...Capítulo 10...
Alice: q-que tipo de pergunta é essa, Duque? O que deu em você?
Alice foi pega de surpresa com aquela pergunta inesperada e não sabia o que fazer. Ela estava desconfortável e confusa.
Logo, Duque abaixou a manga do seu vestido e começou a acariciar seu ombro nu. Ele então, desceu a mão até as suas costas, pressionando mais o corpo de Alice contra o dele.
Alice: Duque, pare com isso, por favor, me solte!
Alice tentou se soltar dos braços fortes de Duque, mas ele não parecia querer solta-la.
Alice: Duque, me solta...
Duque: só um pouco... Eu preciso só de um pouco...
Falou ele, ofegante. Seus olhos estavam meio fechados e no fundo, Alice sabia que havia algo errado. Aquele não parecia ser o Duque que ela conhecia. Parecia que ele estava delirando.
As mãos dele desceram até a cintura de Alice e a apertou em cheio. Então, ele a levantou fazendo ela ficar em cima dele, envolvendo o seu corpo pequeno com os seus braços grandes e musculosos.
Alice estava aflita e não conseguia se mover. Ele apertou a bunda dela com as duas mãos, enquanto sua boca tocava nos seios da garota, que estavam sobre o seu rosto.
Suas mãos começaram a levantar o vestido dela, mas foi nesse momento que passos começaram a ser ouvidos na escada.
Quando Vena entrou no quarto, viu Alice correr até o banheiro segurando o vestido com as mãos, enquanto Duque parecia dormir na cama. Seu corpo estava de frente para o teto e ele estava só de calça e sem camisa, deixando a mostra seu peitoral musculoso e suado.
Vena se aproximou de Duque e quando tocou nele, viu que ele estava ardendo em febre.
Vena: Alice, onde está você?
Perguntou Vena, preocupada. Até que Alice respondeu de dentro do banheiro.
Alice: ah, não, é só que a alça do meu vestido quebrou, eu tô tentando ajeitar aqui...
Vena: hum.
Alice logo saiu do banheiro, como se nada tivesse acontecido, arrumando o cabelo com as mãos.
Vena: ele tá ardendo em febre. Já tinha visto isso?
Alice: ah, é, eu tinha sim. Ele está bem quente mesmo...
Alice falou o “quente” de forma bem acentuada, mas só ela sabia do que estava falando. Vena cobriu o corpo de Duque com um cobertor.
Vena: eu consegui as minhas passagens. Mas, do jeito que Duque está, não sei se devemos viajar agora.
Alice: ele não devia ficar assim. Como ele vai conseguir lutar contra os inimigos se não pode nem usar o poder do medalhão?
Vena: Não sei, acho que ele não tá assim só porque usou poder demais. Tem outra coisa. Parece que tem outra energia tomando conta dele.
Alice: que energia?
Vena: ah, sei lá, alguma energia negativa, algo que está o atormentando, não sei. Isso é algo que só ele pode descobrir.
Alice: você não faz ideia do que pode ser?
Vena: não, Duque nunca falava dos seus sentimentos comigo, eu não faço ideia do que se passa na cabeça dele.
Alice: como vocês foram noivos se ele nunca falava dos sentimentos dele?
Nesse momento, Vena revirou os olhos e ajeitou o decote do seu vestido. Era óbvio que ela não tinha gostado daquela pergunta.
Vena: nós nunca fomos um casal sentimental ou meloso demais, sabe? A gente costumava falar outra linguagem, a linguagem corporal.
Alice não se deixou abalar por aquela resposta maliciosa de Vena e resolveu ignorar o que tinha ouvido.
Vena: mas, eu realmente não sei o que pode estar abalando Duque agora. Os guardiões são muito influenciados por sentimentos ruins.
Alice: ele sempre fala que quer se vingar da máfia que tentou me vender.
Vena olhou para Alice desconfiada.
Vena: você? Foi vendida por uma máfia?
Alice: fui. Eu estava prestes a ser vendida para um homem cruel quando Duque chegou e me salvou.
Vena: uau, que sorte a sua, hein? Como esperado do meu gostoso.
Alice se calou, enquanto via Vena fazendo carinho na cabeça de Duque e logo, relembrou o que tinha acabado de acontecer.
Seu coração acelerou quando as palavras de Duque voltaram a sua mente. “Você me ama, Alice?”, “Eu quero experimentar voce...”, “Voce é tão linda...”. Alice começou a se sentir mal em relembrar esse momento, pois sabia que não era real, era apenas um delírio de Duque.
“Porque ele tentou me agarrar, enquanto estava delirando?” pensou Alice, mais confusa do que nunca. Ela podia estar ficando maluca, mas começou a pensar se a febre dele podia ser por causa dela.
Vena: você tá bem? Parece meio estranha...
Só após Vena falar, Alice parece ter voltado a realidade. Ela se perguntou se era tão óbvio que estava se sentindo mal.
Alice: ah, não, não. Eu... Acho que preciso dormir.
Vena: hum, acho que vou descansar também. Ainda faltam algumas horas para amanhecer o dia. Ah, que cansativo!
Vena saiu de perto de Duque e esticou os braços no alto, demonstrando cansaço.
Vena: ok, vou tirar o meu soninho da beleza. Até mais, Duque. Vamos, Alice. Quem sabe ele não acorda melhor amanhã, não é?
Alice: quem sabe.
Alice e Vena saíram do quarto de Duque. Alice foi até o seu quarto e trancou a porta. Ela trocou de roupa e então, se deitou na cama, mas antes de pegar no sono, observou a lua na janela e pensou em Duque.
Seus pensamentos ficaram longe quando ela lembrou as palavras de amor que ele falou de olhos fechados, no seu toque, na temperatura quente do seu corpo, na sua voz ofegante, na força das suas mãos... E logo, uma lágrima caiu do seu olho.
Se tudo aquilo que ele disse for real, porque ele esconde o que sente? Porque ele mostra ser alguém tão indiferente e distante?
Porém, Alice começou a pensar que talvez estivesse exagerando. Afinal, foi só um delírio e as pessoas fazem coisas sem sentido quando estão delirando, não é mesmo?
Mas, a verdade era que no fundo, Alice queria que isso não tivesse sido só um delírio. Nem ela mesmo sabia o quanto queria que aquele momento fosse real.
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Atualizado até capítulo 12
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