Capítulo 6

— Tino! — exclamou Melinda, interrompendo a pedalada de sua bicicleta.

— Oi, Melinda, — respondeu o adolescente de quinze anos ao cumprimento de Melinda.

— Turno da noite, não é?

— Sim. Você quer ir ao abrigo? — o atraente adolescente chamado Tino respondeu com outra pergunta.

— Sim, a mãe me ligou, disse que as crianças ainda não comeram. Espere... O que aconteceu com seu rosto? — Melinda ficou surpresa ao perceber que o rosto de Tino estava coberto de curativos. Tino apenas permaneceu em silêncio, abaixando o rosto para esconder as feridas.

— Isso foi obra dos gangsters da Águia? — continuou Melinda questionando. Tino apenas assentiu com a cabeça levemente.

— Meu Deus...

— Eu estou bem. As crianças precisam de você, — Tino lembrou Melinda de seu principal objetivo.

— Ah, sim, cuide-se, Tino. Não trabalhe tão duro, descanse quando estiver cansado. Não se esqueça de comer! — Melinda gritou enquanto acelerava sua bicicleta. Tino, prestes a sair para trabalhar, apenas acenou com a mão, com um pequeno sorriso nos lábios.

Melinda parou em um minimercado aberto 24 horas. Ela comprou um tapete de ovos de galinha, uma caixa de macarrão instantâneo e alguns quilos de arroz. Melinda amarrou tudo cuidadosamente em sua bicicleta.

Sentindo-se segura, ela subiu na bicicleta e começou a pedalar em pé. Ele não sentia cansaço ou exaustão, porque em sua mente estava apenas a ideia de chegar ao abrigo o mais rápido possível, pois as crianças com certeza estavam esperando por ela. Por não ter muito tempo, Melinda acelerou o ritmo de sua bicicleta.

Brak!

— Ai! — Melinda gemeu enquanto caía no asfalto, com arranhões nas pernas e nos braços.

— Minha bicicleta! — ele exclamou ao tentar se levantar e, em seguida, arrastou a perna para alcançar a bicicleta que, por sorte, não sofreu grandes danos. Apenas a corrente havia se soltado, Melinda tentou consertá-la, mas não teve sucesso.

Huff...

Melinda suspirou profundamente ao olhar para alguns ovos de galinha quebrados espalhados na beira da estrada. Ela pegou alguns que estavam em bom estado. Ela usou seu casaco como um recipiente improvisado. Ela conseguiu salvar cerca de 10 ovos que ainda estavam bons. Enquanto a caixa de macarrão instantâneo e o arroz permaneceram intactos, amarrados firmemente em seu lugar.

Com a luz da lua brilhando no céu, Melinda caminhou cambaleante enquanto empurrava a bicicleta em direção ao orfanato, que ainda estava a uma boa distância. Sua dura história de vida, com o sangue fresco escorrendo de seus arranhões, não o fazia desistir.

A garota frágil e impotente de antes agora era muito forte e determinada. Veja só, suas bochechas molhadas não eram devido às lágrimas, mas sim ao suor, testemunha de suas lutas na vida dura.

— Melinda, você finalmente chegou, querida. Entre! — a mãe do abrigo saudou a chegada de Melinda. A mulher de meia-idade parecia muito feliz com a chegada de Melinda, a quem considerava sua própria filha.

— Sente-se primeiro, querida. Beba isso, — Melinda recebeu e imediatamente bebeu um copo de água que a mãe do abrigo lhe entregou.

— Onde estão as crianças, mãe? — perguntou Melinda enquanto colocava o copo na mesa.

— Nos quartos deles, querida. Eu mandei eles irem dormir para distrair a fome, — ela respondeu enquanto olhava para a comida que Melinda trouxe.

— Muito obrigado, querida. Eu vou preparar o jantar agora, — ela se levantou e começou a andar com dificuldade devido à sua perna direita paralisada.

— Melinda, ajude-me, por favor,

— Não precisa, querida. Fique aqui, vou pedir ajuda ao Key e à Fara, — Melinda voltou a se sentar no sofá da sala.

Alguns minutos depois, a mãe do abrigo voltou e acordou as crianças que ainda estavam dormindo. Melinda também ajudou. As crianças do abrigo, que estavam famintas, ficaram muito felizes ao devorar o macarrão instantâneo que estava servido em seus pratos.

— Obrigado pelo jantar, Melinda! — eles disseram em uníssono.

— De nada, queridos. Já é tarde, agora vocês podem descansar em paz, — respondeu Melinda, enquanto eles retornaram aos seus quartos.

— Querida, me desculpe por só perceber agora os ferimentos em suas pernas e braços. Vem cá, vou te ajudar a tratá-los. —

— Não precisa, senhora. Melinda saiu sem permissão e deve voltar agora mesmo. Além disso, é apenas um pequeno arranhão, Melinda vai cuidar disso quando chegar em casa — , recusou Melinda gentilmente.

— Perdoe-me por ter te causado problemas, meu filho. Que Deus retribua toda a sua bondade. Mais uma vez, peço desculpas. Como as crianças já estão dormindo, eu te levarei para casa — , convidou ela, preocupada em deixar Melinda voltar sozinha no meio da noite.

— Não é necessário, senhora. Melinda pode voltar para casa sozinho. Ainda há muitos veículos na estrada, Melinda ficará bem. Os irmãos mais novos precisam mais da senhora aqui — , Melinda novamente recusou a oferta da mulher de meia idade. Como poderia Melinda ser tão cruel a ponto de incomodar a mãe do abrigo, que não só é cega de um olho, mas também paralisada de um lado de seu corpo.

Depois de se despedir da mãe do abrigo e não esquecendo de entregar o dinheiro que tinha, Melinda empurrou sua bicicleta de volta para a mansão de spring. Depois de estar longe do abrigo o suficiente, Melinda parou e tentou consertar a corrente de sua bicicleta.

Em menos de um minuto, Melinda conseguiu consertar a corrente de sua bicicleta. Ela então subiu e imediatamente pedalou sua bicicleta até chegar em frente ao portão da mansão de spring. Os seguranças já o conheciam, então o portão se abriu automaticamente.

No entanto, infelizmente, o mesmo não aconteceu com a porta principal da mansão luxuosa. A porta estava trancada e não poderia ser aberta de forma alguma. Melinda não conseguia entrar.

— Oh meu Deus — , suspirou Melinda, ainda conseguindo conter suas lágrimas. Inevitavelmente, Melinda deitou-se no terraço frio da casa, que também estava cheio de mosquitos.

Atrás da janela, um par de olhos de águia olhava com compaixão para uma garota deitada abraçada a si mesma lá fora.

— Senhor, senhorita Melinda

Pluft!

O som do estalar da cortina sendo fechada com força.

— Eu não me importo! —

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Comments

Ella S.P

Ella S.P

Ela parece uma esquizofrênica falando em terceira pessoa 😂😂😂 chega a ser assustador

2024-04-30

0

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