# Música do capítulo: " Lindsey Stirling — Shartter me "
Trevor me leva até o estádio da escola, sentamos na grama no meio do campo.
— Se sente melhor? — Trevor segura minha mão com os olhos fixados aos meus.
— Estou sim, a dor já passou! Obrigada por me tirar de lá rápido! —Seu sorriso se abre. Adoro ver suas covinhas.
— Sophie, o que mais aconteceu de diferente? — Indaga Trevor preocupado. O que ele saberia que pudesse me ajudar?
— Meus olhos mudaram de cor, e posso ouvir super bem! Tenho alguns sonhos de algo que já aconteceu ou que ainda irão acontecer! — Ele olha para o lado como se pensasse em algo.
— À distância?
—Sim, porquê, Trevor? — Sua expressão se torna mais séria. Trevor sabe algo, com certeza ele sabe. Mas o quê ele saberia que eu não saiba?
— Se eu te levar em um lugar, para descobrir mais, você iria? — Ele aperta minha mão com firmeza.
— Por favor, não me diz que vai levar em uma cartomante ou algo parecido.
— Adivinho? Claro que não.— Trevor cai na gargalhada.
— Onde então?
— No ancião da minha tribo. Talvez ele possa ajudar!
— Ele é o quê, um sábio ,ou algo do tipo?
—Tipo isso! Mas antes tenho que pedir permissão a ele, por você ser...
— Cara pálida? — Ele gargalha se jogando para frente. — Fico feliz em te fazer gargalhar desta forma.
— Eu ia dizer forasteira, mas pode ser!— Ele morde o lábio inferior. — Você me faz bem.— Seus olhos brilham, como se a felicidade estivesse estampada neles. Gosto quando estamos assim.
— Então é verdade que vocês são descendentes dos Cheyenne? — Indago desviando o olhar.
— Somos sim,tem muita coisa que você não sabe, mas eu também não posso contar! —Há firmeza em suas palavras, algo me diz que há muito mais por trás disso.
— Eu odeio segredos. Mas se não pode me contar eu intendo.
— Eles não são meus para contar à você. — Trevor fala olhando minhas mãos e entrelaça nossos dedos.
— Eu intendo, de verdade!— Fui sincera em cada palavra.— Obrigado pela força.
— Acho que mesmo não querendo estamos nos tornando amigos.— Sorrio mordendo os lábios inferiores.
— De certa forma. — Nossos olhos se encontram e se ficção. Ficamos alguns segundos em silencio nos olhando.
— Eu acho seu sorriso lindo, sabia? — Trevor quebra o silencio, me sinto quente e Imagino que minhas bochechas já se ruborizaram completamente.
— Assim você me deixa sem graça. — Ele sorri mordendo os lábios.
— Acho que já podemos ir para a próxima aula! — Trevor se levanta estendendo a mão.
— Eu preciso pegar minha coisas na sala de biologia.— ajeito minha roupa.
Nós voltamos à sala e pegamos nossas mochilas, não tinha ninguém apenas o zelador limpando a bagunça.
Sigo para a aula de economia onde me sento perto de Sara, ela parece fria e distante.
— Sara. — ela não responde, me ignorando completamente. — Está tudo bem?
—Não muito. Mas depois conversamos.— suspiro.
— Okay! — À frieza com que ela me tratou, me diz que alguma coisa está errada.
A aula termina e Sara é a primeira a sair, eu acho estranho o comportamento dela, mas pode ter acontecido alguma coisa que eu não saiba. Enquanto caminho pensativa, tendo entender o que ouve, se fiz alguma coisa de errado para Sara estar fria e indiferente comigo. Acabo me esbarrando em alguém, minhas coisas caem todas no chão, se espalhando em meio ao corredor. Me agacho para apanhar os objetos, sem olhar em quem esbarrei.
— Desculpe, eu sou meio desatenta. — Apanho as coisas com rapidez, focando os objetos ao chão.
— Eu sei bem disso. — Ele diz aos risos. Não teria como, é muita falta de sorte ou sorte até demais.
— Alec? — Nos levantamos e Alec me entrega os objetos. Qual a possibilidade de sempre estar esbarrando nele?
— Está indo para o refeitório? — Seu toque é frio mas sinto o tempo parar.
— É, eu ia sim! Porém era só para passar o tempo, estou sem fome. — Como ele pode ser tão lindo assim?
