Josiane: Vem, vamos até o seu quarto.
Sara: Quem é você?
(Josiane, governanta do Adam)
Josiane: O meu nome é Josiane e sou a governanta da casa do senhor Adam.
Sara: Não precisa me ajudar, isso vai te custar o seu emprego.
Josiane: Se custar, será porque já estava na hora de sair daqui.
Sara: Josiane segura o meu braço, peço para ela ir narrando, por onde estamos passando e vou contando os passos. Ela me fala tudo sobre o quarto e me ajuda a arrumar as minhas coisas no closet. Eu mesmo guardo para saber onde estão depois.
Josiane: Tenho que ir, essa é a hora mais ou menos que o senhor Adam chega da empresa.
Sara: Nem sei como te agradecer.
Josiane me dá um abraço.
Josiane: Não precisa.
Sara: Josiane sai e configuro o meu celular para despertar no horário das refeições. O meu maior medo aqui são as escadas, aprendi um pouco também sobre a sala de jantar e a sala de estar. Sei que terei um longo e doloso caminho pela frente. Meu celular toca, é o toque da Lize.
📱Sara: Lize, você está bem?
📱Lize: Sara estou...
Sara: Sinto alguém pegar com brutalidade o celular da minha mão.
📱Adam: Noivinha fujona, a minha esposa está ocupada agora.
📱Lize: Adam?
Sara: Escuto um grande barulho de algo se quebrando e me assusto.
O que você fez?
Adam: Vocês duas me fizeram de idiota, acha mesmo que vão ficar de conversinha dentro da minha casa?
Sara: Isso foi meu celular?
Adam: Era.
Sara: Adam o celular estava todo configurado para minha realidade.
Adam: Sara se abaixa e procura o celular, ela pega partes dele e posso ver uma tristeza enorme no seu rosto.
Sara: Adam sai do quarto e bate a porta. Não entendo porque tanto ódio. Ele é um homem frio com o orgulho ferido, cego por vingança. Reúno as peças que encontro do celular e coloco na bancada, não faço ideia de como vou saber o horário das refeições principais, piso em alguma peça que não tinha encontrado e sinto ela perfurar o meu pé. Respiro fundo, me sento no chão, tiro peça e sinto o sangue escorrendo. Estou bem no meio do closet, não sei aonde fica o kit de primeiros socorros e tudo que não precisava era machucar o pé agora. Tento pressionar a ferida e noto que continua sangrando.
Adam: Entro no quarto e encontro a Sara sentada no chão pressionando o pé, tem sangue no chão e noto que ela se cortou. Ela parece notar a minha presença.
Sara: Pode me ajudar?
Adam sai em silêncio do quarto.
Josiane: Meu Deus! O que houve Sara?
Sara: O desumano do Adam quebrou o meu celular e me cortei pisando em alguma peça.
Josiane me ajuda a sentar na cama, o Adam mandou ela me ajudar com um curativo e só. Ela recolhe todas as peças do celular do chão e manda limparem o closet.
Josiane: Não sou boa com curativos, mas fiz o meu melhor.
Sara: Está ótimo, muito obrigada.
Josiane: Vai ser ainda mais difícil agora, como vai pisar com esse pé assim? O corte foi fundo Sara.
Sara: Não se preocupe Josi, vou ficar bem. Pode descer ou o Adam vira atrás de você.
Josiane: O jantar está sendo servido.
Sara: Estou sem fome Josi.
Minto, pois não quero preocupar a Josiane, o meu pé tá doendo muito para descer.
Josiane: Já pulou o almoço para dar tempo de desfazer as malas e conhecer o quarto, precisa comer Sara.
Sara: Não se preocupe Josi.
Josiane tentar argumentar, mas não deixo, ela sai frustrada. Banho tentando não molhar o pé e escorrego no banheiro, caio e bato a parte de trás da cabeça na parede. Chego a fica tonta, fico um tempo sentada no vaso, coloco a mão na cabeça e sinto sangue. Me sinto um pouco melhor, me visto no banheiro mesmo com um pijama bem quentinho, saio do banheiro cambaleando e perco a consciência.
Adam: Entro no quarto e encontro a Sara desacordada no chão, chamo e ela não responde, noto um pouco de sangue na parte de trás da cabeça dela. Desço com ela nos braços e corro para o hospital central. Chego ao hospital e uma enfermeira leva ela para ser atendida. Fico mais de uma hora aguardando o médico sem saber o que fazer.
