Vitoria tentava decifrar o significado do sorriso de Enzo enquanto anotava o número de telefone para Celina. Tinha dúvidas se era correto passar o seu número para a menina, pois estaria criando um lanço afetivo maior do que o de paciente e médica com a criança, mas já tinha dito sim e não voltaria atrás na sua palavra.
_ Quando precisar de mim, pode me ligar. Disse entregando o papel com o seu número para Celina.
_ Obrigada. Agradeceu a menina olhando o numero de Vitória e guardando o papel com carinho na sua mochila. _ Eu vou ligar sim.
_ Depois que você fizer todos os exames, peça ao seu pai para marcar o retorno comigo.
_ Não vou esquecer que tenho que voltar para te ver. Vitória se despediu de Celina com um abraço. _ Tchau Vitória, e não se esqueça de mim
_ Tchau linda, não se preocupe com isso, não vou me esquecer de você.
_ Obrigada doutora por cuidar da minha filha. Falou Enzo estendendo a mão para Vitória que resolveu aceitar o seu gesto. Quando as suas mãos tocaram, uma corrente elétrica percorreu os seus corpos e fazendo com que separassem as suas mãos por causa daquela sensação. Vitória olhou para ele e outra vez sentiu algo diferente. Ficaram um tempo se olhando em silêncio.
_ Papai, vamos! Ainda tenho que almoçar antes de ir para escola. Chamou Celina fazendo que os dois ficarem sem graça.
_ Vamos filha. Vitória acompanhou os dois até a porta do consultório e quando novamente ficou sozinha, olhou para a sua mão tentando entender o porquê daquela sensação ao segurar a mão de Enzo .
_ O que está acontecendo comigo? Passou as mãos pela cabeça se sentando. _ Eu só gosto da Celina, mas não gosto do senhor Enzo Vasconcelos. Disse pegando sua bolsa e saindo para almoçar.
No caminho para o restaurante, Vitória reparou na vitrine de uma loja de acessórios que até aquele momento não havia lhe chamado a atenção. Viu alguns acessórios para cabelo e lembrou-se de Celina. Resolveu entrar e olhar algumas itens para a menina.
Enzo e Celina almoçaram em um restaurante perto do hospital e saiam apressados pois a menina já estava bastante atrasada para escola, quando Enzo viu Vitoria sair da loja de acessórios.
_ Celina, olha a Vitória. Falou apontando na direção da médica.
_ Será que se eu gritar ela vai me ouvir?
_ Acho que ela não vai te escutar daqui, é melhor ligar... aonde está o número do telefone que ela te deu?
_ Está aqui papai. Celina pegou o telefone na mochila e entregou para Enzo.
_ Vamos ligar para ela... Diz contente salvando o número da médica na agenda do seu telefone.
Vitoria sentiu o telefone vibrar e o número no visor do aparelho era desconhecido para ela que mesmo assim atendeu atendeu a chamada.
_ Alô...
_ Alô... Oi Vitória, sou eu, a Celina. A menina estava animada e Vitória percebeu a sua agitação.
_ Oi Celina, já está na escola?
_ Não...Vitória, olha para o outro lado da rua. Assim que Vitória se virou viu Celina acenar do lado de Enzo que pegou o telefone na mão da filha.
_ Que bom que deu seu número de verdade para a Celina.
_Senhor, eu não mentiria para uma criança. Falou brava por ele duvidar dela.
_ Eu sei… e esse é meu número, pode salvar na sua agenda e me ligar se precisar de mim, por algum motivo.
_ Não se preocupe senhor, não precisarei da sua ajuda. Falou fazendo Enzo ficar sério.
_ É tão difícil para você me chamar pelo meu nome? Perguntou e Vitória ficou em silêncio. _ Sei que não começamos bem a nossa relação, e a culpa foi minha… Admitiu Enzo, mas como Vitoria permanecia em silêncio, ele não quis insistir. _Desculpa, não vamos mais tomar o seu tempo ... Vitória olhava para os dois do outro lado da rua e sua cabeça estava confusa, queria estar longe e ao mesmo tempo perto dos dois, principalmente de Celina.
_ Eu acho que a Celina já está atrasada para a escola.
_ Verdade...
_ Mas... espera só um minutinho. Vitória encerrou a ligação e foi em direção a eles. _ Vi uns acessórios para cabelo naquela loja e pensei em você. Falou com Celina. _Ia te entregar no dia que voltasse com o resultado dos exames, mas como ainda estão aqui... Vitória tirou algumas presilhas decoradas com borboletas e colocou no cabelo de Celina.
_ Que borboletas lindas.
_ Você gostou?
_ Muito, não quero mais tirar do cabelo. As covinhas na bochecha da menina evidenciadas pelo seu sorriso, demonstravam que ela realmente gostou do acessório.
_ Tem mais alguns assessórios que comprei para você, tudo fácil de usar, vou deixar com o seu pai, ja que agora você tem que ir para a escola. Quando voltar para casa depois da aula, você dá uma olhadinha.
_ Sim, vou testar tudo no meu cabelo. Falou abraçando Vitória. _ Guarda bem, papai.
_ Eu guardarei… Obrigado Vitória.
_ Não foi nada de mais, gosto da Celina.
_ E de mim? Perguntou Enzo encarando Vitoria.
_ De você? Vitória ficou nervosa com a pergunta e começou a gaguejar. Eu...
_ Você gosta do meu papai, Vitória? Celina prestava atenção nos dois e também perguntou se ela gostava do pai. _ Vocês dois ficam bem juntos. Falou olhando atentamente para eles. Enzo engasgou e começou a tossir e Vitória corou diante da observação da menina.
_ Eu preciso ir.
_ E você filha, está atrasada para a escola. Diz Enzo limpando a garganta depois da crise de tosse que teve.
_ Tchau Celina. Vitória se aproximou e beijou a bochecha de Celina. _ Tchau… Enzo. Foi a primeira vez que a médica pronunciou apenas o nome de Enzo que sorriu, enquanto Vitória seguiu para o restaurante apressada.
_ Papai que cara é essa?
_ É a minha cara de sempre filha.
_ Não, o senhor está diferente e eu acho que é por causa da Vitória. O senhor também gosta dela, não é?
_ Eu? Eh..., eu gosto de quem gosta de você. Foi o que ele respondeu para a filha.
_ Eu sei que o senhor gosta dela, e isso é bom. Falou feliz caminhando em direção ao carro do pai.
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Atualizado até capítulo 50
Comments
suely felippe
muito esperta /Heart/
2025-04-05
0
Edvania Montenegro
Celina será a cupido .kkkkk
2025-02-16
2
Valeria Grossi de Almeida
Celina é maravilhosa /Heart//Heart//Heart/
2025-01-25
1