...Capítulo 8...
Duque subiu as escadas atrás de Alice, mas quando chegou na porta, viu que estava trancada.
Duque: garota, abre essa porta. Sou eu, Duque.
Alice ainda estava chorando na cama, quando ouviu a voz de Duque atrás da porta. Ela se assustou um pouco, mas não respondeu nada.
Duque: Você sabe que essa porta não vai me impedir de entrar, não é?
Alice não respondeu. Duque respirou fundo e então, sem tocar na maçaneta, fez a porta se escancarar toda.
Assim que Duque abriu a porta, Alice correu até o banheiro e se trancou lá dentro.
Duque: olha, eu reconheço que fui um pouco rude com você no jantar, mas é que tá sendo cada vez mais difícil controlar meus impulsos. O medalhão a cada dia tá se tornando mais escuro e...
Alice: Eu não quero saber de nada disso, me deixa sozinha!!
Gritou Alice, de dentro do banheiro. Duque parou por alguns segundos, mas logo continuou, tentando ser paciente.
Duque: eu estou falando isso porque eu reconheço que você não tem culpa de nada, eu só quero que você entenda...
Alice: eu não quero entender mais nada, vai embora!!
Gritou Alice, mais uma vez.
Duque: você está sendo muito infantil, sabia? O que você quer? Que eu peça desculpas?
Alice não respondeu nada. Duque mordeu os lábios e andou de um lado para o outro no quarto, parecendo impaciente. Até que, se aproximou da porta do banheiro e a abriu completamente.
Assim que a porta se abriu, Alice tentou fugir, mas Duque a agarrou pelos braços, fazendo ela ficar de frente para ele. Alice tentou se soltar, mas ele era forte demais.
Alice: me solta!!
Duque: só quando você me escutar.
Alice então, começou a bater com toda a força no peito de Duque.
Alice: vai embora, vai embora, vai embora, vai embora, vai embora!!
Duque: ALICE!
Nesse momento, Alice parou e olhou assustada para Duque. Ele tinha acabado de gritar seu nome. Aquela era a primeira vez que ele falava seu nome. Só então, ele soltou os braços dela e respirou fundo.
Duque: me desculpe...
Disse ele, com uma voz calma e sincera. Alice continuava olhando para Duque, sem reação, até que as lágrimas começaram a descer dos seus olhos, novamente. Duque olhou para ela e por algum motivo, sentiu uma vontade irracional de toca-la.
Alice: eu quero voltar para casa... não quero mais ficar aqui, eu não pertenço a esse mundo! Eu prometo que ninguém vai ir atrás de você... Você vai... Você vai poder completar sua vingança em paz, eu garanto! E eu vou poder continuar a minha vida, longe de tudo isso!
Duque se aproximou de Alice e então, colocou uma mão sobre a sua cabeça.
Duque: menina boba...
Os dois se olharam há apenas alguns centímetros um do outro, parecendo que o mundo tinha congelado ao redor. Porém, nesse minuto, mais alguém chegou na porta do quarto, interrompendo o momento. Era Vena.
Vena: tá tudo bem aqui? Eu escutei uns gritos quando estava lá embaixo.
Ela foi entrando no quarto, sem pedir permissão. Alice deu as costas para Vena e enxugou as lágrimas.
Duque: nada com o que se preocupar. Era só uma conversa.
Vena: o que aconteceu?
Vena olhava para Alice, curiosa. Até que Alice se virou e respondeu a pergunta de Vena, tranquilamente.
Alice: eu senti um desconforto e vim correndo até o banheiro. Duque estava tentando me ajudar e eu não queria, só isso.
Vena olhou intensamente para Alice, quando ela falou, como se estivesse a analisando.
Vena: e você é a...
Alice: Alice, apenas uma hóspede de Duque. Ele me salvou e me trouxe até a sua casa.
Vena: ah, sei muito bem. Você não mudou nada, não é querido?
Duque: está enganada. Eu mudei muito desde aquela época.
Alice: que época?
Vena: a época em que nós éramos noivos e apaixonados.
Por algum motivo, Alice se sentiu desconfortável ao ouvir aquilo, mas manteve a calma. Duque olhou para Vena, com reprovação.
Alice: que bom. E porque acabou?
Vena: como todos os casais nós tínhamos nossas diferenças, mas tudo ficou péssimo depois que Duque recebeu o medalhão da ilusão.
Duque: Vena, você continua a mesma mentirosa de sempre...
Vena: eu? Mentirosa? Como pode falar uma coisa dessas, Duque? Eu só falo a mais pura verdade!
