...Por Virgínia...
-Virgínia, ei Virgínia, acorda filha, você precisa ir pra aula.
-Calma mãe, só mais um pouco, eu estou tão cansada, esse semestre está tão difícil. Ainda bem que semana teremos uns dias de recesso.
-Então, filha, falta pouco, vamos, levante-se.
Ah, minha mãe é tão doce, sou tão grata por tê-la comigo. Com muito esforço me levanto, tomo um banho, organizo meu material, hoje teremos aula prática, por isso levo uma mala comigo com tudo o que preciso. Vejo que realmente estou atrasada, pego um copo de suco de maracujá e saio correndo com as chaves do meu carro que ganhei de presente quando passei no vestibular, nem sempre uso ele porquê as vezes o trânsito daqui é caótico e eu tenho alguns receios, mas sempre estou tentando me superar nisso.
- Beijo mãe, beijo pai, até mais tarde! Grito em direção a porta- Me despeço e saio apressada.
Chego na faculdade, vejo Hannah descendo do carro do seu cunhado, lembranças da noite passada me vem a mente, gostaria de falar com ele, mas me sinto envergonhada pela forma como agi, entro e assisto a aula, mas a minha mente ainda está no que aconteceu no carro.
-Ei, Vi, Vi? garota, o que aconteceu pra você estar tão dispersa hoje? Aliás você não me contou como foi quando meu cunhado foi te deixar em casa ontem, hem... Você está muito estranha para meu gosto.
-Aí, Nana, sabe, ele é tão bonito, charmoso. Enfim, conversamos, rolou um clima e ficamos.
-Ficar? como assim ficar?
-Aí, garota, as vezes esqueço que você é de outro planeta-Digo entre sorrisos- Nos beijamos, sabe? Uns amassos, aquela coisa.
-Amassos? Hannah diz com os olhos espantados e a mão na boca.
- Por Alaah, garota, adoraria te ter como minha cunhada. Você seria muito bem vinda.
- Que cunhada o quê? Não viaja! Rimos muito e continuamos a aula.
Apesar de casada e mãe, Hanah tem apenas 22 anos, e por ser de um meio muito conservador, ela ainda é muito inocente para as coisas daqui, acho engraçado!
... Por Samir...
Peço a Said todas as informações sobre Virgínia, toda a sua árvore genealógica, quero saber até sobre a frequência da sua respiração. Talvez eu precise fazer algo que não gostaria, mas preciso salvar a minha irmã e...
-Entre! Digo após ouvir as batidas na porta.
-Senhor Samir, aqui estão as informações sobre a jovem que você me pediu.
-Obrigado! Said, ouça, preciso que junte uns homens, e que ache um sacerdote e um juiz, não importa o valor, gaste quanto for preciso, quero um casamento até o por do sol.
-Um casamento, senhor? Quem vai se casar?
-Eu me casarei com Virgínia. Preciso de homens para me ajudar nisso.
-Mas senhor... O senhor não conhece a família da moça, e o dote e tudo mais...
-Nao me questione, Said, eu já tenho problemas demais. eu conhecerei meus sogros logo mais, o resto não é importante.
Organizo tudo muito rápido, agora está perto das 13hrs, estou do lado de fora, aguardo Virgínia chegar em casa. Não me sinto bem pelo que farei, mas as causas se sobrepõem e as vezes um líder não tem tempo de pensar muito. Preciso salvar minha irmã, ela está acima de tudo agora, porém não pretendo fazer mal a ninguém, estou com 4 carros com meus homens, armados, só para garantirem o controle das coisas. Virgínia será a minha esposa e espero que ela colabore, tentarei convence-la amigavelmente.
A vejo estacionar seu carro, desço do meu e vou ao seu encontro.
-Virgínia, precisamos conversar. Digo me aproximando dela.
-Oi, Samir, pode falar.
-Virgínia, eu não tenho muito tempo, preciso que você se case comigo.
- Qual é, cara? Você está louco? ela fala entre risos.
-Virgínia, é sério. Ouça, é pela minha irmã, ela cometeu um erro e eu preciso ajudar ela a reparar. Case-se comigo, te farei feliz, te darei todo o ouro que puder, nem que seja por um tempo.
-Essa conversa não pode ser real. Você está louco, louco! Gente, alguém trás uma camisa de força pra esse homem.
-Virgínia, tudo isso é real, preciso voltar para o meu país casado, e você me atraiu muito, veja só, isso pode dar dar certo, sei que você sentiu algo também.
- Eu não senti nada, cara. Não quero seu ouro, e nem você, quem você pensa que é? Me larga!
Virgínia grita e se solta das minhas mãos, vejo ela entrando pelo seu prédio, preciso agir. Chamo meus homens, e com um aperto muito ruim no peito, mas ela virá, por bem ou por mal, no relatório que Said me entregou pude ver que o seu pai tem várias dívidas. A rede de restaurantes dele está a beira da falência, e mais que isso, ele tem milhares de reais em dívidas de impostos, vicio em jogos, uma ligação minha e ele pode ser preso e perder tudo.
Junto meus homens e invadimos o apartamento da família da Virgínia, ela me olha assustada e grita me chamando de louco e mandando que eu saia. Seus pais estão na mesa, assustados, perguntando o que está acontecendo e quem eu sou.
- Samir Benanni, prazer. Tenho uma proposta para fazer a vocês.
-Você invadiu nossa casa, não temos nada para conversar com você, saia daqui agora.
-Ouça senhora, vocês tem sim- Falo tocando o coldre com minhas pistolas-. Sentem-se por favor.
-Você não é o Samir que conheci, o que está acontecendo?
-Virgínia, um dia você irá me entender- Falo olhando para ela e vejo seus olhos assustados e continuo em direção ao seu pai- Sei que o senhor tem sérias dívidas, sei que andou gastando muito com jogos e luxos nos últimos anos e sei que ainda está sonegando impostos. Tenho muitos contatos aqui no Brasil e basta uma ligação minha que vocês perderão até o teto que tem.
-Eu não estou entendendo sua intenção, não sei o que você pode ganhar com isso, não te conheço- O pai da Virgínia me fala nervoso.
-Não ganho nada para fazer isso, mas para não fazer quero a sua filha. Olhe, estou com problemas no meu Clã, preciso de uma esposa e sua filha foi a mulher que cruzou o meu caminho
-Jamais, jamais te daria a minha filha, jamais aceitaria isso!
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Atualizado até capítulo 92
Comments
Anatalice Rodrigues
A treta é das brabas. Adorei
2025-02-14
1
Sidneia Da Silva Andrade
estou adorando parabéns autora ❤️❣️
2024-11-26
0
Maria Campos
muito louco...
2023-11-28
6