...Capítulo 2...
Alice tentou desesperadamente fugir das mãos daquele homem, mas tudo o que conseguiu foi um tapão na cara que deixou uma marca vermelha na sua bochecha.
Mulher traficante: ficou maluco!? Tá arranhando a mercadoria!
Homem traficante: eu sei, mas não tá vendo o atrevimento dela!? Olha aqui, cê fica quietinha se não quiser apanhar mais, falou?
Alice estava tão aterrorizada que apenas confirmou com a cabeça. Então, foi arrastada até um quarto frio e escuro e trancada dentro dele.
Aquela foi a noite mais terrível da sua vida. A garota que apenas vivia uma vida sossegada junto com seu irmão e sua mãe, se viu correndo risco de vida pela primeira vez.
Após passar a noite inteira chorando deitada em uma cama desconfortável, Alice foi surpreendida pela manhã pela mulher traficante que tinha a recebido. Ela lhe entregou um pão seco e uma xícara de café frio e então, disse que tudo já estava pronto para a sua "viagem".
Alice: que viagem…?
A mulher terrível apenas riu da garota e saiu trancando a porta do quarto.
Aquela altura, Alice já não sabia se continuaria viva e isso a fez apenas aceitar o seu destino. Era o fim, ela pensava. Ela chorou mais do que tinha chorado por toda a vida e depois que todas as suas lágrimas acabaram, ela apenas assumiu um ar triste e sem esperança.
Dois homens vestidos de terno preto, chegaram no seu quarto e colocaram uma venda em seus olhos. Ela não resistiu.
Eles a guiaram até uma van preta nos fundos do prédio e então a colocaram dentro. Alice ficou dentro da van de olhos vendados, sem ter a mínima ideia para onde estava indo. Ela não tinha mais forças para lutar pela sua vida.
A van parou em frente a um heliponto clandestino. Não tinha ninguém por perto. Um homem abriu a porta e arrastou Alice para fora. Eles a guiaram até um helicóptero que já estava pronto para sair e então, a jogaram dentro.
Alice não podia ver para onde estava indo, mas soube que era um helicóptero por causa do barulho da hélice. "será que eu vou morrer?" pensava ela, sentada no assento, com os olhos vendados.
Voz masculina 1: essa vai pra Veneza, ok?
Voz masculina 2: entendido.
"Veneza? É para lá que vão me levar?", pensou Alice. Porém, ela não podia fazer nada. O helicóptero começou a decolar e Alice apenas esperou seu destino.
Duas horas depois, o helicóptero pousou em Veneza, na Itália. Alice foi tirada do helicóptero e jogada dentro de um armazém. Um homem traficante tirou rudemente a venda dos seus olhos e então Alice pôde enxergar onde estava.
Ao seu redor, tinha muitas outras garotas apavoradas, também vítimas do tráfico, olhando para os lados assustadas. Alice ficou aterrorizada ao ver aquele cenário de terror. Parecia que ela estava em um pesadelo.
Logo, o cafetão italiano, um homem de meia idade, fumando um charuto, chegou dentro da sala e foi em direção a Alice. Ele estava acompanhado por dois outros homens armados.
Cafetão: Mercadoria nova, né.
Traficante: é, chefe, chegou agora do México.
Cafetão: idade?
Traficante: disseram que tem dezoito.
Cafetão: já sabe se é virgem?
Traficante: não, mas isso é fácil de descobrir.
Cafetão: então descubra agora.
Logo, um dos traficantes se aproximou de Alice com um sorriso estranho no rosto e começou a tirar a sua roupa de baixo. Alice começou a suar frio e tentou resistir, mas outro traficante prendeu seus braços no alto.
A cena que se seguiu foi algo grotesco e traumatizante, algo que Alice nunca mais esqueceria. O cafetão e seus traficantes observavam o teste de virgindade como se nada estivesse acontecendo, enquanto as outras meninas traficadas observavam horrorizadas. Quando acabou, Alice estava sem forças e seu olhar estava vazio.
Traficante: é, ela é virgem.
Cafetão: melhor ainda. Coloca um selo nela pra diferenciar das outras. O leilão vai acontecer amanhã.
Traficante: ok, chefe.
Cafetão: mas antes, deem um banho nela e a arrumem de forma especial. Os clientes valorizam muito uma mercadoria virgem.
Traficante: certo.
