Capítulo 14

PLAK!

Não apenas Melinda ficou chocada, mas Allison também ficou chocado com o que ela tinha feito. Allison se afastou imediatamente do corpo de Melinda. Enquanto Melinda ainda estava petrificada com a bochecha esquerda vermelha e sangue fresco escorrendo do canto de seus lábios.

BRAK!

Allison entrou no banheiro, ele fechou a porta com força, causando um som que fez Melinda não conseguir conter as lágrimas.

Melinda limpou o sangue dos lábios e as lágrimas ásperas. Depois disso, ela saiu imediatamente antes de Allison sair do banheiro.

***

No dia seguinte, Melinda não foi para a escola. O tapa de Allison pode não ter machucado e deixado marcas em sua bochecha. Mas machucou e deixou marcas em seu coração. Para esse assunto, Melinda sente que não é culpada. Ela diz o que realmente aconteceu.

— Ele não tem o direito de ficar com raiva de mim apenas porque eu vendi meu corpo para conseguir dinheiro. Ele não tem o direito de ficar com raiva porque ele nunca me deu dinheiro. Mesmo sendo uma Noiva Infeliz. Mas, agora, eu ainda tenho o status de sua esposa legal — , reclamou Melinda, ainda soluçando sob o cobertor.

— E por que você está triste assim, Melinda? Esta não é a primeira vez que você é esbofeteada — , Melinda limpou as lágrimas, mas infelizmente elas voltaram a fluir por si mesmas.

Deerrtt....

O celular vibrando conseguiu tirar Melinda do seu abatimento. Era uma ligação do médico que cuidava de Deo, seu irmão mais novo. Melinda atendeu imediatamente a ligação.

— O que houve, doutor? O que aconteceu? — perguntou Melinda preocupada. Sua tristeza desapareceu imediatamente, substituída pela preocupação com a condição de seu irmão.

— A condição de Deo piorou e ele precisa ser operado. Caso contrário, eu não sei o que acontecerá — , respondeu o médico do outro lado. Melinda voltou a derramar lágrimas.

— Quanto custa, doutor? — perguntou Melinda sem rodeios.

— Minha estimativa é de cerca de 200 milhões, senhorita.

— Prepare isso imediatamente, eu irei e levarei o dinheiro — , disse Melinda decididamente, encerrando a ligação.

— Eu não tenho outra escolha, ele precisa compensar por ter arruinado meu plano de ganhar dinheiro! — Melinda saiu rapidamente de seu quarto.

— Bia! — chamou Melinda, interrompendo o passo da tia Bia, que parecia estar segurando uma bandeja com um copo de água e uma tigela de mingau.

— O que foi, senhorita?

— Para onde vai, tia?

— Eu vou ao quarto do jovem mestre entregar esse mingau para ele — , respondeu a tia Bia com expressão preocupada.

— Desde quando o senhor Son come mingau? — perguntou Melinda surpresa.

— Isso é uma ordem do assistente Juan, minha senhorita. O assistente Juan disse que o senhor está com alta febre, então precisa comer mingau saudável para tomar remédio — , explicou a tia Bia, deixando Melinda chocada.

— Alta febre. Então deixe-me levar esse mingau para ele.

— Claro, senhorita, por favor — , a tia Bia entregou a bandeja a Melinda com prazer.

— Obrigada, tia.

— De nada, senhorita.

***

Tok, tok, tok!

— Senhorita Bia... por favor, entre — , o assistente Juan abriu a porta e permitiu que Melinda entrasse. Assim que Melinda entrou, o assistente Juan saiu imediatamente e não esqueceu de fechar a porta.

— Senhor Son — , chamou Melinda suavemente, ela olhava com pena para Allison, que parecia impotente. Sem aquele rosto pálido, Melinda não acreditaria que Allison também pudesse ficar doente.

— Esse homem estranho, eu que fui esbofeteada e ele é quem está com febre.

Ao ver a chegada de Melinda, Allison tentou se levantar.

— Não precisa, senhor. Deite-se apenas.

— Você acha que sou tão fraco assim? — Melinda balança a cabeça.

— Pensei que a febre deixasse-o mais dócil, mas parece que é a mesma coisa — , murmura Melinda suavemente.

— O quê?

— Nada, senhor. Quero dizer, vou alimentá-lo — , diz Melinda com um sorriso doce.

— Faça isso!

— Certo, senhor — , responde Melinda, começando a direcionar a colher cheia de mingau para a boca de Allison.

— Você não vê a fumaça?

— Fumaça? — Melinda olha para o mingau na colher.

Ao ver que Melinda não entende, Allison diz: — Você quer queimar minha boca? Sopre primeiro!

— Oh, sim, desculpe, senhor — , Melinda sopra o mingau antes de alimentar Allison. Allison devora-o deliciosamente.

— E suas bochechas? — , pergunta Allison quase inaudível.

— Bochechas? Oh, minhas bochechas que o senhor BATEU? — , Melinda enfatiza a palavra bateu, fazendo Allison se sentir culpado pelo que fez com ela.

— Eu estou acostumada a ser esbofeteada, espancada, chutada, puxada pelos cabelos, arrastada, arranhada. Então, estou bem — , responde Melinda com despreocupação, enquanto Allison aperta os punhos até ficarem brancos.

Quando Melinda vai alimentá-lo novamente, Allison recusa. — Chega!

— Por que, senhor? O senhor só comeu duas colheres — , protesta Melinda.

— Eu disse chega, chega!

— Certo, senhor. Mas o senhor precisa tomar o remédio — , convence Melinda. Allison arranca um comprimido da mão de Melinda e o mastiga sem beber água. Melinda engole saliva com dificuldade. Allison que toma o medicamento, ela que sente a amargura.