— Que tal darmos uma volta? — Meu coração parece querer sair pela boca.
— C-Claro! — Minha voz chega a falhar. — Deixa eu só guardar minhas coisas no armário e podemos ir.
— Tudo bem! — Ele sorri enquanto me olha de cima a baixo. — Esta encantadora hoje senhorita.
— Obrigada.
Seguimos até os armários conversando ,guardo minhas coisas e saímos do prédio. Caminhamos nos arredores da escola.
— Você me disse que mora só com sua mãe, e o que ela faz?— Ele coloca as mãos nos bolsos da calça.
— Minha mãe é esteticista.Ela tem um consultório no centro. E você e sua família, o que fazem? — Não consigo deixar de olha-lo,é como se um ímã me puxasse, atraísse meus olhos em sua direção.
— No momento é apenas Selene e eu, apenas estudando. Nosso pai é um apostador, toda nossa fortuna é devido a isso. Eu tenho um irmão, Dênio, assim como meu pai ele ama jogos. — Alec suspira. — Sinceramente nem sei se ele realmente está em Princeton.
— E por qual motivo ele não estaria? — Ele sorri sem graça.
— Bobagem.Não nos vemos a muito tempo, mas Dênio é bem diferente de mim.
— Onde vocês moram? — Alec ri encarando o chão.
— Na entrada da Cidade. Somos um pouco reservados.
— É comum morar na mata por aqui? Trevor, agora você.— Ele sorri me olhando de soslaio.
— Quando você quer privacidade sim.
— Uma amiga, me disse que você é bem reservado. Não faz muitas amizades.
— Eu não sou de amigos mesmo, eu e minha família mudamos muito, então, prefiro evitar laços. — Então porque se aproximar de mim? Fiquei confusa agora.
— Quantos anos você e sua irmã tem? Imagino que estejam no seu último ano de colégio.— Alec para à minha frente e sorri.
— Quase acertou.Tenho dezessete e Selene dezoito.
— Então é o último ano dela aqui na Mist scool? — Alec assente.
— Sim no próximo ano acho que ela vai para a faculdade do Alasca! Então, ficarei sozinho, ou devo ir com ela. Ainda não encontrei algo que me segure nesta cidade! — Seus olhos saem dos meus olhos e descem a meus lábios.
—Bem, preciso entrar, para próxima aula. Não, posso me atrasar. — Seus olhos volta aos meus.
— Quer sair comigo, não sei, hoje a noite talvez? — Me sinto meio aérea, o garoto que estou afim está me convidando para sair? Isso foi confuso, mas ainda é um convite.
— Eu adoraria, Alec! — Sinto que meu coração ira explodir.
— Que tal cinema? — Indaga Alec sorrindo.
— Pode ser, te encontro na porta às dezoito horas? — Nossa isso é um sonho só pode. Qual a possibilidade de um gato como ele, querer sair comigo?
— Combinado! Até a noite,Sophie. — Alec, sai andando de costas e pisca para mim.
Volto para o prédio,pego meus materiais e sigo à aula de Latim, não me aguento de tamanha animação.Ao término da aula, espero Sara, que passa por mim como uma flecha cortando o ar.
— Ei, Sara — corro até ela—, será que dá para me esperar?
— Estou com pressa, preciso fazer algumas coisas para minha avó. — Sara se quer me olha apressado o passo. O que fiz de errado para ela me tratar desta forma?
— Eu fiz algo errado? — Questiono. Sara para e abaixa a cabeça, evitando meu olhar.
— Pergunte para seu amigo Alec. Talvez ele tenha a resposta. — Ela se vira saindo do prédio.
— Alec? Como ele saberia? — Corro até Sara, ela não pode me deixar desta forma.Coloco a mão em seu ombro, ela retira minha mão me encarando.— Deixa eu pelo menos te levar para casa.
— Eu prefiro ir andando. — Sara se vira indo embora.
— Tudo bem! —Fico a olhando ela atravesar o estacionamento.
O que será que aconteceu para ela estar assim tão estranha, eu preciso descobrir.
O que acontece nesta cidade que tudo tem um segredo?
Enquanto observo Sara partir, Trevor me surpreende fazendo cócegas.
— Trevor Belmont, já disse para não fazer isso. — Tiro suas mãos de minha cintura.