Depois dessas palavras, o cafetão foi embora junto com seus traficantes e então, apenas um deles ficou diante de Alice. Ele então, fez ela ficar de pé a puxando pelos cabelos e depois a arrastou. Reunindo a força que ainda tinha, Alice perguntou.
Alice: para onde está me levando…?
Traficante: pro banho.
Alice tomou um banho frio e quando saiu, foi preparada para o seu leilão. A vestiram com um vestido branco quase transparente muito provocante e a obrigaram a passar um batom vermelho na boca. Diante do espelho, Alice passava o batom como se sua alma tivesse saído do seu corpo.
Atrás dela, outras garotas também terminavam de se preparar, até que o nome de Alice foi chamado por um homem na porta. Outro homem pegou Alice pelo braço e a arrastou até a porta.
Alice passou por uma cortina vermelha e então, se viu em cima de um palco iluminado por vários holofotes. Fora do do palco, haviam vários homens mascarados, sentados diante de mesas, como se fosse um restaurante.
Todos aqueles homens pareciam muito poderosos, porém seus rostos eram escondidos pelas máscaras. Eles bebiam uísque e comiam caviar, enquanto escolhiam qual garota traficada iam comprar.
Anfitrião: muito bem, muito bem, o que temos aqui? Ah, o nome dela é Alice Castillo, tem dezoito anos e é do México! Uma linda, jovem e quente mexicana, pronta para acender qualquer cama!
O anfitrião apresentava Alice, enquanto a pobre garota, apenas permanecia imóvel em cima do palco.
Anfitrião: …ah, e um grande detalhe, cavalheiros, ela é virgem! Sim, isso mesmo, uma peça rara. Está aqui o selo dela, foi verificado! Lance inicial trezentos mil dólares.
Nesse momento, um dos clientes mascarados levantou a mão.
Anfitrião: trezentos mil para o cavalheiro com o uísque. Alguém dá mais?
Outro homem levantou a mão.
Cliente mascarado: quatrocentos mil.
Anfitrião: quatrocentos mil para o outro cavalheiro! Alguém dá mais?
Outro cliente levantou a mão e o lance voltou a subir.
Anfitrião: quatrocentos e cinquenta mil pela mexicana! Alguém dá mais?
Cliente com charuto: eu dou seiscentos mil, se ela tirar a roupa agora mesmo.
Alguns clientes na sala começaram a rir, como se tivessem achado engraçado aquele pedido perverso.
O anfitrião então, se virou para Alice e deu a ordem friamente.
Anfitrião: tire a roupa, garota, rápido.
Porém, aquilo já era demais para Alice suportar e ela se negou.
Alice: não…
Anfitrião: que?
Alice: não quero tirar minha roupa para ninguém…
Ao ouvir isso, o anfitrião lançou um sinal para os traficantes parados na porta da sala. Não demorou para dois homens fortes e rudes se aproximarem de Alice e começarem a tirar a roupa dela em cima do palco.
Por algum motivo, Alice tentou resistir naquele momento. Ela sabia que ia morrer, mas pelo menos não queria morrer sem dignidade. Então, começou a lutar.
Ela reuniu todas as forças que tinha e cuspiu na cara de um dos traficantes. Ele a olhou indignado por um segundo e então, revidou com um forte tapa que fez a garota cair de joelhos no chão.
Caída no chão, Alice viu as gotas de sangue cair do seu rosto. Os traficantes então, começaram a rasgar o vestido branco, revelando de forma brutal o corpo nu da garota. Os clientes apenas observavam aquela cena grosseira e violenta sem fazer nada.
No entanto, enquanto a roupa de Alice era violentada em cima do palco, um barulho forte de tiro foi ouvido do fundo da sala.
Todos olharam na direção do barulho de tiro, inclusive os traficantes que atacavam Alice. O responsável pelo tiro, era um homem mascarado, como todos os outros que estavam lá.
Porém, ele tinha uma aura diferente e carregava uma mala preta. Ele também usava um chapéu preto e uma capa de veludo marrom.
Ao perceber todos os olhares virados para ele, o homem misterioso caminhou calmamente até o palco e jogou a mala nos pés do anfitrião, que se abriu revelando inúmeras notas de dólar.
Homem misterioso: 1 milhão de dólares pela garota.
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Atualizado até capítulo 12
Comments
Tamires Campos
história boa,mais como tem q se complicar, ela vai ser salva,vai se apaixonar, e só depois vai se lembrar do irmão. Mais estou gostando 🥰🥰
2023-01-02
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