Ruan dirigia em alta velocidade pela BR enquanto pedia para seus seguranças interditarem a saída da cidade, e não deixarem nenhum carro passar.
A cada momento que pensava em tudo o que estava acontecendo, Ruan se sentia com mais ódio, mas não era de ninguém mais do que de si mesmo.
Assim que chegou no local, seus seguranças estavam todos ali, fazendo uma espécie de barreira, e cada um armado e equipado com toucas ninja. Ruan teria que fazer uma varredura em mais de cinquenta carros, e teria que ser logo, antes da polícia federal chegar naquele local.
Ruan saiu do carro e começou a investigação. Um por um. Quando chegou no décimo primeiro veículo, que já era diferente do que viu nas câmeras, Ruan a fez sair do veículo, junto com um rapaz que parecia nervoso.
— Onde está minha filha?
Ruan apontou a arma para o homem, enquanto a mulher saiu correndo. Mas não foi para longe, seus seguranças a detiveram rapidamente, enquanto ela tinha uma arma apontada para si, agora eram cinco. A mulher, que até então não foi identificada por estar com uma touca cobrindo a cabeça, colocou as mãos para cima, em forma de rendição.
Uma tatuagem que havia no braço dela logo chamou a atenção de Ruan, mas naquele momento, o que lhe importava era sua filha.
— Vou perguntar mais uma vez: onde está minha filha? Vocês não querem me ver com ódio. — Enquanto Ruan perguntava, fez sinal para um dos seus seguranças liberar a pista e deixar os outros carros passarem, e assim foi feito.
— A bebê está no porta-malas. — disse o rapaz.
O segurança abriu o porta-malas do carro, e lá estava a pequena garotinha, indefesa e que precisava de cuidados médicos. Ruan virou uma fera e apertou o gatilho atirando no meio da testa daquele homem.
— Leve minha filha para o hospital, ela precisa de cuidados especializados.
Ruan ordenou a um de seus seguranças. A raiva ainda estava impregnada nele, como um perfume caro. Ruan imaginava como esses canalhas fizeram esse tipo de coisa com sua filha, tão indefesa. Mesmo estando naquele estado, por ter nascido de sete meses, precisava de cuidados especializados, e a colocaram dentro de um porta-malas!?
Ruan tentava se controlar, mas não podia. Quanto mais pensava na situação de sua filha, mais a raiva lhe consumia.
Ruan se aproximou daquela mulher, descobriu sua cabeça, e ficou atônito pela descoberta que fez. Mas não sabia se sentia raiva ou se a matava de uma vez.
— Diana?
— Ruan, eu posso explicar.
— Explicar?
— Sim, meu amor.
— Não tem nada para explicar, sua vadia mentirosa. Passei um ano da minha vida na amargura e sentindo sua falta, e você vem dizer que pode se explicar?
— Por favor, Ruan!
— Vai para o inferno e me erra. Mas uma coisa eu vou te avisar: não se meta com minha filha novamente, caso contrário eu mato você. E aí sim, estará morta de verdade. E mais uma coisa, eu vou atrás do divórcio, já que está bem viva, quero você longe de mim e da minha família.
Ruan deu as costas para Diana, para entrar no carro e ir embora, mas foi parado por ela.
— Lembra quando eu disse que iria fazer uma surpresa?
Ruan parou no meio da estrada, seus olhos brilharam de tristeza, mas não disse nada, continuou caminhando.
— Eu estava grávida, e nosso filho tem um ano e um mês.
Ruan olhou para Diana, e balançou a cabeça em negativa, e continuou o caminho, entrou em seu carro.
— Entendeu? O nome dele é Renan.
Ruan a ignorou mais uma vez, e saiu em alta velocidade. As lágrimas caíam de seus olhos, pensando que por esse tempo inteiro viveu em uma profunda escuridão, não teve vida, e se obrigou a ser quem foi, se fechou para tudo e para todos, quando na verdade estava vivendo uma grande mentira.
— Merda, merda...
Ruan bateu várias vezes no volante, enquanto praguejava, e se xingava mentalmente.
Quando chegou na frente do hospital, seu segurança ainda estava por lá, de vigia. E pela primeira vez em toda sua vida, Ruan sorriu para ele e agradeceu por ainda estar ali, e mesmo que não tivesse dado ordens para isso, ele estava ali de vigia pela sua filha, e Ruan reconheceu isso.
— Tudo sob controle, Nico?
— Sim senhor, uma equipe está cuidando da pequena.
— Obrigado.
Ruan agradeceu, e entrou para dentro ajeitando seu paletó, passou pela sala neonatal e viu uma equipe de médicos colocando sua filha em uma pequena incubadora. Ele saiu dali, e caminhou até o quarto onde Madalena estava.
Quando a viu, seu coração bateu forte no peito, por vê-la tão frágil e pálida. Seu lindo rosto estava arranhado, e sua cabeça estava coberta por uma faixa e vários fios estavam ligados em seu corpo. Ruan sentou-se próximo à cama, e pegou suas mãos, beijando as mesmas.
— Oi, Madalena! Eu queria te falar tantas coisas, dizer que me sinto tão culpado, por fazer de sua vida impossível, por conta de erros que são só meus.
Enquanto Ruan falava, seus olhos transbordaram lágrimas, lembrando de todas as vezes que fez com que Madalena passasse raiva em sua vida, podendo tê-la aceitado, e ter reconhecido sua filha.
— Sei que parece estranho, mas eu quero muito que volte. Lute por você, por nossa filha, porque precisamos de você. É isso mesmo, nós dois precisamos de você, meu amor.
Ruan faz carinho no rosto de Madalena, quando percebe que o pequeno monitor cardíaco apita, e percebe que seu coração estava enfraquecendo.
— Droga!!! Madalena, por favor.
Ruan saiu correndo para pedir ajuda. Uma equipe médica veio até a sala. Jonathan pediu para ele sair da sala, e ele obedeceu, apenas olhou tudo através do vidro transparente do quarto. Ruan sentia que seu coração iria parar a qualquer momento, enquanto se sentia devastado. Ruan não imaginava viver sem Madalena, e todas essas desgraças precisaram acontecer para que ele pudesse sentir o quanto a amava e que não poderia viver sem ela.
Ruan permaneceu ali observando tudo, enquanto Jonathan fazia uma desfibrilação no corpo de Madalena, dando-lhe um forte choque, para que os batimentos cardíacos voltassem a funcionar.
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Atualizado até capítulo 61
Comments
Marileidelucenna@hotmail.com Lucena
Meu Deus o quanto essas criaturinhas de mulheres guerreiras eu falo até assim, tem sofrido e lutado para viverem felizes e em paz, e o diabo sempre correndo atrás delas.. Autora do nosso coraçãozinho pequeno e sofridos por leirem essas histórias que nos deixam com o coração apertado não deixe que Madalena morra por favor 🙏
2025-03-21
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Ednilza Ribeiro
eta que só tem tragédia na vida da Madalena
2025-02-28
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Dulce Tavares
eu sabia
2025-03-05
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