Preciso de você

...Capítulo 9...

 

Duque, Alice e Vena caminharam até a biblioteca, onde fica o esconderijo secreto de Duque.

Duque: entrem.

Duque abriu a passagem e Alice e Vena entraram. Duque entrou logo depois.

Vena: ugh! Odeio cavernas, elas não são nada bonitas.

Os três se reuniram dentro da sala na gruta e então, Duque pôs as mãos em cima da mesa de vidro.

Duque: pela manhã, eu vou comprar as passagens. Vamos começar pelo guardião mais próximo e assim por diante. Você não precisa ir conosco, Vena, pode viajar sozinha.

Vena: muito obrigada. Odeio ficar segurando vela pra casalzinho!  

Alice ficou vermelha de vergonha ao ouvir isso e evitou olhar para Duque, que apenas ignorou o que Vena disse e seguiu falando.

Duque: contanto que você coopere, podemos fazer isso a tempo e impedir Lexo. Ainda temos muito poder para usar.

Vena: tá e quando a gente conseguir reunir os guardiões? O que acontece depois?

Duque: a guerra vai começar.

Um silêncio tenso tomou conta da sala, após Duque dizer isso, como se fosse um mal presságio.

Alice: Esse tal de Lexo é tão forte assim?

Duque: Isso é impossível de saver. A cada dia, ele reúne mais seguidores. Mas, se usarmos todas as nossas forças, temos chance contra ele.

Vena tirou de dentro do decote do vestido um mapa e colocou em cima da mesa.

Vena: o guardião mais próximo daqui fica na Itália, na cidade de Florença, área rural. É o guardião do medalhão da coragem.

Duque: esse mapa mostra a localização de todos?

Vena: sim.

Alice se aproximou mais da mesa, para olhar o mapa, ficando ao lado de Duque.

Alice: quais são os poderes dos medalhões que restam?

Duque: os seis medalhões que restam são sedução...

Vena: eu.

Duque: ... Ilusão, coragem, sorte, força física e elementos da natureza.

Alice: hum, interessante.

Vena: e os medalhões que Lexo já tem são os da guerra, saúde, ciência, inteligência, gula e da morte.

Alice: morte? O que faz o medalhão da morte?

Vena: eu não sei muito bem, mas boas coisas não devem ser.

Alice pensou no que o medalhão da morte podia fazer e logo, um medo muito grande tomou conta dela. Porém, ela resolveu esconder isso.

Duque: bem, acho que é só isso.

Vena: se nada sair errado...

Nesse momento, pequenos barulhos de algo se enroscando pôde ser ouvido dentro da sala.

Vena: ei, escutaram isso?

De repente, Duque se virou para trás e então, fez aparecer uma arma na sua mão, começando a atirar contra a parede.

Logo, inúmeras cobras pretas assustadoras começaram a sair de dentro da parede, como se quisessem se enroscar em Duque.

Duque se afastou rápido e pegou na mão de Alice, que estava perplexa.

Duque: corre!

Alice correu com Duque até a saída da gruta, fugindo das cobras. Vena também correu o mais rápido que podia até a saída, até que os três conseguiram sair.

Vena: fecha logo essa porta!

Falou Vena, ofegante, já do lado de fora. Duque fechou a passagem secreta, mas não demorou para os barulhos aparecerem de novo, se aproximando cada vez mais.

Duque: droga! Ele deve ter nos rastreado de alguma forma! Maldito!

Vena: a culpa é minha.

Duque: que!?

Vena: a culpa é minha, eu atrai eles pra cá, fui descuidada ao usar magia para vim até aqui!

As cobras conseguiram ultrapassar a passagem secreta e logo, tomavam conta da biblioteca. Alice olhou para aquelas cobras e viu que elas não pareciam cobras normais e sim, seres de outro mundo.

Os três correram até o salão, mas as cobras eram rápidas e logo, também estavam no salão. Não demorou para que eles ficassem cercados por cobras vindas de toda parte e prontas para atacar a qualquer momento.

Vena: Duque, use o seu medalhão! Não tem outro jeito! Só você pode fazer isso!

Duque: não precisa me dizer o óbvio.

Encurralados, Duque apertou a mão de Alice com força e então, apontou o seu medalhão para o círculo de cobras. Assim que fez isso, uma luz ultra radiante, que quase cegava, se espalhou por tudo ao redor, destruindo todas as cobras ao mesmo tempo, em uma rapidez extraordinária.

Quando acabou, a luz foi desaparecendo aos poucos, até voltar tudo ao normal. As milhares de cobras que cercavam o salão, já não existiam mais, não havia sequer um vestígio delas.

Duque soltou a mão de Alice e caiu de joelhos, no chão. Ele não parecia prestes a desmaiar.

Alice: Duque! Duque, você está bem? Duque!

Duque: não... é nada... Eu só... Usei... poder demais...

Vena: é normal, nenhum de nós pode usar poder demais do medalhão. Ele só está sofrendo as consequências.

Alice: mas porque? É o medalhão que tem poder, não ele!

Vena: o medalhão é ligado a nossas vidas. Se usamos poder demais, corremos risco de vida e se o medalhão for tirado da gente, nós morremos. É triste, mas é como as coisas funcionam para nós, guardiões.

Alice: não, Duque! Duque, fica acordado, Duque!

Alice tentou ao máximo ajudar Duque a se levantar, mas ele acabou caindo desmaiado no chão, sem forças.

 

...****...

Alice: Duque, está me ouvindo?

Duque abriu os olhos pouco a pouco e logo, escutou a voz delicada de Alice o chamando.

Duque: Alice...?

Sua voz ainda estava enfraquecida, mas mesmo assim, Alice ficou feliz em ouvi-lo.

Alice: ah, que maravilha! Você está acordado!

Alice abriu o mais belo sorriso de alegria ao ver Duque se acordando, fazendo os olhos dele brilharem um pouco.

Alice: está se sentindo melhor?

Duque: ah... Sim... estou.

Duque fez uma careta de dor, mas logo voltou ao normal.

Alice: é melhor não se esforçar muito. Vena foi comprar as passagens. Nós vamos sair daqui assim que o sol raiar.

Duque olhou para Alice e então, sem falar nada, pegou na mão dela e colocou em cima do seu peito.

Alice ficou meio sem jeito em tocar no peito nu de Duque, mas não tirou a mão. Sua pele estava quente e macia e Alice sentiu seu coração bater mais forte ao toca-lo. Duque então, fechou os olhos e como se estivesse sonhando, falou.

Duque: você é tão linda...

Alice ficou surpreendida ao ouvir aquilo e não soube o que responder.

Alice: p-porque está falando isso, Duque?

Porém, Duque parecia não estar a escutando e então, apertou sua mão com mais força contra o seu peito musculoso.

Duque: você tem... um cheiro tão bom... Eu preciso... Preciso experimentar você... Agora...

Alice: D-Duque?

Ele então, puxou Alice para mais perto dele, fazendo ela ficar com o rosto colado no seu peito. Sua mão grande e quente acariciou os cabelos dela e desceu até as suas costas. Ate que ele sussurrou de forma estranha e sedutora.

Duque: você me ama, Alice?

Baixar agora

Gostou dessa história? Baixe o APP para manter seu histórico de leitura
Baixar agora

Benefícios

Novos usuários que baixam o APP podem ler 10 capítulos gratuitamente

Receber
NovelToon
Um passo para um novo mundo!
Para mais, baixe o APP de MangaToon!