Capítulo 4

—  Noiva Azarada? — perguntou um aluno que veio de outra classe. Melinda, sentada em sua cadeira lendo um livro, levantou o rosto de repente, surpresa ao ver todos os alunos apontando para ela.

— Me soltem! — Melinda se debatia enquanto era arrastada à força até o telhado da escola. Muitos alunos assistiam.

— O que vocês querem fazer? Me soltem! — gritava Melinda tentando se libertar. Mas sua força era insuficiente para lutar contra os alunos que a cercavam.

— Vá embora e nunca mais volte para essa escola! — disse com firmeza, fazendo Melinda sorrir amargamente, deixando de resistir.

— Você é feia e repugnante, foi vendida, comprada e tornada uma Noiva Azarada. Você nasceu para ter azar. Portadores de azar não podem ficar nesta escola! — retrucou, sendo apoiado pelos outros alunos.

— Que direito vocês têm de me proibir de frequentar a escola? — perguntou Melinda corajosamente.

— Meu pai é investidor nesta escola.

— Então peça ao seu pai para me expulsar desta escola. Por quê? Tem medo porque meu marido também é um investidor nesta escola? — continuou Melinda, sem querer recuar. Ela sabia que Allison também era uma das maiores investidoras em sua escola.

Plac!

Uma bofetada atingiu a bochecha esquerda de Melinda, ela tentou conter a dor e o calor. Ela sorriu de lado para não parecer fraca diante dos agressores.

— Você é apenas uma Noiva Azarada. Acha que o jovem senhor Allison se importa com uma criatura feia como você? — gritou furioso.

— Sai da escola ou nós todos vamos fazer você sofrer! — continuou.

Os lábios de Melinda tremeram enquanto segurava as lágrimas para que não escapassem. Ela ainda insistia em parecer forte, para não ser ainda mais oprimida. — Vocês sabem que sou uma Noiva Azarada. O que me importa o sofrimento? Não tenho medo de perder a vida se for para me vingar — , ameaçou Melinda, fazendo com que os dois alunos a soltassem imediatamente.

— Maldita Noiva Azarada, traz azar! — zombaram, enquanto se afastavam, deixando Melinda sozinha no telhado de sua escola.

Melinda deixou seu corpo cair pesado quando todos os alunos a deixaram. As lágrimas que ela havia contido agora corriam livremente. — Até quando deverei viver dessa maneira, meu Deus?

Como não se cansar? A escola em que ela agora estudava era a terceira. Anteriormente, Melinda estudava em uma escola popular em Oesteria, onde havia ganhado uma bolsa de estudos. Mas Melinda decidiu se transferir porque estava cansada de ser constantemente intimidada.

No entanto, mudar de escola não a libertou do bullying. Mas, pelo menos, o bullying que ela enfrentou desta vez não era tão terrível quanto o que ela vivenciou na primeira e na segunda escola.

***

Após a escola, Melinda não voltou diretamente para casa, ela foi trabalhar meio período em um restaurante fast food bastante conhecido em Oesteria. Ao chegar lá, Melinda trocou de roupa rapidamente. Ela foi imediatamente ocupada com várias tarefas, sem nem mesmo ter tempo para almoçar primeiro.

Como já era hora do almoço, o restaurante estava cheio de visitantes que chegavam e partiam constantemente. Havia tantos pedidos que Melinda precisava entregar em cada mesa. Melinda trabalhava usando uma máscara, por isso ninguém reconhecia que ela era uma Noiva Azarada.

— Ah! — gritou histericamente um cliente que foi acidentalmente atingido pelo café quente que Melinda derrubou ao escorregar.

-D-Desculpe, eu-eu não fiz de propósito - disse Melinda, pedindo desculpas.

Bam!

O corpo de Melinda caiu no chão depois de ser empurrada com força por um homem, que era o marido da mulher atingida pelo café.

— Você acha que um pedido de desculpas irá impedir o rosto da minha esposa de queimar?! Eu vou processar você e este restaurante se algo acontecer com o rosto dela! — ameaçou, levando imediatamente a esposa ao hospital.