Duque: você sabe que não foi nada disso que acabou com nosso relacionamento. Agora, fale de uma vez por todas por que veio até aqui, senão vou ser obrigado a expulsa-la da minha casa.
Vena olhou para Duque com um olhar desafiador e então, deu uma risada sarcástica.
Vena: você continua tão chato... Mas tudo bem, eu vou direto ao ponto: Lexo está atrás de todos os medalhões. Ele quer construir um novo mundo e controlar tudo e todos com os poderes dos medalhões.
Aquela notícia mexeu com Duque. Ele já sabia que Lexo era cruel e egoísta, mas não sabia que os objetivos dele eram tão altos.
Duque: como descobriu isso?
Vena: fontes confiáveis e também falei um dos guardiões dos medalhões. Ele espionou a guarda de Lexo e confirmou tudo. A guerra está começando.
Duque: se isso for verdade, o mundo inteiro estará em risco.
Alice: existem outros medalhões além do seu, Duque?
Duque: ao todo, junto comigo, existem doze medalhões, cada um com o seu guardião. Eu sou o guardião do medalhão da ilusão, Vena é guardiã do medalhão da sedução. Inclusive, ela usou o medalhão para me conquistar e fazer ficar noivo dela.
Vena: ei, você já estava caidinho por mim, tá bom? Eu só dei uma forcinha!
Alice: e quem é Lexo?
Vena: Lexo é o décimo terceiro guardião. Ele era para proteger os outros guardiões mas acabou deixando o poder subir a cabeça e agora, está querendo todos os medalhões para si.
Duque: você esqueceu de dizer que ele já tem seis dos doze medalhões.
Vena: ah, é verdade. Ele já matou seis guardiões e agora, só falta mais seis medalhões para ele ter o controle do universo.
Alice: minha nossa, isso é... Muito sério!
Vena: sim, querida, bota sério nisso! É por isso, que eu estou aqui, para avisar ao Duque e saber o que ele tem em mente. Afinal, ele tem o medalhão mais importante de todos, não é?
Alice: o medalhão mais poderoso? Porque?
Vena: porque é o medalhão da ilusão. Ele é a peça final para Lexo criar um mundo “perfeito”, um mundo onde todos vão viver na sua própria ilusão. Por isso, o medalhão da ilusão é o mais importante, pois sem ele, Lexo não pode criar esse mundo.
Alice olhou para Duque, surpresa. Ele tirou o medalhão de dentro da camisa e então, Alice pôde ver a linda pedra de cor preta e verde em formato redondo. Ele tinha bordas douradas e prateadas e Duque o usava como colar.
Alice: e o seu medalhão? Cadê ele?
Perguntou Alice para Vena.
Vena: ah, o meu? Tá aqui. Fiz um brinco, não é lindo?
Vena tocou no brinco da orelha esquerda, que era uma pedra do mesmo formato da de Duque, só que tinha cor rosa-choque, com umas pitadas de preto.
Alice: que lindo...
Duque: é uma beleza sedutora, mas falsa. Não se deixe enganar.
Duque se aproximou de Alice e olhou para Vena, determinado.
Duque: temos que reunir os guardiões que restaram e unir nossos poderes.
Vena: eu também pensei nisso, mas o problema é que o círculo tá se fechando cada vez mais e tá cada vez mais difícil usar magia sem ser notado pelo Lexo.
Duque: então, não vamos usar magia. Ele não pode nos rastrear, se mantermos nossos medalhões escondidos.
Vena: mas Duque, isso é loucura! Como vamos reunir os outros guardiões sem usar magia? Eles estão espalhados por vários cantos diferentes do mundo, isso seria impo-
Duque: essa é a única maneira. Vamos viajar para cada canto, como humanos normais e reunir todos eles. Você vem comigo, Alice.
Alice: eu? Mas eu não sou nenhuma guardiã...
Duque: eu preciso que você venha comigo, Alice.
Duque falou aquilo com uma voz diferente, era uma voz forte e sincera, que fez o coração de Alice acelerar. Então, ele pegou na mão dela e fez ela acompanhar ele para fora do quarto. Vena foi logo atrás, observando os dois, com um olhar sarcástico.
Alice não estava entendendo porque Duque a queria por perto, mas por algum motivo, achou isso bom.
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Atualizado até capítulo 12
Comments
Tamires Campos
Alice não vai ser só a salvação do duque, mais do mundo também,queria ter um duque desses na minha vida, 🥰🥰🥰
2023-01-08
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