Ao voltar para dentro de casa,Nina vai direito para o quarto da irmã.
— Alice... — Batendo na porta.
— Entra Nina. — Sentada na cama com os braços em volta dos joelhos.
— Eu ainda preciso pensar em algumas coisas, mas já sei, por onde vamos começar.
— Do que está falando? — Alice, desanimada.
— Da sua mudança.
Vamos começar amanhã. Você será um das primeiras a chegar para o café da manhã.
— Nina, eu preciso de tempo para despertar.
— Acorde mais cedo, para isso existem os despertadores.
— Tá bom, eu vou tentar...
— Tentar?
Se não conseguir, ficará sem carona para a escola.
— O Gabriel não faria isso, ele sempre espera.
— Não vai mais esperar, não vou permitir.
Amanhã, tomaremos café todos juntos, estamos entendidas?
— Estamos. — Jogando o corpo para trás.
— Melhor assim!
Voltando para seu quarto, Nina voltou para a escrivaninha e pegou seu celular para conferir as horas e viu que tinha recebido duas mensagens de Matheus.
Na primeira mensagem ele falava sobre a apresentação do trabalho e na segunda, ele perguntava se ela tinha gostado do chocolate e lhe desejava um boa noite.
— Ah Matheus, como eu queria gostar de você como você merece, seria tudo bem mais fácil.— Em pensamento.
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No dia seguinte,Nina se arrumou para a escola e desceu para o café, ficando orgulhosa ao encontrar a irmã já presente na mesa.
— Bom dia, princesa! Olha quem já está aqui, não é um milagre? — Vitor, zombando de Alice.
— Bom dia, paizinho! É, milagres acontecem!
Bom dia, Alice! Dormiu bem? — Nina
— Bom dia minha amada irmã!
Estou com cara de quem dormiu bem? — Alice, sendo debochada.
— Está tudo bem entre vocês? Estou sentindo algo estranho no ar. — Sara
— Está tudo ótimo, mãe, a Alice que resolveu que vai conviver um pouco mais conosco. Não é Alice?
— É isso. — Alice, encarando Nina.
— Quando o Vovô e a vovó voltam de viagem? — Noah
— No próximo fim de semana. Falei com eles ontem, estão morrendo de saudade de vocês. — Sara
— Nos também estamos! Não é Alice? — Nina.
— Sim, claro, estamos com saudade. — Alice.
— Terminem o café que o Gabriel deve estar chegando. — Vitor.
Ao ouvir o nome de Gabriel, sem perceber,Nina sorriu.
— Por que está sorrindo Nina? Alice, observando a irmã, que ficou séria imediatamente.
— Só estava pensando em uma coisa engraçada.— Nina, se atrapalhando com as palavras.
Todos ouvem o som de uma buzina.
— Será o Gabriel? Ele não vai entrar? — Vitor
— É ele sim, eu mandei uma mensagem dizendo que não queríamos atrasá-lo hoje, que poderia esperar lá fora. — Nina, recebendo um olhar de espanto de Alice.
— Então vamos logo.— Noah
— Essa pressa é para ver a Laura? — Alice, implicando com o irmão.
— Alice, é a vida dele. Lembra? — Nina
— Ok! Desculpe Noah! — Alice, revirando os olhos.
— Vocês estão muito estranhas! — Noah, pegando a mochila, indo em direção a saída.
Se despediram dos pais e foram em direção ao carro de Gabriel.
Gabriel os aguardava do lado de fora do carro e Laura no banco do carona.
— Bom dia, Gabriel! — Noah, batendo a mão na de Gabriel.
Bom dia, Laura! — Se debruçando na janela com um belo sorriso.
— Bom dia, Noah! — Laura, retribuindo o sorriso.
— Bom dia Gabe! — Alice, meio sem jeito.
— Bom dia Alice! — Gabriel, com um sorriso fraco.
— Bom dia Gabriel! — Nina, com o coração acelerado.
— Bom dia Nina! — Gabriel, com um sorriso largo.
Durante o caminho da escola, por várias vezes Gabriel e Nina cruzaram seus olhares pelo retrovisor interno, e claro que ficavam sem graça e abaixavam seus olhares rapidamente.
