Diana
Um mês hoje em meu novo trabalho, um mês que tudo aconteceu e tudo mudou na minha vida. Coisas boas estavam acontecendo ao mesmo tempo, e eu estava tão, mais tão feliz que eu acreditava que um milagre tinha acontecido.
Mas a vida nem sempre é tão linda, nem sempre é tão perfeitas as vezes quando tudo está calmo nos deixa confortável e você se acostuma com isso, esquece os dias de agonia e foca só no presente nas coisas boas. E aí que a decepção e angústia volta com tudo.
– sua chamada está sendo encaminhada para a caixa postal – ouço mais uma vez a mensagem já gravada de quando ninguém atende a sua ligação. Meu pai nunca mais tinha aprontado uma dessas.
– pai, sou eu, por favor me atenda, Derek e eu estamos preocupados – digo engolindo o choro para que o meu irmão não fique ainda mais preocupado, são duas horas da manhã, eu sei que ele está fingindo que está dormindo, assim como eu ele não dormiu praticamente nada e em certo momento da noite eu ouvir ele chorar.
Ainda segurando o meu celular eu vou até a sua cama e me deito ao seu lado, logo o meu irmão me abraça apertado deixando que algumas lagrimas caiam por seu rosto, é impossível conter o choro também pensando no que pode ter acontecido com o senhor Desmond Taylor.
O meu pai sempre volta para casa, bêbado mas volta, nunca passou a noite toda fora, as poucas vezes em que eu fui buscá-lo caído em algum bar ele só aceitava a minha ajuda e voltava. Mas eu já liguei para o bar no qual ele sempre ia e não esta lá, dei uma volta até onde eu pude e não o encontrei.
– Di, eu preciso do meu pai de volta, agora que você está ganhando bem não pode interná-lo? – o meu irmão pergunta entre o choro e eu me surpreendo com o seu pedido – eu ouvi dizer que pessoas que são internadas melhoram.
– é meu amor, mas para isso eles também tem que querer – eu aviso tentando não deixar a minha voz embargada
– Mas o papai quer – diz me apertando ainda mais – porque ele não é a mamãe, o nosso pai ama a gente, não é?
– Sim, querido, ele nos ama – confirmo fazendo carinho em seus cabelos que já estão passando da hora de cortar novamente – mas o que quer dizer com ele não é como a nossa mamãe?
– a mamãe não nos ama – conclui fazendo com que o meu coração acelere a ponto de eu achar que estou tendo uma arritmia, acho que é assim que os médicos chamariam se checassem o meu coração agora – eu li que uma mãe de verdade não abandona o filho por mais que sejam os desafios, eu vi um vídeo em que uma mãe zebra se entrega a um leão para dar tempo do filhote fugir. É isso que significa ser mãe?
Ele indaga e eu fico sem palavras para os seus questionamentos, uma criança de doze anos não deveria se preocupar ou passar por isso não é?
– você é como uma mãe para mim Diana – ele volta a dizer abraçado ao meu corpo enquanto eu faço carinho em seus cabelos – eu tenho doze anos mais eu já sou um homem por mais que não me digam as coisas eu sei, você deixou de fazer sua tão sonhada faculdade para ficar comigo e nos sustentar, você acha que eu não percebo mais foi isso que você fez, abandonou os seus sonhos por mim.
– ei, está tudo bem – digo quando ele começa a chorar de forma desesperada, o meu irmão guarda muita coisa para ele e isso não é nada bom – não se sinta culpado, eu faria tudo de novo por você, eu te amo mais que tudo Derek.
Não sei em que momento peguemos no sono entre o choro mas eu acordo sentindo um cheiro horrível de bebida invadir o meu quarto, quando abro os meus olhos o meu pai está aparentemente bêbado sentado no chão ao lado da cama de Derek ,esse ainda está me abraçando como se temesse que eu também fosse embora a qualquer momento
– Me perdoe filha – ele pede com a voz completamente embolada e começa a chorar colocando as mãos em seu rosto – eu sou um fraco, sozinho eu não vou conseguir, me ajude por favor.
Ele pede e nisso eu já estou chorando o meu irmão acorda e assim que ver o nosso pai praticamente pula da cama indo abraçá-lo e começamos todos a chorar, abro o aplicativo do banco e vejo que o meu salário já está lá. Mas do que eu deveria ganhar, porém vou reclamar depois, por hora eu vou fazer o que é certo.
– Arrume as suas coisas – eu peço e ele concorda sabendo que eu vou fazer o que ele quer, ainda ficamos abraçados no chão do quarto por um tempo
– pai, acho melhor o senhor tomar um banho ou Di e eu ficaremos bêbados – Derek brinca nos fazendo gargalhar, para em seguida voltarmos a nos abraçar enquanto fazemos uma despedida silenciosa cada um com os seus pensamentos.
Eu vou usar o dinheiro para ajudar o meu pai enquanto ele quer ser ajudado, espero que o tratamento funcione, pois Derek e eu precisamos dele. Precisamos também da nossa mãe, mas assim como o meu irmão mais novo disse, ela não nos ama, tudo o que ela ama é o dinheiro, e ela nos trocou por ele sem pensar duas vezes.
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presenteiam bastante, o próximo capítulo sairá mais tarde ❤ 🌻💜
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Atualizado até capítulo 105
Comments
Isabel Esteves Lima
Espero que o pai dela faça o tratamento e volte para juntos serem felizes.
2025-01-30
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maria Cristina
terrível esse vício ainda bem que ele está procurando ajuda
2025-02-21
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Fatima Leal Oliveira
Sem a pessoa querer não adianta o internamento
2025-02-09
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