— Por quê? — , pergunta Allison abruptamente.

— Por quê o quê, senhor? — , pergunta Melinda sem entender.

— Você não teria vindo aqui sem motivo, não é?

— Oh, sim. É que, senhor... Eu... Eu gostaria de pedir dinheiro emprestado — , diz Melinda finalmente.

— Quanto? — , pergunta Allison sem olhar para trás.

— 200 mil.

— Aqui! — Allison joga um cartão preto para Melinda.

— Senhor, eu quero emprestado o dinheiro. Se é um cartão como esse, eu também tenho muitos — , reclama Melinda.

— Não finja inocência. Antes, você também era filha de uma família muito rica. Como é possível que você não saiba para que serve um blackcard?

— Senhor, eu sou uma filha indesejada e minha mãe é uma esposa indesejada. Mesmo que meu pai seja rico, é impossível para nós desfrutarmos disso— , responde Melinda, despertando a consciência de Allison.

— Este é um cartão ilimitado, você pode usá-lo para o que quiser — , explica Allison rapidamente.

— É mesmo? Esse cartão pode fazer com que eu não seja mais a Noiva Azarada? — , Allison expressa seu olhar de águia.

— Hehe... Estou brincando, senhor.

— Saia!

— Certo, senhor. Espero que melhore logo. Obrigado pelo cartão.

— O QUÊ! — Melinda e Allison se surpreendem com a presença de Diana.

Diana se aproxima rapidamente e pega o cartão preto da mão de Melinda. Melinda apenas olha surpresa.

— Você traz azar! — Dina balança a mão e se prepara para esbofetear Melinda.

No entanto, sua mão fica suspensa no ar quando Allison a segura. — O que está fazendo, Allison! Solte a vovó! Essa portadora de azar está tentando se aproveitar de você! — grita Diana furiosa.

— Melinda, vá embora — , ordena Allison. Melinda sai imediatamente sem levar um centavo sequer. E o cartão preto dado por Allison é arrancado por Diana.

Devido à gravidade da condição de seu irmão, a cirurgia é realizada. Melinda consegue um alívio ao pagar a operação em prestações. No mesmo dia, Melinda doa um de seus rins para salvar a vida de Deo, o irmão nascido do útero de sua madrasta.

***

Allison novamente ignora a avó, que veio preocupada ao ouvir que o neto está com febre alta. Allison vai para o hospital para alcançar Melinda.

— Vamos mais rápido! — exclama Allison para o assistente Juan, que está concentrado em dirigir o carro em direção ao hospital.

— Certo, senhor — , responde o assistente Juan, aumentando a velocidade do carro até chegar ao hospital. Allison chega tarde, ele chega quando a cirurgia já está em andamento e, obviamente, não pode ser interrompida.

— FRACASSO! — grita Allison com os olhos arregalados ao ouvir a declaração do médico responsável pela cirurgia de Melinda e seu irmão.

— Não vou deixar você viver em paz se algo acontecer a Melinda! — Allison agarra a gola da camisa do médico com força.

— Peço perdão, senhor. A senhorita Melinda está bem e foi transferida para a sala de internação. No entanto, não conseguimos salvar o seu irmão, o rim que a senhorita Melinda doou foi rejeitado — , explicou o médico, deixando Allison um pouco aliviado, embora sentisse pena pelo destino do irmão de Melinda, que falecera.

Quando Melinda acordou, ela imediatamente perguntou sobre a condição de seu irmão. Com o coração apertado, Allison disse a verdade. Melinda ficou em silêncio, seu olhar vazio, lágrimas escorrendo sem que ela percebesse. Melinda estava frustrada por ter perdido seu irmão. Ela passava seus dias como um cadáver vivo. No entanto, Allison permanecia fiel ao seu lado.

Desde aquele incidente, Allison passou por muitas mudanças. Alguns dias depois, a condição de Melinda já estava melhor, o melhor médico e tratamento avançado conseguiram curar completamente as feridas da operação de Melinda. Até mesmo as cicatrizes desapareceram magicamente. Melinda não sabia quantas despesas Allison havia feito por ela.

Após se recuperar, Melinda voltou para a escola como de costume. No entanto, suas roupas e até mesmo sua bicicleta foram consertadas por Allison. Allison ficou furioso ao descobrir que todo esse tempo Melinda nunca havia comido adequadamente. Desde que foi autorizada a usar a cozinha, Melinda passou a cozinhar com frequência em casa. Allison apreciava a comida de Melinda. Allison costumava voltar para casa.

Naquela noite, Melinda, que acabara de tomar banho, foi surpreendida pela presença de Allison deitada na cama. Como sempre, ela já estava seminua. Felizmente, Melinda estava vestindo pijamas.

— Venha aqui — , chamou Allison. Melinda engoliu em seco com dificuldade. No entanto, ela deu um passo em frente e sentou à beira da cama. Allison deu um tapinha no colchão ao seu lado, pedindo para Melinda deitar ali. Melinda obedeceu e fez o que Allison mandou.

Melinda estava extremamente nervosa. Como não poderia estar? Ultimamente, Allison tinha passado por muitas mudanças. Apesar de ainda ser frio, ele estava muito atencioso e cuidava bem de Melinda.

— Quero lhe dizer algo — , disse Allison enquanto ajeitava os cabelos desarrumados de Melinda.

-O que é, senhor?- perguntou Melinda nervosa, seu coração batendo descontroladamente, ela nem ousava olhar nos olhos de Allison, que estava tão perto dela.

— Dê-me o que é meu por direito.

Deg!

.

.

.

Kumat lagi dia, pessoal. Sem usar roupa, ele 🙄 Meu Deus, cara, nem parece que está desperdiçando 😭

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