Já na porta da escola, todos saíram do carro e acenaram para Gabriel se despedindo.
— Nina! — Gabriel, saindo do carro.
— Oi! — Nina, parando de caminhar e se virando para Gabriel.
— Conversamos mais tarde?
— Sim, estarei a sua espera. — Sorrindo e voltando a caminhar para dentro da escola.
Gabriel voltou sorrindo para o carro e seguiu seu caminho.
Como de costume, Marina já estava a espera dos primos.
Deu um abraço em Alice, um beijo na bochecha de Noah e disse um "oi" seco, para Gui, que vinha logo atrás. Gui retribuiu mandando um beijinho no ar e piscando para ela, que revirou os olhos.
E depois foi a vez de cumprimentar Nina com um abraço apertado.
— Você parece melhor hoje. — Marina
— Eu estou Mari. Mas depois te conto com calma.
Vamos lá para casa hoje depois da aula?
— O Gui vai? Se ele for, eu não vou.
— Para com isso, Mari, eu não sei se ele vai, mas se for, ficará no quarto do Noah.
— Se você fizer brigadeiro eu vou.
— Eu faço!
— Combinado então, eu vou com você.
— Interesseira! — Abraçando a prima.
Entrando na sala de aula, encontrou Matheus próximo a sua mesa.
— Bom dia Nina! — Matheus
— Bom dia Matheus! Tudo bem?
— Sim, está tudo bem.
Nina, podemos conversar no intervalo?
— Claro Matheus.— Com um breve sorriso.
Já na hora do intervalo, Matheus levou Nina para sentar em um lugar mais distante da agitação dos colegas que lanchavam.
Permaneceram em silêncio por alguns minutos. Matheus manteve o olhar nos próprios dedos que pareciam desenhar algo na mesa.
— O que queria me dizer Matheus? — quebrando o silêncio.
— Desculpe, eu estava tomando coragem.
Nina, não sei se já percebeu, mas... eu estou apaixonado por você.
— Matheus, eu... — sendo interrompida por Matheus.
— Já que tomei coragem, me deixa terminar, depois você fala, por favor. — Nina assentiu com a cabeça.
— Eu sei que você não é apaixonada por mim, mas se me desse uma chance...
Me deixa tentar ganhar o seu coração Nina?
— Matheus, eu já tenho muito carinho por você, nesses últimos dias eu pude perceber o quanto você é especial.
Mas eu não posso fazer isso com você.
— Você já tem alguém?
— Eu não tenho ninguém, mas sim, eu sou apaixonada por outra pessoa. E mesmo sabendo que não sou correspondida e que não tenho chances com ele, não seria justo fazer isso com você.
Eu preciso estar livre desse sentimento primeiro, e só depois, poderei deixar alguém entrar na minha vida.
Eu falo por experiência própria, não é fácil amar sem ser correspondido, não desejo isso a ninguém, muito menos a você, que é uma pessoa incrível.
— Eu entendo Nina. Mas não acha que posso te ajudar a esquecê-lo?
— Sabe Matheus, ontem mesmo eu disse a minha irmã que ela não pode usar as pessoas. Como eu posso fazer isso com você?
Você não merece ser usado, merece ser amado.
— Tudo bem, eu agradeço pela sua sinceridade e cuidado com os meus sentimentos.
Mas eu sei que não vou te esquecer fácil, já carrego esse sentimento comigo algum tempo. Então, quando você se sentir pronta para deixar alguém entrar na sua vida, me procura.
— Mas eu quero que viva a sua vida, não quero que espere por mim.
— Fala isso para o meu coração Nina, talvez ele te escute, porque eu já desisti de tentar mandar nele.
Continua...
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Atualizado até capítulo 108
Comments
Monica Maria dos Santos
Ahhh...que lindos! Quanta maturidade para adolescentes, eles são muito fofos.
2024-05-26
2
Yone Ferreira
Que dó, mas ele pode ser um amor pra Laura.
2024-02-23
3
Ely Ana Canto
tadinho do Matheus, ele vai encontrar alguém 🫢🫢🫢🫢
2024-02-22
1