Quando Madalena chegou em sua casa, ao sair da mansão, avistou uma placa de vendas e lembrou-se de sua melhor amiga Hilary. Imediatamente pegou o celular e discou o número de Hilary, que atendeu no segundo toque.
— Oiê amiga, sou eu, Madalena.
— Madalena, estou com tanta saudades de você. Olha, não consegui vender a casa, mas assim que eu conseguir, eu mando o dinheiro para sua conta. E me fala, quando vem me visitar?
— Eu estou na minha casa amiga, vim embora.
— Por que não me disse antes?
— Porque você começou a falar como tagarela e eu não pude falar.
— Passo aí mais tarde, me aguarde.
— Tudo bem, te espero.
Madalena abriu o portão de sua residência, estava sentindo falta daquele pedacinho de lugar. Ela levou as mãos e arrancou a placa, jogando-a na lata de lixo.
Assim que entrou em casa, alguém tocou a campainha, e ela foi atender. Madalena ia fechando a porta, mas foi impedida por mãos fortes que a impediram de fechar. Percebendo de quem se tratava, Madalena forçou a porta para que fechasse, pois ela não queria falar com ninguém.
— Calma Madalena. Sou eu, Luan.
— Como sei se é verdade?
— Olhe nos meus olhos. É a única coisa que me diferencia de meu irmão, porque até nosso cacete é igual. Posso te mostrar se quiser.
— E o caráter também. — disse Madalena. — Mas entra aí.
Mesmo contra gosto, Madalena abriu a porta para que Luan entrasse em sua residência. Ele entrou e sentou no pequeno sofá da sala, enquanto a olhava com cautela. Madalena se movia pelo pequeno espaço e, por fim, sentou-se no sofá.
— Eu não quero tomar seu tempo, sei que tem muitas coisas pra organizar, mas eu passei pra pedir perdão por tudo que causei.
— Não Luan, não precisa pedir desculpas por todos os erros de seu irmão, que por culpa dele você fez o que fez.
— Vou embora essa noite, e eu queria que aceitasse meu convite de irmos a um restaurante. Jante comigo essa noite, e não se preocupe, só quero ser seu amigo, aceite como pedido de desculpas.
— Quero deixar claro que é difícil pra mim Luan, porque se olho pra você lembro de seu irmão cretino, e mesmo que me custe falar isso, eu sinto algo por ele, que não sei dizer se é amor ou apenas um sentimento passageiro.
— Eu sei, e posso afirmar a você, com convicção que ele também te ama muito, ele só não quer admitir. E meu conselho é que você more com ele, e conquiste Ruan aos poucos, e ele vai ceder.
— Não sou o tipo de mulher que corre atrás dos homens, mas vou tentar me aproximar dele.
Madalena preparou um café e serviu para Luan, enquanto os dois ficaram conversando por mais alguns segundos, Hilary chegou no momento e juntou-se a eles na conversa.
Já no lado da noite, Madalena escolheu um vestido ajustado em seu corpo, um que deixava sua barriga visível, e vestiu. Já preparada, Madalena esperou do lado de fora, e então Luan a pegou e seguiram para o restaurante.
Madalena não contava ver Ruan por lá, e ainda mais acompanhado. Aquilo só a fazia afastar-se mas de Ruan, já que um ciúmes incontrolável a dominava, porém Madalena é uma mulher reservada, não faz um escândalo só porque vê uma pessoa que ama na companhia de outra.
Ela estava animada, conversando com Luan, até que Ruan os incomoda, e ela não gosta daquela presença. Porque sabia que tudo que Ruan fazia era atormentar sua vida, e não entendia porque ele fazia essas coisas.
Depois daquela discussão que teve com Ruan, sem se importar com a atenção de todos ali no restaurante, Madalena passou por ele e foi embora, deixando Luan para trás. Eles que se entendessem.
Madalena pegou um táxi, e o mesmo a levou. Pensando que enfim estaria em casa, o taxista entrou em outra rua diferente, e Madalena começou a estranhar.
— Moço, não é por aqui, pra onde está indo.
— Cala a boca sua vadia.
Aquele homem estava levemente irritado, e enquanto dirigia, mexia em seu celular. Estava ligando pra alguém, Madalena começou a ter uma crise de ansiedade, e imaginou que sua vida virou um inferno depois que conheceu Ruan, e agora se depara com essa situação.
Madalena prestou atenção que o homem falava com alguém no celular, e não estava falando em português, mas em italiano. Então, como uma mulher sempre inteligente e estratégica, pulou nas mãos dele, e fez com que o carro perdesse totalmente o controle. Madalena imaginou que se não tivesse esperando aquele bebê, ela pularia do carro, sem se importar se morreria ou não.
O carro saiu virando em um barranco, e a única coisa que ela fez foi proteger a barriga, sem se importar com os arranhões que seu corpo sofria.
Madalena bateu a cabeça, e apagou ali no local.
Ruan não ficou no restaurante, seu ânimo imediatamente mudou, tirou as mãos de sua companhia de seus ombros, ajeitou o paletó e saiu entrando em seu carro. Ele saiu em alta velocidade, passando por todos os sinais, não se importava com as multas que chegariam no outro dia.
Quando Ruan passa pela ponte da cidade, percebeu que em um barranco havia um carro, provavelmente as pessoas nele teriam sofrido um acidente e que estariam mortos, por terem caído de um barranco tão alto.
Enquanto Ruan ligava pro hospital que é dono, pediu para o amigo mandar uma ambulância com urgência, ele deu o endereço certinho, e ficou esperando ali. O carro imediatamente explodiu o assustando com o barulho.
— Puta merda.
Ruan pensou que as pessoas ali dentro haviam virado um churrasco, e pela primeira vez, um nervoso o alcançou. A ambulância vinha em alta velocidade e parou próximo a ele, seu amigo Doutor o olhou, enquanto fazia algumas perguntas. Ele imaginou que Ruan conhecesse as pessoas, mas ele não sabia quem estava dentro daquele veículo.
Uma equipe com ajuda dos corpos de bombeiros desceram até lá, apagaram o fogo, e havia uma pessoa dentro, que infelizmente morreu queimada.
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Atualizado até capítulo 61
Comments
Dulce Tavares
não pode ser autora 🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺
2025-03-05
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Elza Teodoro
coitada só maldade depois que conheceu esse Ruam
2024-11-25
0
Rossana
🤣🤣🤣
2024-11-05
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