— Pensou que escaparia de mim assim? — Ele cruza os braços.
— Eu odeio cócegas, garoto!— Bato em seu peito, em seguida sigo em direção a meu carro, Trevor me segue.
—Vou falar com o ancião ainda hoje, esta bem?
— Obrigado Trevor, eu preciso saber o que está acontecendo comigo!
— Você quer sair para dar uma volta hoje mais tarde? — O olho de ombros, ele coça a cabeça sem jeito.
— Trevor Belmont está me chamando para um encontro? — Indago em meio a risos me virando para encará-lo.
— Não é um encontro, é só para gente conversar, talvez comer algo. — As bochechas de Trevor coram.
—Sei... Mas de qualquer forma, não vai dar, já tenho um encontro! — Ele arregala os olhos, me viro para o carro abrindo a porta.
— Encontro? Mas... — Apoio os braços sobre a porta o olhando.
—Sim vou ao cinema com Alec. Ele me convidou hoje, se fosse mais decidido, não teria perdido sua vez.— Trevor franze o cenho.
— Alecxander Barton ? — O olho intrigada. Trevor estaria com ciúmes?
— Eu não sei o sobrenome dele, mas deve ser! O que foi?— Fecho a porta do carro me encostando nela.
— Você não deveria sair com ele, Sophie! — Cruzo os braços o encarando.
— Ah, qual é Trevor, ele não é nenhum psicopata, é só um adolescente. E além do mais, eu sei me cuidar. Agora eu preciso ir. — abro a porta do carro novamente, Trevor á fecha irritado.
— Eu não gosto dele! — O encaro revirando os olhos.
—Mas não é você quem vai sair com ele, sou eu. — Abro a porta entrando no carro.
— Sophie, tome cuidado, por favor! — Sua voz expressa preocupação. Mas por porque tamanha preocupação? Afinal é apenas um encontro.
— Até amanhã. — Mando beijo e arranco o carro.— E vê se não dorme tarde.
Digo direto para casa, tenho pouco tempo para me arrumar. Este é oficialmente meu primeiro encontro de verdade. Já tive dois, mas não posso chama-los de encontros. Meu primo e o irmão da Bruck não contam.
— Mãe, está em casa?— Bato a porta ao fechar.
— Oi querida, como foi na escola hoje? — Ela ergue a cabeça, ainda deitada no sofá.
— Normal, mãe eu tenho um encontro, me ajuda a escolher uma roupa? — Ela sorri. É um ritual para ela me ajudar sempre que vou sair. Isso a ajuda a tirar o papai um pouco da cabeça.
— Que fofo minha filha quer ajuda.
—Mãe é sério...Vai me ajudar?
—Claro que sim.Você sabe que adoro fazer isso, vamos lá!— Ela me puxa, parece mais empolgada que eu.
Posso parecer durona as vezes, mas amo fazer coisas com minha mãe, principalmente escolher roupas.
Subimos e começamos a mexer no closet.
— Que tal este vestido de renda? — Indaga ela me mostrando, faço careta negando.
— Muito menininha, e completamente fora de moda. — Ela balança a cabeça enquanto procura outro.
— E este preto? — Coloco a língua para fora.
— Clichê... Talvez para um velório de um tio avô rico.— Ela o devolve e me olha com as mãos na cintura.
— Jeans e regata então?
— Mãe, é sério? — Arregalo os olhos — Este encontro é importante para mim.
— Ok... Vamos fazer sério agora! Este vermelho e Perfeito. — Ela me mostra e sorrio.
— É este ! — Pego de sua mão o coloco na frente do corpo e olho no espelho. É um vestido tubinho que Bruck me deu de aniversário no ano passado. Usei uma única vez, talvez ele me traga sorte.
—Você vai ficar linda! — Ela me olha com as mãos em meus ombros.
— Agora sai que vou me arrumar. — Ela me olha fazendo careta.
— Não vale só usar sua mãe e descartar assim! — À empurro para fora do quarto.
— Eu prometo te contar tudo, agora sai mãe! —Com as mãos erguidad em rendição ela sai do quarto.
— Já estou indo e quero saber tudo depois. — Diz segurando a porta.
—Curiosa! — Ela sorri e sai andando.
Fecho a porta e corro para o banheiro, tomo um banho rápido e me visto, calço meu allstar preto, faço um rabo de cavalo passo meu perfume e um batom vermelho.
