Diana
Não sei em que momento eu me vi em meio a um discursão de crianças e perdendo o meu emprego em seguida.
Eu já me acostumei com aquelas crianças ricas metidas a besta falando e fazendo maldades, apesar de achar muito errado, mas eu preciso do meu emprego, o meu pai ganha alguns trocados fazendo bicos de mecânico, ele é ótimo no que faz, mas depois do que aconteceu o dono da oficina o chama só as vezes.
As poucas lagrimas que caíram foram inevitáveis de segurar ao imaginar o quão difícil seria procurar um novo emprego, ou em não ver mais a minha amiga Mag. e principalmente a minha amiga joaninha.
Pensar nela me faz lembrar do seu Tio Warren e argh ... cara insuportável. Ele não parece ser um rico metido a besta, mas ainda assim é um poço de arrogância, ele me encarou como se eu estivesse hipnotizada pela sua beleza surpreendente.
Devo confessar, ele é o homem mais bonito que eu vi, e pela mancha de batom em seu rosto um completo safado também. Após o meu momento de deslize em me dar conta do que eu havia feito limpar o rosto do homem como se fosse um vidro qualquer.
Mas não era, era o rosto mais perfeito que eu já havia visto, ele parece uma obra de arte feito a mão com os mínimos detalhes pensados exclusivamente para ele, aquela boca carnuda e avermelhada como se ele usasse liptint, a pele bronzeada parecia o pecado e os olhos azuis escuros tão intensos como o céu em um anúncio de chuva era com certeza os mais lindos que eu já havia visto.
Estremeço no banco de trás do passageiro, sim como uma boba cá estou eu no assento do seu carro de coro de luxo, quando eu me sentei temi que o meu jeans já surrado manchasse o local de tão perfeito que parece. Assim que o conforto do coro me acolheu tentei não gemer em satisfação, diferente do assento do metrô esse é o paraíso.
– Tia você vai poder visitar a minha casa e conhecer o meu quarto e o da minha irmã? – Joaninha questiona animada e eu arregalo os olhos encarando o “meu motorista” sim eu o apelidei assim em minha mente, que mal tem? Coro completamente envergonhada
– Não posso querida – digo após ouvir um rosnado do homem no banco da frente ele parece apreciar a minha resposta pois está nítido que não ver a hora de se livrar de mim, confesso que a vontade é totalmente recíproca.
Pretendo assim que deixarmos a joaninha em sua casa eu vou pedir para ele me deixar em uma estação mais próxima pois é nítido que não está muito a fim de ir até o meu pobre bairro, mas eu não me envergonho de minhas origens.
Ainda sonho em fazer uma faculdade, mudar de vida e tirar a minha família da pobreza, pois é horrível viver contando cada centavo, ah um ano atras quando eu ainda não trabalhava corríamos o risco até de ficar sem comer, e eu não deixaria que o meu irmão passasse por isso, comecei a entregar currículos e fui em agencias que contratavam para fazer faxinas, assim conseguia uns trocados e ajudava nas despesas, desse modo a faculdade foi ficando para trás.
Assim que chegamos a um bairro luxuoso muito conhecido eu não me impressionei, apesar de viver no mundo da lua eu tenho os meus pés no chão, foi por gente assim que a minha mãe nos trocou, provavelmente ela deve morar em uma dessas mansões.
– Tchau princesa Diana, nos vemos na segunda – Joaninha diz quando o carro é estacionado, eu procuro não olhar muito para não parecer uma interesseira então apenas mantenho minha atenção em abraçar a criança ao meu lado.
– Até meu amor – eu digo e engulo o choro sabendo que eu não a verei segunda, nem nos dia seguinte, olho para frente e o homem me encara pedindo que eu não diga nada – não se esqueça, sempre respeitar as pessoas, ser obediente
– E sempre ser feliz – ela diz e eu sorrio, lhe dou mais um abraço apertado, em seguida a porta é aberta por um homem mal encarado que me avalia com um olhar feroz, em seguida faz um aceno para o “meu motorista” – Olá Gerardzinho.
Eu prendo o sorriso com a voz doce que a joaninha dirige ao homem enorme que parece um armário, e ela parece ter esses dois grandalhões na palma da mão.
Diferente de mim que a única coisa que eu tenho na palma da mão são dívidas.
– Vem para o banco da frente – o homem diz, Warner, eu esqueço facilmente o nome das pessoas, vejo joaninha sumir das minhas vistas e volto a minha atenção para o homem a frente.
– Aqui está bom senhor Warner, e além do mais, o senhor pode me deixar na estação mais próxima – digo cruzando os braços também, se ele não gosta de mim, é uma pena, eu também não fui com a cara malvada e linda dele, nos contos de fadas com certeza ele seria o Shrek
– Tá de sacanagem – ele resmunga mais para ele mesmo e solta o cinto se virando para trás, a intensidade com que me olha me faz ficar em alerta, o meu corpo fica tenso e os meus pelos eriçados – eu nunca quebro uma promessa, eu disse que eu vou leva-la em casa, então eu a levarei, e venha para frente agora.
Ficamos nos encarando como se estivéssemos em um duelo e o que desviasse primeiro perderia, algo em seu olhar azul intenso me intimava a não desviar, e dentro de mim havia uma vontade absurda de me deixar molhar com a tempestade que com certeza ele causaria em minha vida.
Somos despertados pelo toque do seu celular, sem algum tipo de urgência ele desvia os olhos do meu e olha para o seu aparelho em seguida soltando alguns palavrões e me esquecendo completamente.
Pelo modo com que dirige para qualquer lugar que tenho certeza de que não é o meu endereço diz que quem quer que seja que tenha ligado é urgente e eu não vejo a hora de o carro parar para que eu desça e siga o meu rumo. Ele está tão perdido em pensamentos que tenho medo de chamar sua atenção ele se assustar e isso causar um acidente irreparável.
Diana C. Taylor
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Atualizado até capítulo 105
Comments
Jessica Bernardo
então somos duas acho que tenho dívidas até nos fios de cabelo kkkk
2025-03-14
2
Lucifer
estpu imaginando ela o limpando como se fosse vidro kkk
2025-02-21
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Maria Jose
gostei da prota ela e gata mesmo
2025-02-13
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