Cinco meses depois...
Inglaterra, era o lugar onde Madalena estava vivendo. Quando chegou, passou por várias situações difíceis. Não foi fácil arrumar um trabalho para pagar o aluguel e se sustentar. Não conhecia ninguém e muito menos o lugar, mas aprenderia rápido, já que é inteligente e sabe se virar muito bem.
Madalena está com seis meses de gestação. Fez suas consultas, iniciou o pré-natal e o médico lhe disse que tudo está indo bem com a bebê, sim. É uma menina, forte e saudável. O doutor lhe disse que com o tratamento que ela estava fazendo, ela melhorou da anemia forte que tinha, e agora estava bem.
Madalena ainda continuava pálida e bastante fraca, pois não estava se alimentando muito bem, devido às suas condições financeiras. Tinha dias que não comia nada, porque não tinha, e os lugares onde ela distribuiu os currículos não queriam contratá-la, por conta de seu estado de gravidez.
Agora estava se alimentando como foi pedido pelo doutor, porque conseguiu um bico, que não era fixo, só às vezes que precisavam dela e de outras, quando o restaurante sofisticado e cheio de gente rica estava lotado, e o proprietário do lugar precisava de alguns trabalhadores para ajudar. Mas o patrão não lhe pagava muito bem, às vezes atrasava o pagamento de todos que trabalhavam, e mesmo assim exigia esforço de cada um.
Agora deitada sobre uma cama não muito confortável, Madalena encarava o celular que está com alguns meses desligado, e lembra-se do dia que ligou para Ruan e pediu para que ele não vá atrás dela. Ela tinha convicção de que mesmo pedindo isso, ele iria, já que é tão teimoso, mas se surpreendeu porque ele não foi.
Estranhamente sentiu uma ponta de falta, falta que foi o suficiente para fazê-la lembrar do momento que passaram naquela noite da casa noturna. Madalena lembrava vagamente dos toques de Ruan em seu corpo, de cada beijo, de cada palavra que ele sussurrava em seu ouvido, do jeito no qual ele a olhava quando roçava sua barba em seu pescoço. Se ela não fosse estranha para ele, diria que ele a amava, porque a beijava com tanto amor e devoção, ou fingia muito bem. Porque quando se encontraram no elevador da agência, ele demonstrou o contrário de tudo que tiveram naquela noite.
Madalena fechou os olhos, imaginando tudo que aconteceu, e por sua vez tocou seu corpo, mas imaginando as mãos de Ruan nela, era como se estivesse vivendo novamente aquele momento com ele. Suas mãos foram levemente deslizando em seu corpo, até chegar na sua intimidade já pulsante e molhada de desejo, e tudo isso ao pensar no cretino do Ruan Castilho.
Porém, Madalena não podia deixar de reconhecer que ele fazia amor muito bem, tanto que mesmo estando bêbada quando fez amor com ele, ainda lembrava de seus toques sutis. Ela só não queria imaginar o que mais ele seria capaz de fazer se ela estivesse sóbria.
Pensando assim, Madalena sentiu seu corpo arrepiar-se, e tentou se controlar. Foi quando os espasmos vieram, mas já era tarde, ela atingiu o ápice lembrando daquele ato maligno e cheio de luxúria que Ruan a fez conhecer.
Percebendo o quanto idiota foi, fazendo tal coisa, Madalena se xingou mentalmente, e prometeu a si mesma que não faria mais isso nunca. Porém, juntando o desejo repentino que teve por Ruan e a gravidez, foi como tocar fogo onde já havia combustível. Ela estava com os hormônios à flor da pele.
Estava sem ter relação desde a primeira vez que se entregou a Ruan Castilho, e aquilo é seu pior castigo, porque nunca imaginou fazer isso na vida, e nunca imaginou que era tão bom tocar-se, mas era errado.
Madalena foi até o banheiro, tomou um banho e relaxou um pouco, tentou esquecer o que aconteceu há pouco. Não queria repetir isso novamente, mas parece que o espírito do desejo entrou em seu corpo, porque queria Ruan a todo custo, queria senti-lo novamente, e agora não sabia o que fazer.
Para esquecer do problema que arranjou para si mesma, Madalena se arrumou, ligou o celular antigo. O chip não funcionava mais, estava fora de serviço, já que passou tanto tempo fora da área e não havia colocado crédito. Madalena mordeu os dedos tentando controlar o nervoso, por ver tantas chamadas e mensagens de Ruan.
Ela abriu todas as duzentas e vinte mensagens de insistência, e viu mais de quarenta ligações perdidas, fora as mensagens deixadas no correio de voz que ela preferiu deixar sem ser escutadas.
Madalena conseguiu ler apenas metade das mensagens, porque eram muitas. Leu apenas as recentes, que Ruan mandou alguns dias anteriores.
— Porra Madalena, quando eu te achar, vou matar você.
— Estranhamente sinto sua falta! Estou no banho agora, me aliviando por sua causa.
— Por que não me contesta? Foi engolida por um buraco negro?
Em cada mensagem que Madalena abria para ler, se surpreendia pelas palavras ousadas e às vezes de raiva que Ruan mandava a ela. Ele era como o tempo nublado e ao mesmo tempo ensolarado. Ela não o entendia, queria ela longe e ao mesmo tempo perto.
Madalena deixou o celular de lado em cima do criado-mudo, pegou uma pequena bolsa colocando um pouco de trocado que tinha, para comprar algum sorvete na praça e saiu. Andando pela rua, Madalena atravessou para chegar até a praça, e foi surpreendida por um grupo de vândalos.
— Oi, gatinha, o que tem nessa bolsa?
— Não tenho nada.
— Venha me dê, deixa eu ver.
Madalena foi puxada por um deles, e o outro pegou a bolsa enfiando a mão dentro, e pegou o último dinheiro que tinha na bolsa. Aqueles jovens, cheios de más intenções, a derrubaram no chão enquanto a enchiam de pancadas. Madalena tentou proteger a barriga com os braços, mas quanto mais se movia, mais batiam nela. Naquele momento alguém chegou, e eles saíram correndo largando a bolsa para trás. Madalena apagou ali, e não viu mais nada, somente sentia um líquido quente sair por seu nariz, e perna e junto a dor, parecia que seus ossos estavam quebrando aos poucos.
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Atualizado até capítulo 61
Comments
Dulce Tavares
que maldade é essa autora
2025-03-04
0
Elza Teodoro
mais essa maldade
2024-11-24
0
Angel Caldas
ufaaaa, ainda bem!
2024-09-08
0