(Dr. Guilherme, protagonista da obra "Tudo Por Ela")
Dr. Guilherme: Acompanhante de Sara Sanchez?
Adam: Sou o marido dela.
Dr. Guilherme: Preciso que me acompanhe para um local mais reservado.
Adam: Sigo o médico em silêncio. Ele parece estar com raiva.
Dr. Guilherme: A sua esposa está consciente e sendo medicada, ela sofreu uma concussão devido a uma queda. Ela me falou sobre o pé e que escorregou e bateu a cabeça no banheiro. Foi necessário dar alguns pontos no pé e na cabeça, devido à concussão vamos deixá-la em observação por vinte e quatro horas e ira precisar de repouso por duas semanas. O que mais chamou a minha atenção foram outras coisas, as enfermeiras me chamam quando foram trocar as roupas da sua esposa, estou ciente que ela é cega, mas o corpo dela está com vários hematomas. Além disso, ela está com uma fratura na costela.
Adam: Pensa que bato na minha esposa doutor?
Dr. Guilherme: Sinceramente estou a um passo de acionar a polícia, só não fiz ainda porque a sua esposa negou estar sofrendo violência doméstica.
Adam: Pois, saiba que se fizer isso a sua carreira como médico está acabada. Eu não bato na minha esposa, nos conhecemos e nos casamos ontem!
Dr. Guilherme: Se ela decidir te denunciar pouco me importo com a sua ameaça, irei chamar a polícia. Ela está no quarto 202 e lembre-se que aqui dentro não permitiremos que a machuque.
Adam: Respiro fundo e sigo até o quarto. Entro e a Sara está acordada, ela parece pensativa e muito triste.
Sara: Pelo perfume sei que é o Adam que entrou no quarto.
Adam: O médico acredita que está sofrendo violência doméstica, sabe o quanto um escândalo desse pode me prejudicar?
Sara: Você me prometeu o inferno e me deu, estou vivendo ele sem reclamar, que culpa tenho das consequências disso?
Adam: Deveria ter me avisado que bateu a cabeça e precisava de pontos no pé. Poderíamos ter evitado tudo isso chamado um médico em casa.
Sara: Sou cega Adam, quantas vezes preciso te lembrar? Vivo no escuro e não vejo nada, como saberia que precisava de pontos? Você quebrou o meu celular, pisei em alguma peça e me cortei, depois me viu no chão. Poderia muito bem ter olhado o meu pé, mas ignorou. Tentei banhar sem molhar o curativo. Se isso seria difícil para alguém que enxerga, pode imaginar como foi para mim, caminhar com um pé só sem ver nada? Sai do banheiro e desmaiei, não ouve tempo de pedir ajuda.
Adam: Escuto com atenção cada palavra da Sara. Ela fala enquanto deixa algumas lágrimas caírem, noto uma tristeza profunda em cada palavra dela. Ela não grita, não se exalta, apenas chora de tristeza. Saio do quarto, aviso as enfermeiras que ela passará a noite sozinha e volto a mansão.
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Atualizado até capítulo 76
Comments
Aline Priscila 🎀
seu monstro! crápula! sem coração...seu idiota da pior espécie...Só merece nosso desprezo! olha o que fez com a Sara! e olhe pra ela...mas olhe bem...com todos os seus sofrimentos e dores ela não culpa ninguém, ela não reclama, apenas tenta sobreviver ao que lhe foi imposto...está disposta a se sacrificar por aqueles que ama...você sabe o que é isso?! claro que não seu discípulo de 👿
2023-04-03
503
Antonia Santos
Sabe autora, preciso fazer um desabafo.... Já li algumas de suas obras e amei todas elas, incluindo esta. A questão é, que você é tão boa por excelência, que acabo vivenciando as mesmas emoções que os personagens e isso as vezes acaba comigo. Mas tudo bem, depois da tempestade vem o arco-íris🌈 Quero que saiba que estou amando a leitura! Bjs amada ♥️💋♥️💋♥️💋
2023-09-21
92
Marcia Santos
Coitada da Sara, que ordinário esse Adam, vai se arrepender de tudo que está fazendo com Sara, que escroto dos infernos 😡😡😡
2025-02-03
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