Todos os clientes olharam para Melinda com desprezo. Um deles se aproximou e estendeu a mão para Melinda. Melinda olhou para um homem de meia-idade vestindo um terno.

Melinda não aceitou a mão forte estendida, tentando se levantar sozinha. — Melinda, o sr. Liam está te chamando!

Ao escutar o chamado, Melinda caminhou diretamente para o escritório de Liam, que era o gerente do restaurante. Antes de bater na porta, Melinda suspirou profundamente, pois já antecipava o que aconteceria em seguida.

Toc, toc, toc!

— Entre! — veio a resposta de dentro do escritório. Melinda girou a maçaneta da porta, que não estava trancada, e entrou.

— Aproxime-se! — ordenou Liam com a testa franzida. Melinda se aproximou e ficou em pé diante de Liam, que permanecia sentado em sua poltrona.

— Você sabe qual é o seu erro? — Melinda assentiu em resposta.

— Nesse caso, vá embora, você está demitida!

O corpo de Melinda tremia intensamente, ela repetidamente segurava o choro. Era difícil para ela abandonar seu único trabalho que o aceitava. No entanto, ela estava ciente dos erros que cometeu.

— Não espere salário, pois o seu salário deste mês será usado para compensar os custos hospitalares do visitante que você feriu — , continuou Liam, e Melinda amaldiçoou sua imprudência.

— E o que mais você está esperando? Vá embora ou você quer acabar na prisão! — gritou Liam, fazendo Melinda sair imediatamente. Antes de sair do restaurante, Melinda pegou sua bolsa na gaveta, depois foi ao banheiro e trocou de roupa.

No banheiro, Melinda chorou intensamente. Ele estava triste por ter que abrir mão do fruto de seu trabalho e até mesmo de seu sangue durante um mês. Melinda esperava sinceramente receber seu salário hoje. Mas, o contrário aconteceu. Não apenas ele perdeu o salário que esperava há muito tempo, mas também perdeu o único emprego que tinha.

Após chorar até seus olhos incharem, Melinda saiu do banheiro. Ele só então percebeu que a palma de suas mãos também estava queimada pelo café quente derramado.

Ao chegar do lado de fora do restaurante, Melinda se virou e olhou para o lugar que havia sido seu meio de sustento até então. Melinda estava confusa sobre onde mais procurar trabalho. Enquanto isso, ela precisava de muito dinheiro para os custos do tratamento de seu irmão mais novo, que estava deitado impotente no hospital, e para suas despesas escolares. Além disso, Melinda tinha muitas crianças em um orfanato que ela precisava sustentar.

— Boa tarde, senhorita Melinda — , cumprimentou alguém, interrompendo o andar desanimado de Melinda. Melinda levantou seu olhar e encarou o homem de terno que tentara ajudá-la no restaurante.

— Quem é você? — perguntou Melinda, cautelosa.

— Aqui está meu cartão de visitas. Estou oferecendo um emprego para a senhorita Melinda. Pense primeiro, entre em contato comigo assim que tomar uma decisão — , ele disse enquanto estendia um cartão de visita. Melinda olhou para o cartão, hesitante.

— Pegue — , ele disse, forçando o cartão nas mãos de Melinda. O homem bem-vestido saiu imediatamente. Melinda olhou para as costas dele, confusa.

— Eu a encontrei — , pensou o homem de meia-idade, com um sorriso sinistro surgindo em seus lábios finos.

.

.

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Allison Jois Afonso

Melinda Laurens Plavius era uma mulher misteriosa e fascinante. Seu olhar penetrante e sua postura imponente capturavam a atenção de todos ao seu redor. Seus cabelos negros como a noite contrastavam com sua pele pálida, conferindo-lhe um ar enigmático. Sua voz suave e sedutora hipnotizava aqueles que a ouviam. Ela possuía um segredo, algo que ninguém sabia e que a tornava ainda mais intrigante. Seu passado era um mistério envolto em sombras, despertando a curiosidade de todos. Melinda era uma mulher de mistérios e segredos profundos que jamais seriam revelados.

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Comments

Elba Damasceno

Elba Damasceno

tá confuso.....

2023-08-17

1

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