— Perfeito! — me olho por completo no espelho e sorrio satisfeita.
Desço as escadas correndo, um beijo de despedida em minha mãe, este nunca falta.
—Sophie sua jaqueta! — Ela estende a mão com a jaqueta me entregando.
— Obrigado mãe. — Pego à beijando.
— Não volta muito tarde.
—Sim Senhora !— Pego as chaves e saio.
Ao estacionar em frente ao cinema vejo que Alec, está me esperando encostado próximo à bilheteria. Meu coração só falta saltar do peito ao vê-lo de Jeans e jaqueta de couro, céus, como ele é gato.
—Você está linda como sempre! — Seu sorriso me encanta.
—Obrigada. — Alec me surpreende com um beijo no rosto.
—Já comprei os ingressos, vamos entrar?
—E qual filme vamos ver? — Caminhamos até a entrada do cinema.
— O confronto dos alfas. Era o único em cartaz, então! — eEle faz careta.
—Eu gosto de suspense e coisas sobrenaturais,vamos lá.
Nós entramos e sentamos mais ao fundo, o filme começa.
Alec comprou pipoca e refrigerante para nós dois.
O filme retrata uma garota que é mestiça de vampiro e caçador que se apaixona por um Alfa lobisomem, há uma guerra entre as espécies.
No fim ela acaba matando o Alfa e o vampiro original.
Na saída do cinema, sentamos em um banco próximo a saída.
— O que achou do filme? —Questiona curioso.
— A história até que é interessante, mas no caso se ela matasse o vampiro original os transformados não teriam que morrer também? E foi ao contrário, ao matar o Alfa todos os lobos morreram! — Alec se quer disfarça o riso.
— Acho que o roteirista não curte lobisomem, assim como eu.
— Sou fã deste universo, e não acho muito legal inverter as coisas! — Os olhos de Alec traçam as linhas do meu rosto, como se analisasse cada resposta minha.
— E o que você acha das espécies?
— Eu sei que há uma febre por aí de filmes adolescente de amor. Mas o vampiro por exemplo, ele é um ser que sobrevive de sangue humano, ele não tem que beber de animais, ele tem que se alimentar de humanos. Quero dizer, é está sua natureza.— Seus olhos brilham com minha opinião.
— Interessante sua colocação e concordo com você! E os lobisomens, que acha deles?
— Eu gosto das duas versões, da maldição e do espírito protetor! Só acho um pouco icônico o fato de comerem coração humano ou essa rivalidade com os vampiros.— Alec arqueia a sobrancelha. — Afinal, por que são inimigos , isso nunca acaba?
—Já vi que gosta mesmo deste universo. — Ele se levanta ficando à minha frente.
— Me desculpe, devo ter me empolgado. Minhas amigas sempre me arrastavam para ver filmes deste tipo.— Alec se inclina em minha direção.— Acabei me apaixonado.
— Não precisa se desculpar. — Ele limpa a garganta. — E se você pudesse escolher se envolver, com qual espécie se envolveria? — Engulo em seco.
— Talvez com um vampiro.— seus olhos me analisam mais uma vez.
— Por que? — Ele sussurra ainda com os olhos fixos aos meus.
— São fascinantes. — Umideço os lábios, eles ficaram tão secos derrepente.
— Você é fascinante, Sophie! — Ele sorri acariciando meu rosto.
— E você o que acha Alec?
— Eu concordo com você! — Ele olha meus lábios enquanto fala. É um pouco difícil respirar.
—Acho que está ficando tarde — olho o relógio da igreja. — É melhor eu ir. — Quem esta fugindo agora, Sophie?
— Fica mais um pouco, prometo não morder você. — Rio de sem graça.— Só se você pedir. — Engulo em seco.
— Só não posso chegar muito tarde em casa. — Ele estende a mão, à seguro me levantando.
— Eu te mantenho segura... Quer comer algo?
— Claro...
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Atualizado até capítulo 81
Comments
Ana Pontes
ele é um vampiro os olhos já diz tudo e a rapidez quando a salvou de ser atropelada.
2025-03-14
0
Priscila Silva
acho que Alec é um vampiro, oque será que aconteceu cm a Sarah?
2023-10-30
1
Rozineide Oliveira
espero que ela não se arrependa da escolha prefiro o Trevor
2023-09-25
2