"Madalena queria cair nos braços daquele homem, mas sabia que se arrependeria depois. Então, com todo esforço do mundo, Madalena conseguiu segurar-se para não ter que fazer besteiras.
Ruan parou em sua frente, mostrando um sorriso sarcástico, e entrou por uma porta onde ficava o closet.
Uma mulher de cabelos grisalhos entrou com uma bandeja de suco, deixando-a em cima do criado-mudo. Madalena aproveitou para sair e, ao chegar próximo às escadas, deparou-se com Ruan. Ele estava sentado sobre um sofá, lendo um jornal. Ela não entendeu nada, pois Ruan havia entrado por uma porta e agora estava ali na sala.
Aqueles olhos negros a encararam com certo desdém, e Madalena não entendeu por que ele estava assim. Há pouco a olhava com desejo e agora estava diferente.
— Você não estava no quarto agora a pouco?
— Não me recordo.
— Está de palhaçada comigo?
— Não. Simplesmente respondi a você que não me recordo.
— Qual é o seu problema?
— Nenhum. Eu que pergunto, qual é o seu, querida.
Madalena saiu dali bufando de ódio, subiu as escadas e entrou novamente no quarto, sentando-se na cama. Sua mente estava confusa. Ela respirou e prendeu a respiração, depois soltou novamente. A porta do closet foi aberta, revelando Ruan saindo por ela e ajeitando a gravata. Madalena o encarou com ódio.
— O que foi?
— Eu que pergunto a você, Ruan? O que diabos você está fazendo aqui, se estava lá embaixo?
— Você saiu do quarto?
— Sai. Não sou sua prisioneira.
— Claro que não. Não quero te prender aqui. Pode sair um pouco, tomar um banho de piscina lá fora.
— Não estou afim.
— Então fique no quarto. Vou sair e mais tarde volto.
— Por mim, tudo bem. Se não quiser voltar mais, agradeço.
— Quer que eu morra? Se eu chegar a morrer, você vai chorar, vai sentir falta das minhas mãos em você.
Ruan começou a rir da careta que Madalena fez. Mas uma coisa ela tinha notado: Ruan era diferente no olhar. Percebeu que quando o encontrou no toalete feminino naquela noite, seus olhos não eram tão castanhos, e os olhos do homem que ela encontrou na cozinha eram negros bem escuros. Madalena franziu o cenho, e imediatamente uma ideia surgiu em sua mente. Só precisaria que Ruan saísse do quarto.
Madalena levantou-se da cama, caminhou até Ruan, olhou em seus olhos e percebeu que eram castanhos bem escuros, mas ainda diferentes.
— O que houve, minha bela?
— Ruan, você tem um irmão gêmeo?
— Que eu saiba não.
— Está blefando.
— Acho que você tem que descansar, está vendo muitas visões, já estou indo.
Assim que Ruan saiu pela porta, trancando a mesma, Madalena procurou um grampo nas gavetas. Qualquer coisa que servisse para abrir a porta. Após alguns segundos, encontrou, abriu a porta e conseguiu sair.
Ela caminhou devagar pelo corredor, olhando para cada lado, e desceu as escadas, entrando em outro corredor onde ouviu dois homens conversando. Às vezes, falavam calmamente; outras, discutiam. Mas Madalena percebeu a voz, que era muito semelhante.
Madalena quase teve um desmaio. Suas pernas fraquejaram quando viu os dois homens parecidos. Um deles estava muito alterado, sempre olhando para um lado e outro.
— Você trancou a porta, caramba?
— Tranquei. Não se preocupe, ela não vai sair de lá, a menos que seja inteligente ou tenha uma mágica para atravessar paredes.
— Não faça graça! Escute muito bem, não se envolva com Madalena. O fato de estar no meu lugar não te dá direitos sobre ela.
— Está com ciúmes, Ruan? Por que não admite de uma vez que está caidinho por ela?
— Vai se danar. Minha vida particular não te interessa. Você pode ser a porra do meu irmão, mas isso não te dá direito de se meter na minha vida. E outra coisa, você vacilou quando foi para o closet, deixou ela escapar.
— Eu sei, mas remendei a história, e provavelmente ela acreditou. Quando vai ajeitar essa merda toda? Quero voltar para casa, tenho uma namorada e uma vida.
— Dane-se a sua namorada de merda. Vai ficar aqui até eu conseguir tirar a maldita imprensa do meu pé. De nenhuma maneira eles podem saber que sou pai dessa criatura que vem ao mundo, por isso você está aqui.
— Eu sei.
Madalena saiu de onde estava e caminhou até eles, batendo palmas enquanto olhava para os dois homens à sua frente.
— Você não tinha dito que trancou a porta? — Ruan resmungou.
— Eu tinha trancado — respondeu o outro.
— Então? Qual dos dois é o verdadeiro Ruan? Qual dos dois ficou comigo naquela noite da casa noturna? Não, porque eu mereço saber, no meio dessa palhaçada toda, quem é o verdadeiro pai da minha filha.
Ruan ficou feliz por breves segundos ao saber que Madalena esperava uma menina.
— Calma, Madalena, eu posso explicar pra você!
— Explicar? Isso tudo que fizeram comigo, não tem explicação. É uma brincadeira de mal gosto, e eu poderia muito bem te denunciar por falsa identidade.
— Eu sou o Ruan. Fui eu que fiquei com você, ok!? Esse é meu irmão Luan.
— Que ótimo! E agora? Devemos tomar uma bebida para comemorar?
— Olha, Madalena, eu errei com você, tá? Eu sei que errei, mas estou fazendo isso para o seu bem. Não quero que a imprensa fique procurando por sua vida e a minha, e coloque no jornal para todo mundo saber.
— Tá preocupado com sua reputação e não com a minha, seu mentiroso. Me diz, Ruan, em qual momento colocou seu clone pra te substituir? Era ele ou você no elevador da agência, na minha casa, no meu trabalho?
— Todos esses lugares eram eu, só aqui em casa ontem à noite que ele me substituiu. E mesmo assim você não tem direito de falar nada, porque ainda lembro a palhaçada que fez ontem, beijando aquele merda no seu trabalho.
— Vai se danar, Ruan.
Madalena estava se sentindo esgotada por tudo aquilo, e teria que arrumar um jeito de ir embora para sua casa. Só queria sair daquele inferno.
— E você, Luan? Me fala, se eu tivesse caído nas suas palavras, aquelas que você me disse como queria fazer amor comigo, teria me feito sua?
Madalena sabia que estava jogando fogo onde havia álcool, porque ela sabia a fraqueza de Ruan, e a sua fraqueza era ela. Ele não gosta que a toquem de qualquer maneira. Luan não a respondeu porque não teve tempo. Ruan olhou com ódio para o irmão, e começaram a discutir. Madalena sabia que aquela era sua deixa, e então aproveitou para ir embora daquela mansão."
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Atualizado até capítulo 61
Comments
Ana Lúcia Marinho
tá perdida nessa história ficou chatA.
2025-01-21
0
Elza Teodoro
pior é esses dois cretino brincando com ela olha como Ruan falou ninguém no pode saber que essa criatura é minha que horror
2024-11-25
0
Elza Teodoro
gente não entendi ela desenha é estudada porque tá tão decadente tão pra baixo que palhaçada ela é empoderada até às mocinhas da roça viram empresárias e ela com esse talento ficou na pindaíba
2024-11-25
1