Após cantar algumas músicas de ninar pra filha, que pegou no sono, Rafaela sentou-se no sofá da sala pra conversar com Júlia.
— Quer dizer que ou você vai com ele e fica infeliz ou fica sem a Clarinha... Grandes alternativas as daquele idiota... — Disse Júlia indignada.
— Como você pode ver, eu não tenho escolha... — Disse ela esgotada. — Vou arrumar as roupas e me preparar para o pior.
— Rafaela, eu sinto muito amiga... — Disse Júlia triste pela amiga. — Talvez as coisas deem certo por lá, Rafa... É o melhor que tem a fazer... — Disse séria.
— Eu sei Mai... É o melhor para minha filha... — Se sentando na cama da pequena. — Você vai ser muito feliz, minha anjinha... — Acariciando os cabelos negros dela.
— Clara vai gostar muito, vai ter tudo que qualquer criança pode ter... — Disse Júlia com um pequeno sorriso. — Eu adorei conhece-las, Clara é a criança mais fofa que eu já conheci, e você... — Pegando na mão dela. — É a mãe mais digna que eu já conheci. — Disse Júlia sorrindo.
— Júlia... Eu quero que entre em contato comigo, vai continuar a ser minha amiga... — Disse Rafaela emocionada. — Ainda vamos nos encontrar novamente...
— Vamos sim, amiga... -Disse sorrindo. — Quando você quiser conversar liga pra mim, vou estar sempre aqui pra te escutar.
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No apartamento de Igor ele andava de um lado a outro. Não sabia se estava fazendo a coisa certa, sabia que tinha grande culpa em tudo aquilo, mas, não queria dar o braço a torcer.
— Atende essa droga! — Gritou ele ao mordomo.
— Já estou indo senhor... — Abrindo a porta. — Boa noite, senhorita Carla...
-Ah! Era só o que faltava... — Se jogando no sofá. — Já dei tchau a você ontem, Carla.
— Mas, não é assim que eu resolvo as coisas... — Subindo em cima dele no sofá.
— É como... Com sexo? — Perguntou Igor olhando ela desabotoar a blusa.
— Quero mostrar a você, que eu posso deixá-lo louco... — Beijando o pescoço dele.
— Carla... — Se arrepiando. — Se vamos transar, quero deixar uma coisa bem clara... — Disse Igor a encarando.
— Que coisa? Meu macho... — Perguntou ela tirando a gravata dele.
— Amanhã eu viajo, e não quero voltar a te ver mais... — Disse de uma vez.
— O quê? — Perguntou ela saindo de cima dele. — Como assim, viaja amanhã? — Perguntou ela fechando a blusa zangada.
— Vou viajar de volta pra Londres, com a minha filha e...
— A sua o quê?! — Perguntou Carla de boca aberta.
-Minha filha. — Disse Igor sério. — Tenho uma garotinha de três anos.
— Uma garotinha de três anos... Não acredito que fez isso comigo Igor! — Gritou Carla com raiva. — Me trai e ainda por cima, nem usa camisinha! — Gritou ela pegando um cinzeiro caríssimo.
— Deixa isso ai! — Gritou ele. — Não começa com histeria... Não lhe devo satisfações da minha vida.
— Como pode ser tão frio, eu vivi momentos incríveis com você...
— Sim e eu não nego isso, mas, acabou, acabou, é isso que você tem que entender. — Disse Igor colocando o cinzeiro no lugar.
— Não... Eu vou pra Londres também... — Disse Carla indignada.
— Mas, será que você é surda? — Perguntou ele com raiva. — Você quer ir? Vai... Mas, não comigo, e não vai ficar na minha casa...
— Igor, eu posso ajudá-lo a criar a menina...
-Sim, claro... Grande modelo de mãe... — Disse ele debochando.
— Até parece que você vai ser um ótimo modelo de pai... — Ironizou a loira.
— Vou sim... Vou ser o melhor pai do mundo pra minha Clara...
— Clara... E posso saber, quem é a mãe da menina? — Perguntou Carla, séria.
— Não... E se me der licença Carla, eu preciso arrumar as minhas malas pra viagem... -Abrindo a porta.
