— Selamat jalan, pai. Descanse em paz. Não encontre mãe lá, pare de incomodá-la e machucá-la. Mais uma vez, obrigado por me deixar viver.
No final da tarde após o funeral do pai dela, Melinda caminhou de volta desanimada para seu quarto apertado e abafado. Sem ar-condicionado e apenas um ventilador que, ao ser ligado, espalhou poeira por todo lugar.
Esf! Esf!
Melinda saiu rapidamente do quarto antes que sua asma piorasse. Ela pegou o aspirador de pó e começou a limpar o quarto, que apesar de pequeno, era suficiente para deixá-la confortável.
Após terminar de limpar o quarto, ela jogou seu corpo cansado na cama, fechou os olhos e respirou profundamente. No entanto, seu peito continuava apertado como se houvesse uma grande pedra a sufocando. Melinda se levantou novamente e caminhou em direção à parede onde havia uma foto de Maria fixada.
Melinda se ajoelhou no chão, olhou para o rosto bonito de sua mãe que sorria docemente. Um rosto oval, olhos lindos de cor avelã, nariz afilado e pequeno, lábios finos superiores abaixo de lábios inferiores carnudos, dentes brancos e alinhados, além de cabelos longos que caíam lindamente.
Toda a perfeição de Maria foi transmitida para Melinda. À primeira vista, elas pareciam iguais, apenas com a diferença na cor da pele, pois Melinda era mais branca do que sua mãe, que tinha pele mais escura e mais cicatrizes. Só havia uma coisa que Maria não transmitiu à sua filha, que era surdez e mudez.
Melinda bateu levemente no peito, na esperança de aliviar a angústia causada pela saudade avassaladora. Embora quase derramasse lágrimas, ela ainda as segurava firmemente. Melinda sorriu de forma rígida diante de Maria, ela não mostraria sua tristeza.
— Como está mãe? Eu continuo do mesmo jeito. Como você pode ver, estou apenas um pouco cansada, mas está tudo bem — , disse Melinda com um suspiro profundo. Seus lábios tremiam violentamente enquanto segurava o choro.
— Lá você com certeza está mais feliz, pois não terá mais que suportar o sofrimento. A mãe não tem intenção de me buscar ? estou com muita inveja, também quero ficar aí com você mãe. Me o mais rápido possível, mãe, aqui está muito vazio sem você — , suplicou Melinda, com lágrimas que já não podiam mais ser contidas.
— Na verdade, quero muito visitar o seu túmulo mãe. Mas, até o pai falecer, ele não mencionou onde a você foi enterrada — , Melinda deu uma pausa, enxugou as lágrimas bruscamente.
— Oh sim, hoje o pai também partiu, acabei de voltar do funeral. A senhora já encontrou o pai daí? Mas parece improvável. O pai com certeza está em algum lugar diferente da senhora. Huff... Por que a vida é tão cansativa? Mel busque, mãe. Euimploro — , continuou Melinda encolhida, abraçando a si mesma. Dessa vez, ela chorou intensamente, lágrimas jorrando em abundância. Melinda soluçava até seus olhos ficarem inchados.
Sem que Melinda percebesse, um par de olhos de águia o observava de longe. Quem mais poderia ser dono desses olhos de águia senão Allison. De trás da porta entreaberta do quarto, Allison podia ver como Melinda estava destroçada, desabafando com sua mãe que já não estava mais ali. Allison cerrou o punho até que ficassem brancos e, em seguida, se afastou.
— Como está indo? — , perguntou Allison brevemente.
— Desculpe, Senhor. A figura misteriosa não foi encontrada. No entanto, já enviei uma equipe especial para investigar mais a fundo — , explicou o assistente Juan.
— Informe-me sobre qualquer desenvolvimento.
— Certo, Senhor. O Senhor quer voltar para casa agora?
— Não. Esta noite, vou descansar aqui — , respondeu Allison com convicção.
— Vou pedir para os empregados prepararem um quarto para o Senhor.
— Não é necessário — , disse Allison, seguindo seu caminho.
***
No dia seguinte, Melinda abriu os olhos quando sentiu algo pesado apertando seu peito, causando-lhe uma falta de ar tremenda.
— Aaahh!
.
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Allison: Bom dia, minha esposa! Não se esqueça de curtir e comentar, tá😎
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Atualizado até capítulo 51
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