sério?
Respiro profundamente diversas vezes para me acalmar, tiro minhas roupas e me deito.
No dia seguinte ao estacionar, Trevor já estava me esperando na vaga. Logo pela manhã, vou ter que aguentar as ladainhas deste imbecil?
— Ele só podo estar de brincadeira comigo.— Desço batendo a porta, passo por ele o ignorando.
— Você desligou na minha cara, é sério? —Dou de ombros.
—Não me importo.— Continuo andando.
— Sophie,não seja infantil e vamos conversar. — Reviro os olhos.
— Qual parte do vai se ferrar, você não entendeu, Trevor?
Ele me pega pelo braço e me puxa até o armário das vassouras, o local mau cabe nós dois, ficamos muito próximos, menos de um palmo de distância. Encaro seu rosto trincando os dentes.
— Para de ser tão irritante garota.— sinto seu hálito quente, o cheiro de hortelã de sua pasta dental. Sem falar em seu perfume levemente amadeirado.
—Você me irrita, sabia disso? — Bato em seu abdômen.
— Eu não te entendo, nem um pouco garota. — seus olhos desenham cada linha de meu rosto.
—Você é irritante, grosseiro, prepotente— seu rosto se aproxima cada vez mais perto—e ... e — Meu corpo reage a sua aproximação, sinto meu coração desparar.
— Termina a frase! E ? —ele diz sussurrando, enquanto eu fico olhando seus lábios carnudos.
— Arrogante, é isso! — Subo meu olhar para seus olhos.
— Só queria saber como você estava, nada mais marrenta. Eu realmente fiquei preocupado.
— Eu não sou marrenta. E se v-você...
Ele se aproxima dos meus lábios lentamente e nossos lábios quase se tocam, o ambiente parece mudar rapidamente, meu coração parece que vai sair pela boca, minha respiração fica pesada e sinto um enorme calor. Quando nossos lábios quase se tocam, somos interrompidos pelo sinal do início da aula.
— Ótimo. — Trevor rosna.
—Obrigado pela conversa super produtiva, senhor Belmont, mais eu passo!
Saio do armário batendo a porta, ando pelo corredor olhando ao redor, tentando ver se alguém percebeu que havia saído do armário de vassouras.
— Meu Deus o que foi aquilo? Eu quase beijei o Trevor. Mas eu senti um calor tremendo vindo dele. Será que ele queria aquele beijo? — Balanço a cabeça tentando voltar a mim. — Não, foi só a adrenalina da discussão, apenas isso.
Entro na sala e me sento respirando fundo. Na hora do intervalo ele não para de me olhar, chego a ficar sem graça.
O que me conforta é que a única aula juntos hoje é educação física e não ficaremos juntos, pelo menos, assim espero.
Já na aula de educação física, tento ao máximo ficar longe de Trevor, mas não consigo deixar de olha-lo as vezes.
—Faremos pares hoje. — diz o professor. — Trevor você é responsável pela Sophie!
— O quê? Porr...Fala sério . — Coopera comigo destino, natureza ou sei lá que seja.
— Parece que não vai adiantar muito fugir de mim! —ele fala se colocando ao meu lado.
— Isso não significa que somos obrigados a conversa! — Franzo o cenho.
—Eu nunca conheci uma garota, tão teimosa e irritante como você!— Ergo as sobrancelhas.
— Isso é um elogio, vindo de você Quarterback. — Cruzo os braços.
— Sophie, não adianta, eu não vou retrucar, se é isso mesmo que você quer ! — Trevor respira fundo.
— Não estou nem aí, garoto!— Ele sorri. — O que é este sorrisinho na sua cara? — Faço careta gesticulando com o dedo.
— Você fica uma gracinha nervosa, sábia? — Trevor pisca com um sorriso assanhado.
Como ele consegue me destabilizar em uma frase?
— Guarde isso pra você. — Respiro fundo balançando a cabeça.
A aula começa e no meio do horário eu caio torcendo o tornozelo. Trevor ao me ver no chão, corre até mim rapidamente.
—Se machucou? — Se agacha olhando meu tornozelo. —Ele realmente está preocupado?
—Aí , ai dói! Qual é? — ele acaricia meu tornozelo.
—Vou te levar até a enfermaria! Professor —ele grita— Sophie torceu o tornozelo vou leva-la a enfermaria!
— Sem desvios ok, Trevor! — Trevor me envolve me pega em seus braços com tanta facilidade, que fico impressionada.
— Nossa, você toma bomba ou o que? —ele ri.
— Eu me cuido, obrigado! — Seu corpo é bem definido. Sinto seu abdômen com a mão sutilmente, sem dar muito na cara.
—Você está me carregando como se tivesse carregado a bandeja da cantina.— ele morde o lábio.
— Você não é pesada. Mas se passar um braço no meu pescoço, vai ajudar! — seus sorriso se abre e ele sabe o que aquelas covinhas causam em mim.
—Até parece que vou cooperar com você! — desvio o olhar.
—Não sei se você percebeu, mas suas tentativas de me afastar só está me deixando ainda mais perto! — bato em seu abdômen, que por sinal é bem duro.— Ai!
— Eu não tenho sorte mesmo.
— Chegamos, marrenta! — Trevor me coloca na cama delicadamente.
—Já pode ir. — Cruzo os braços, ele arqueia sobrancelha.
— Não é bem assim que funciona, tenho que ficar e por nada gracinha. — balança meu queixo com a mão.
— O que aconteceu? — pergunta a enfermeira.
—Ela torceu o tornozelo! — ele responde sem deixar eu falar. Como é atrevido a pessoa.
— Acho que sei falar por mim! — Suspiro.
— Deixa eu dar uma olhada querida! —Ela meche em meu tornozelo, gemo de dor apertando a mão de Trevor sobre a cama. —Foi só uma leve torção, vou passar uma pomada enfaixar, amanhã estará nova em folha .
*
Ela faz o que disse e me dá uma despensa da aula e outra pra Trevor.
— Parece que não vai se livrar de mim hoje! —ele sorri mostrando sua satisfação—Vou te levar pra casa!
—Não precisa Trevor eu consigo dirigir!
—Sem discussão Sophie! — diz com autoridade
—Mas e seu carro?
— Eu volto aqui pra buscar depois, não se preocupe comigo!
— Tudo bem! Já vi que fugir de você não está adiantando mesmo! — ele ri
Ele me coloca no carro e seguimos para casa, ele entra e me coloca no sofá se sentando.
— Está confortável?
—Ótima , obrigada pela ajuda!— ele ergue as sobrancelhas
—Já não era sem tempo!
—Viu como me provoca! Você não é nada fácil sabia!—ele ri
—Eu sei que as vezes não facilito pra você!
—Que ótimo, ele sabe! Que Droga!
—O que foi? — ele segura meu pé
— Não é isso! Eu tenho uma reunião hoje a noite!
—Remarque! Simples!
—Não dá! É da turma de mistiscismo.
—Eu te levo! — ele sorri erguendo a sobrancelha
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Atualizado até capítulo 81
Comments
Nayde Melo Vasconcelos
Eu já decifrei, Alec é um vampiro, o Trevor é um lobo e a Sarah é uma bruxa. A Sophie é uma híbrida filha de uma bruxa com um lobo
2024-01-14
3
Rozineide Oliveira
está marrenta vai acabar se apaixonar por ele
2023-09-25
2
Silvia Araújo
estou muito curiosa,kkkk
2022-10-31
1