— Eu também preciso arrumas as minhas... — Dando um beijo nele e saindo.
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A noite foi agitada pra Rafaela, arrumou uma bolsa pra ela e outra para Clara, não tinha muitas coisas pra levar, os móveis mais conservados ela deu a Júlia e os velhos ia deixar no apartamento. A decisão já estava tomada, o futuro da sua filha estava garantido.
"Mas, e o meu futuro? E a minha vida? O que vou fazer?".
Clara dormiu a noite toda tranquilamente, e logo pela manhã Rafaela ouviu uma batida na porta.
"Só pode ser ele… ".
Quando abriu a porta lá estava ele de pé, com uma calça jeans escura e uma camisa branca, os cabelos molhados indicavam que acabara de sair do banho.
— Bom dia, Rafaela... — Disse Igor entrando.
"Está mais lindo que nunca... Como posso me sentir tão vulnerável perto dele?".
— Bom dia, Igor... — Respondeu ela constrangida.
— Que bom que Clara ainda dorme... — Observando a filha abraçada à boneca. — E então, o que decidiu?
— Igor, não sei por que faz uma pergunta dessas, se sabe que não me deu alternativas... — Disse ela séria.
— Não estou com ânimo pra discussões logo pela manhã... — Disse ele olhando-a. — Diga logo o que resolveu?
— Eu vou com você... — Disse ela sentando-se. — Mas...
— Mas? — Disse ele estreitando os olhos.
— Gostaria de saber, o que vai acontecer daqui pra frente. — Disse ela olhando a filha.
— Bom... Já arrumou algumas coisas pra levar? — Perguntou Igor com um sorriso cínico.
— Sim... Arrumei algumas roupas minhas e de Clara. — Disse Rafaela com a cabeça baixa.
— Não precisa arrumar roupa nenhuma... -— Indo até a janela. — A primeira coisa que faremos quando chegarmos a Londres, são compras...
— Não, eu...
-Minha filha vai ficar muito conhecida por lá, e você como vai sempre estar por perto, também tem que estar bem vestida. — Esclareceu Igor.
— Que papel pensa que vou desempenhar, Igor? — Perguntou Rafaela indignada. — Papel de babá? Eu sou mãe da Clara, e se não quiser que todos os seus amigos saibam, vai ter que me manter trancada... — Disse ela zangada.
— Quando vocês estiverem prontas me ligue e eu mando o motorista buscá-las... — Dando um beijo na filha. — Você fez a escolha certa, Rafaela... — Deixando o cartão com o número do telefone na mesa e saindo.
"Não vai ser fácil, Meu Deus, dê-me forças pra aguentar… ".
Clara demorou um pouco pra acordar, Rafaela colocou a melhor roupa que tinha, um vestido azul de crochê que ela mesma havia feito, escovou os cabelos e os prendeu como de costume. Clara acordou animada, Rafaela lhe deu banho e colocou um vestidinho rodado branco com bolinhas vermelhas, penteou os cabelos loiros e colocou um arquinho vermelho.
— Mamãe, quelo meu sapatinho banco... — Pediu ela balançando uma perninha na cadeira.
-Sim, minha anjinha... — Colocando-lhe os sapatos brancos que ganhou de uma antiga vizinha. — Está linda, minha bonequinha... — Abraçando a filha.
— Voxe é linda mamãe... — Disse a pequena sorrindo.
— Você quem é, minha princesa... — Rodando com a filha que ria sem parar. — Agora... — A colocando sentada na cadeirinha. — Vamos colocar um paninho aqui pra não sujar... — Colocando um pano em volta do pescoço dela. — E vamos tomar o nosso café manhã. — Trazendo pão com mussarela e chocolate quente.
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Atualizado até capítulo 42
Comments
Alexandra Calheiros
Misericórdia. São duas crianças? uma loira e outra morena. Melhor fazer enquete pra decidir.
2024-12-06
0
Natalia Maia
se loko, oxe é loira com os cabelos negros...
2025-02-14
0
Natalia Maia
alem disso a menina tem dois nomes
2025-02-14
0